Review – Trilogia do Terror ( Body Bags – 1993).

 

Por Calil Neto

22 de novembro de 2017.

Trilogia do Terror ( Body Bags ) de 1993, seguindo mais ou menos a onda de criatividade de Creepyshow dos anos 80, é uma antologia que reúne alguns dos mestres do terror do século XX, como John Carpenter, que dirige os segmentos do Posto de gasolina e Cabelo, além de atuar e ser um dos produtores executivos, o diretor Wes Craven que atua no segmento do Posto de Gasolina, Tobe Hooper que dirige o segmento Olho com Mark Hamill, o eterno Luke de Star Wars, e também atua, além de outras figuras importantes do cenário americano como Sam Raimi e até Roger Corman que têm participação especial no longa.

CUIDADO SPOILERS. Se quer assistir o filme um dia não leia.

A figura central da antologia com roteiro de Billy Brown e Dan Angel é John Carpenter que apresenta as tramas e a primeira vista atua em um personagem que aparenta trabalhar em um necrotério que narra a vida de três pessoas do local que faleceram e depois no finalzinho do filme temos uma surpresa, um plot twist.

O grande Wes Craven.

Os três segmentos são muito interessantes, o primeiro do Posto de Gasolina em que temos uma garota que estuda na faculdade e vai trabalhar em um posto de gasolina e paralelamente temos um serial killer à solta. No segundo segmento que é divertidíssimo temos um senhor que está calvo e quer a qualquer custo que seu cabelo volte a crescer. Depois de uma operação começam a crescer pêlos em todo o seu corpo. No terceiro segmento protagonizado por Mark Hamill temos um jogador de beisebol que sofre um acidente de carro e perde um de seus olhos. Um novo olho, na verdade, um olho de um assassino é implantado no rapaz. O rapaz passa a agir após a cirurgia violentamente.

 

Um bom passatempo, divertido em alguns momentos apesar de ser um filme de terror. Uma das grandes antologias de terror dos Estados Unidos dos anos 90. Todo fã de terror deve conhecer.

Mark Hamill.

Nota: 3,0 de 5,0.

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Review – A Maldição dos mortos-vivos (1988).

Por Calil Neto

17 de junho de 2017

A Maldição dos mortos-vivos (The Serpent and the Rainbow – 1988) é mais um filme da filmografia do diretor Wes Craven falecido em 2015. Inspirado no livro de Wade Davis, lembra um pouco do primeiro filme de zumbis da história do cinema, o clássico Zumbi Branco ou White Zombie, da década de 30, de Victor Halperin, que envolve zumbis, ocultismo e vodus.

No roteiro adaptado de Richard Maxwell e Adam Rodman após passar pela Amazônia o antropólogo Dennis Alan vivido por Bill Pullman vai dos Estados Unidos ao Haiti para buscar uma fórmula, ou seja um pó que traz o mortos de volta à vida, e faça com que a empresa que o contratou lucre com a descoberta.

Um dos filmes mais fraquinhos de Wes Craven, que tem uma melhora nos instantes finais do filme com o uso de efeitos especiais práticos. Mesmo apesar de não ser um dos grandes trabalhos do diretor, temos motivos e elementos no filme que podemos considerar e qualificar o diretor Wes Craven como um dos grandes nomes na direção do gênero horror do cinema norte-americano do século XX.

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Verão do Medo (1978).

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Por Calil Neto

Verão do Medo (Stranger in Our House – 1978) é um filme produzido para a televisão e exibido pela NBC na noite de Halloween de 78, 31 de outubro de 1978. O longa adaptado de obra de Lois Duncan é dirigido pelo mestre Wes Craven que teve na época como último filme dirigido para a telona o belo Quadrilha de Sádicos em 1977.

 

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Na trama do filme temos a atriz Linda Blair (do clássico O Exorcista) que interpreta a garota Rachel que adora cavalos e vai enfrentar as forças sobrenaturais de uma bruxa que vem morar com ela e a família Bryant, passando pelo papel da prima de Rachel, que teve os tios mortos junto com a governanta em um acidente de carro. Lee Purcell interpreta a prima Julia, que começa a prejudicar Rachel, como pegar para ela o namorado de Rachel.

 

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Mesmo que seja um filme televisivo é uma produção que que vale uma espiada por ser um longa dirigido por um dos mestres do horror do século XX, Wes Craven. Quando lançado em VHS nos anos 80 lá fora, teve o título modificado para Summer of Fear (Verão do Medo).

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Um Vampiro no Brooklyn (1995).

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Por Calil Neto

Um Vampiro no Brooklyn (Vampire in Brooklyn – 1995) pode parecer brincadeira, mas é o filme mais divertido da filmografia do diretor norte-americano Wes Craven, um dos meus diretores do gênero terror favorito, mesmo que ele não tenha trabalhado apenas com esse gênero.

Um Vampiro no Brooklyn é o filme que vem anteriormente ao Pânico, que foi um dos grandes sucessos da carreira de Wes Craven e resgatou praticamente o subgênero slasher movies.  Eddie Murphy, além de estrear o filme, está como um dos produtores do longa. Se pudermos interpretar de alguma forma Um Vampiro no Brooklyn poderia ser considerado a versão de Nosferatu da carreira do diretor Wes Craven, contando a estória do vampiro que vem de barco para a cidade para trazer a sua maldição.

Eddie Murphy, tudo o mundo com uma certa idade já sabe, foi um dos grandes ídolos dos filmes de comédia dos anos 80, 90 e 2000 com filmes como a comédia policial Um Tira da Pesada (1984), que virou uma franquia, Um Príncipe em Nova York (1988), que é um clássico do passado da nossa tevê, a sensacional franquia O Professor Aloprado (1996) e Norbit: Uma Comédia de Peso (2007).

O perfil de Eddie Murphy é fazer comédias mesmo que em Um Vampiro no Brooklyn ele tenha que sido escalado para fazer papel um pouco mais sério do que o usual. Mas o filme não deixa de ser uma mistura de gêneros: filme de terror com comédia. Um vampiro que vem ao Brooklyn, um dos distritos de Nova York, e traz uma maldição, querendo conquistar um amor, que será a detetive Rita Veder (Angela Bassett). O parceiro Justice (Allen Payne), que gosta de Rita, vai tentar manter o vampiro Maximillian (Eddie Murphy) longe de Rita.

Tem alguns momentos interessantes do filme que o deixa mais engraçado, como quando o vampiro se transforma no pastor de igreja Pauly e fica falando bobagens. E quando o comparsa do vampiro Maximillian, Julius Jones ( o ótimo Kadeem Hardison), que também é um vampiro após ser mordido por Maximillian, perde um dos olhos que caiu no chão e fica indo atrás dele durante uma luta. O trabalho de maquiagem dos vampiros é sensacional.

 

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Eddy Murphy como o pastor Pauly. Lembra muito de seus futuros trabalhos.

 

Um ótimo filme para se divertir que passava muito na programação aberta da televisão brasileira.

 

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Nota: 3,5 de 5,0.

 

Review – As Criaturas Atrás das Paredes (1991).

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Por Calil Neto

As Criaturas Atrás das Paredes (1991) é mais um belo exemplar da filmografia do diretor norte-americano Wes Craven. Escrito e dirigido por Wes Craven, o longa apresenta um garoto conhecido como Bobo (Brandon Quintin Adams) que precisa de dinheiro para salvar a mãe que está doente e ajudar a pagar o aluguel de sua casa para não ser despejado junto com a família.

Ele junto com alguns conhecidos partem atrás de dinheiro para uma casa onde mora um estranho casal, que mais para a frente o espectador vai saber que são irmãos, interpretados pelos atores Everett McGill e Wendy Robie que trabalham também juntos no belíssimo seriado Twin Peaks. Essa casa já foi uma funerária e eles lidam e gerenciam os imóveis da comunidade. Nessa casa estão Alice (A.J. Langer) que acredita ser filha do casal e outros jovens que foram seqüestrados e estão presos na casa. Alguns desses jovens não têm contato com a luz de fora da casa e são deformados.

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É um filme bem estilo Sessão da Tarde. O suspense em torno destes jovens aprisionados na casa é bem trabalhado. Um bom filme.

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Shocker – 100.000 Volts de Terror (1989).

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Por Calil Neto

A filmografia do diretor norte-americano Wes Craven oscila entre os filmes bons, medianos e os ruins. Shocker – 100.000 Volts de Terror (1989) é um filme mediano. Achei superior que  A Maldição de Samantha. O melhor filme de Craven é o do icônico Freddy Krueger.

Em Shocker com roteiro de Wes Craven e premissa até que interessante temos o estudante Jonathan Parker (Peter Berg) que filho adotivo de um policial e não sabe quem é seu real pai, e tem freqüentes pesadelos com Horace Pinker, que é interpretado pelo ator Mitch Pileggi bem antes dele atuar como o Skinner no seriado Arquivo X. Na real Pinker é o pai de verdade de Jonathan e batia na mulher quando o garoto era pequeno. Pinker assassinou a mãe de Jonathan e deu um tiro na perna de Pinker o deixando manco. Depois de um tempo Pinker que acertar as contas com o filho.

Horace Pinker tem a facilidade de lidar com a eletricidade e assassina diversas pessoas, entre elas a namorada de Jonathan, Alison (Camille Cooper). O cara é condenado a prisão e é morto em uma cadeira elétrica. Só que ele não morre. Uma imagem holográfica dele ou não se é o espírito dele fica entrando no corpo de outras pessoas, e essas pessoas começam a atacar Jonathan. Pinker tem a facilidade de se locomover através de ondas de energia e de televisão. Tem um momento no terceiro ato do filme que ele e Jonathan começam a lutar durante a programação televisiva de diversos canais, que mesmo sendo um filme de terror, achei engraçado.

Aborda como o filme de Freddy Krueger a questão dos devaneios e pesadelos.

Um bom filme.

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Nota: 3,0 de 5,0.

Diretor Wes Craven no blog.

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Por Calil Neto

Aqui estão os REVIEWS de produções dirigida pelo norte-americano Wes Craven que estão no blog Calil no MUNDO POP.

Quadrilha de Sádicos (1977)

Verão do Medo (1978) – filme para a tevê

Benção Mortal (1981)

O Monstro do Pântano (1982)

A maldição dos mortos-vivos (1988)

Shocker – 100.000 Volts de Terror (1989)

As Criaturas Atrás das Paredes (1991)

Um Vampiro no Brooklyn (1995)