Review – O Paradoxo Cloverfield (2018).

Por Calil Neto

06 de fevereiro de 2018.

Na verdade eu não achava que o filme no estilo found footage Cloverfield: Monstro de 2008 iria se transformar em uma franquia. Uma franquia queridinha do respeitável produtor J.J.Abrams com a sua produtora Bad Robot.

O Paradoxo Cloverfield (The Cloverfield Paradox, no título original), lançado diretamente em home video 10 anos após o primeiro filme, conhecido anteriormente como God Particle, em uma super-hiper jogada de marketing com a Netflix, de maneira surpreendente, estreou no serviço de streaming algumas horas após a divulgação do trailer no intervalo do Super Bowl que revelou o nome do terceiro filme da franquia e o mais do que rápido lançamento do filme na Netflix no dia 05 de fevereiro.

Dirigido por Julius Onah com roteiro de Oren Uziel, um pouco confuso em alguns momentos, temos Paradoxo Cloverfield como um prequel dos acontecimentos do primeiro filme de 2008. Revela como surgiram aqueles monstros gigantescos da franquia Cloverfield, em mundo não sei se posso dizer quase pós-apocalíptico com a energia escassa e a fome exacerbada ao redor do planeta Terra. É um filme que expande o universo da franquia Cloverfield e deixa o espectador mais adentro do seu até então enigmático universo.

Em O Paradoxo Cloverfield temos um grupo de tripulantes que parte para o espaço dentro da espaçonave Cloverfield para fora do planeta Terra para tentar solucionar os problemas que acometem o nosso planeta como por exemplo já foi mencionado anteriormente a crise de energia. Um filme que vai abordar realidades paralelas ou outras dimensões por isso falei que o roteiro fica um pouco confuso, mas nada que estrague a diversão do filme. A mão de um dos tripulantes quando está se movendo sozinha é demais!!! E os olhos de um dos seus personagens se movendo estranhamente?  Adorei os efeitos visuais!

Apesar de ser uma franquia que não é uma obra-prima, gosto muito dela. Parece que é produzida com muito carinho.

Nota: 3,5 de 5,0.

Leia também Review dos filmes anteriores da franquia Cloverfield

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Review – O Mundo de Andy (1999) e Jim & Andy (2017).

Por Calil Neto

02 de dezembro de 2017 

O Mundo de Andy ( Man on the moon1999) dirigido pelo experiente Milos Forman de Um estranho no ninho (1975) e Amadeus (1984) é estrelado por Jim Carrey, que para muitos é um dos maiores humoristas do cinema norte-americano, representando um grande humorista dos Estados Unidos Andy Kaufman que começou a carreira em apresentações de stand-up comedy em botecos e cafeterias e depois foi para a televisão, passando até pelo Saturday Night Live, tradicional programa de humor nos Estados Unidos, e gostava pode parecer bobagem de participar de lutas livre com mulheres. Bem estranho.

 

 

Aqui temos uma dramédia muito bem produzida pelo também astro Danny DeVito, um dos produtores do longa, e que também atua no longa na pele do famoso empresário George Shapiro. Danny DeVito e Andy Kaufman eram amigos na vida real e estiveram juntos na série de comédia Taxi. A trilha sonora é dos ótimos roqueiros da R.E.M.

 

 

Um filme que mostra a vida do comediante Andy Kaufman (1949- 1984), que era um cara muito inteligente, bem maluco beleza, e tinha o alter ego conhecido como Tony Clifton, um personagem diferente, engraçadão e que se vestia de uma forma bem estranha. O filme aborda desde a infância do comediante que desde pequeno gostava de televisão, e quando pequeno brincava sozinho como se estivesse em um programa televisivo até a decadência do ator. Bob Zmuda que o auxilia no trabalho e era seu confidente na vida real no filme é interpretado por Paul Giamatti. Para o documentário de 2017 que tem um título enoooooooooorme Jim & Andy: The Great Beyond – Featuring a Very Special, Contractually Obligated Mention of Tony Clifton da Netflix dirigido por Chris Smith o ator Jim Carrey revela que ele realmente incorporou o personagem e comediante Andy Kaufman e que depois não foi fácil largar o personagem. Começou a esquecer que era o Jim Carrey. Afirma também no documentário, que tem também os bastidores do filme O Mundo de Andy, que o longa foi muito importante para a sua carreira de ator.

 

 

O Mundo de Andy é um belíssimo filme, com ótima direção de arte, se não for um dos maiores e melhores trabalhos de Jim Carrey no cinema, relembrado e resgatado com o lançamento do documentário da Netflix.  

O documentário não deixa de homenagear também a carreira e as multifacetas de Jim Carrey.  

Nota para O Mundo de Andy: 4,5 de 5,0.

Nota para Jim & Andy: 3,5 de 5,0.

Review – Okja (2017).

Por Calil Neto

04 de julho de 2017. 

Okja para mim já é um dos filmes mais fofos de 2017 dirigido pelo sul-coreano Bong Joon Ho também do mediano O Hospedeiro de 2006 com distribuição mundial do serviço de streaming Netflix e exibido anteriormente neste ano em premiere no Festival de Cannes.

No enredo temos uma garotinha Mija (An Seo Hyun) que é uma cuidadora de um grande animalzinho fofo modificado geneticamente em uma região montanhosa na Coréia do Sul conhecido como Okja. Vários desses animaizinhos, que são grandes porcos, são espalhados ao redor do mundo, e foram criados pela corporação Mirando comandado pela CEO Lucy (Tilda Swinton, que é também co-produtora do longa, e também faz o papel da irmã) com o intuito de mais tarde servirem de alimentação à população e diminuir a fome no planeta, um dos problemas globais.

Temos também no longa a organização que lida com as questões e direitos dos animais. ALF (Animal Liberation Front). Entre eles temos o personagem K, que é interpretado por Steven Yeun, o Glenn do seriado The Walking Dead, e temos também o apresentador de televisão e especialista em animais Dr Johnny Wilcox, interpretado por Jake Gyllenhaal.

Um belíssimo filme, com belíssimas localidades e cenários selecionados com brilhantes efeitos visuais de Erik-Jan de Bôer, em um filme que mostra a relação de amor entre uma jovem e um animal. A busca da garotinha em salvar seu animalzinho de estimação, em um filme que não deixa de ser uma crítica social das matanças de animais ao redor do mundo apenas com o intuito comercial. 

REPETINDO: UM DOS MAIS FOFOS FILMES DE 2017!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – O Último Capítulo (2016).

Por Calil Neto 

01 de junho de 2017.

I Am the Pretty Thing That Lives in the House ( O Último Capítulo, título no Brasil – 2016) é o segundo filme do novato diretor norte-americano Osgood Perkins ou mais conhecido como Oz Perkins, filho do lendário Anthony Perkins, o eterno Norman Bates do clássico de Alfred Hitchcock, Psicose (1960). 

Após a boa recepção do público de February de 2015, Oz dirige e escreve novamente o superior I Am the Pretty Thing That Lives in the House que pude conferir na Netflix. Nota-se uma evolução, apesar do baixo orçamento, em relação ao filme anterior do diretor. A trilha sonora novamente é do irmão Elvis Perkins.

Filmado em uma mansão mal assombrada com baixa iluminação para deixar o clima mais sombrio e atmosférico o longa a principio me fez lembrar de um dos segmentos da clássica antologia de Mario Bava As 3 Máscaras do Terror. Apresenta em sua narrativa na cidade de Braintree, Massachusetts, nos Estados unidos, uma enfermeira Lily Saylor (Ruth Wilson) que vem cuidar de uma idosa que quando nova era uma escritora de livros de terror, a senhora Iris Blum (Paula Prentiss), que passa a tratar Lily como se ela fosse a personagem de seu livro, a estranha Polly (Lucy Boynton). No começo do filme percebemos que é o fantasma da enfermeira que morreu na mansão e está relatando o que aconteceu na mansão, não permitindo a ela que completasse 29 anos.

A escritora e a assombração.

O filme é uma mistura de delírio, com a personagem de Lily, passando a incorporar a personagem Polly dos livros de Iris Blum. Ou será que a personagem do livro de Iris Blum ganhou vida? Algo surreal!!!! O melhor do longa é quando vemos a personagem Polly andando com a cabeça virada para trás.

Um ótimo filme com seu baixo orçamento. Vamos esperar que um grande estúdio banque algum futuro trabalho do diretor. O cara é talentoso!!! Inegavelmente. Uma pequena obra-prima!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Stranger Things (1ª temporada – 2016).

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Por Calil Neto

Stranger Things é aquela série que deu o que falar no ano de 2016. Todo mundo falava dessa série. Em texto de agosto de 2016 da Forbes internacional Stranger Things foi eleita a melhor série original Netflix até o momento, e eu não duvido, além de ser uma série super elogiada pelo mestre do horror Stephen King.

A série é uma homenagem aos anos 80, trazendo o clima de nostalgia principalmente para o público adulto com músicas dessa época, a já veterana atriz Winona Ryder (de Drácula de Bram Stoker, Os Fantasmas se Divertem, Edward Mãos de Tesoura) que somente engrandeceu a série e muito mais. Lembra alguns filmes envolvendo molecadinha como Goonies e Conta Comigo, adaptação de obra de Stephen King, da mesma década.

Eu comecei a assistir o seriado sem conhecer a sua trama, só sabia que o seriado se passa nos anos 80 e tem como uma das finalidades homenagear a década na cultura pop e sabia que tinha um garotinho, chamado de Will Byers (Noah Schnapp) que estava desaparecido e a meninada, os habitantes da cidade e a polícia vão ajudar a encontrá-lo. Não sabia quem era realmente o vilão, se é um alienígena, um monstro, nada a respeito. Depois de assistir alguns episódios, parece que temos alguns monstros, um mundo paralelo (ou mundo das sombras e mundo invertido), uma garotinha chamada de Onze (Millie Bobby Brown) que tem poderes paranormais, temos um local ou um laboratório na cidade onde algumas experiências são realizadas, não sei com qual finalidade. E também tem uma garota de óculos Barb Holland (Shannon Purser) que some também durante uma noitada de uma garotada em uma casa. Depois de alguns episódios sabemos que tem um mundo paralelo, um mundo invertido, ou um mundo sombrio, e os garotos querem descobrir uma fenda que leve para esse mundo. A garota Onze com seus poderes serve como uma mediação entre esses dois mundos. Tem alguns caras que querem impedir que esse mundo sombrio seja descoberto, algo como acontece na pegada do seriado Arquivo-X, que o governo não quer que a verdade seja descoberta.

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Um seriado que não deixa de homenagear a década de 80 com a exibição em um dos momentos de um dos episódios da animação de sucesso He-Man, um pôster de EVIL DEAD e de O Enigma de Outro Mundo, em uma época que reinavam as locadoras de VHS em uma era bem pré-Netflix.

Com certeza uma das grandes séries do Netflix. É uma série que já nasceu cult. Que venha a segunda temporada!

Nota: 4,0 de 5,0.

O que eu acho do seriado Desventuras em série (1ª temp – 2017)?

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Por Calil Neto

Lemony Snicket: Desventuras em Série  é adaptação dos livros de Lemony Snicket, pseudônimo do norte-americano Daniel Handler. Em 2004 já teve o filme-adaptado com o astro Jim Carrey também na pele do conde Olaf. Daniel Handler é produtor executivo do seriado.

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Essa nova adaptação da Netflix é um show! Com belíssima direção de arte a adaptação é narrada pelo escritor das obras, Lemony Snicket, que é interpretado por Patrick Warburton de Ted 1 e 2, e que em alguns momentos também participa da trama, estrelado também pelo talentoso Neil Patrick Harris de Os Muppets de 2011 e Garota Exemplar na pele do vilão conde Olaf, que é ator e comanda um grupo de teatro e quer pegar a herança da família Baudelaire “adotando” nos primeiros episódios da temporada os três órfãos filhos dos pais Baudelaire, Klaus (Louis Hynes), Violet (Malina Weissman) e a fofíssima Sunny (Presley Smith). Os pais dos três passaram por uma conspiração e são tidos como mortos em um incêndio de sua casa-mansão. Tudo para o Conde Olaf ficar com a herança da família. Conde Olaf até quer se casar com Violet através de uma fake peça de teatro para passar a pertencer à família Baudelaire.

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Destaque para a interpretação de Neil Patrick Harris e a participação de Presley Smith como a bebêzinha da família que tem o seu próprio linguajar dos bebês e roe as coisas com extrema facilidade. O espectador fica apaixonado pela inusitada personagem em ver sua também inusitada participação no seriado. Cada momento da temporada, os órfãos ficam com uma pessoa de confiança do banqueiro Poe (K. Todd Freeman) que é casado com a jornalista Eleanora Poe (Cleo King), como o tio Monty (o ator indiano Aasif Mandvi), a tia Josephine (Alfre Woodard) e vão parar na serraria Alto-Astral e trabalhar no local. Sempre com o conde Olaf e seus disfarces (o HOMEM se veste até de mulher) indo atrás das crianças para buscar a herança. Nos primeiros episódios o espectador passa a ter uma certa repugnância do personagem conde Olaf, mas depois vai se acostumando com o grande vilão da série. O último episódio deixa em aberto a continuidade do seriado da Netflix que com certeza é sensacional e um sucesso, além de uma grande surpresa.

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Nota: 4,0 de 5,0.