Review – Silêncio (2016) .

Por Calil Neto

06 de setembro de 2017.

O diretor norte-americano Martin Scorsese acerta em cheio em alguns momentos de sua carreira e dirige algumas obras-primas, como Silêncio de 2016, estrelado por alguns atores em alta em Hollywood, como Andrew Garfield e Adam Driver juntos com Liam Neeson em um papel mais maduro e diferente da atuação em seus action movies. No século XVII dois jesuítas portugueses, personagens de Andrew e Adam Driver, vão ao Japão atrás do padre mentor vivido por Neeson. No Japão está a Inquisição que vai atrás dos cristãos e padres católicos, e pedem a eles que renunciem a sua religião na apostasia e deixe Jesus de lado, pedindo às vezes a cristãos que pisem em uma imagem de Jesus Cristo.

Belíssimo filme visualmente, com belíssimas localidades com competente direção de arte e fotografia.

A produção teve como base o livro Chinmoku ( O Silêncio , 1966), do escritor católico japonês Shusaku Endo.

Após a morte de Jesus, 33 DC, diversos apóstolos de Jesus, entre os 12, foram mortos de maneira drástica por estarem difundindo os ensinamentos cristãos de Jesus. E não foi diferente após milhares de anos com diversos jesuítas ao redor do mundo. Um lindo filme e enriquecedor!

Um dos mais belos filmes desse século! CAPRICHARAM!

Nota: 4,5 de 5,0.

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Review – A Chegada (2016).

Por Calil Neto

16 de abril de 2017

A Chegada (Arrival – 2016) dirigido por um dos novos queridinhos de Hollywood, o canadense Denis Villeneuve, é mais um belíssimo filme que aborda a invasão alienígena no planeta Terra. Mais é um filme diferente dos filmes habituais, e que foi um desafio para o diretor que afirma que dirigir uma sci-fi foi um aprendizado. É quase que um filme filosófico, existencialista, reflexivo que mostra a união dos povos e nações para lidar com habitantes de um outro planeta da qual a tradutora de línguas, até de língua alienígena, Louise Banks (a estonteante Amy Adams) vem em auxílio e intermediação.

O filme que é uma adaptação de um conto de Ted Chiang traz mais uma missão reflexiva do que mostrar a relação homem-alienígena como mostrava o clássico Independence Day dos anos 90. O longa ganhou 1 Oscar na edição de 2017 na categoria de edição de som. Poderia ter conquistado mais estatuetas. Uma das grandes sci-fi deste começo de milênio e um belo filme!

Nota: 4,0 de 5,0.