Review – O Último Capítulo (2016).

Por Calil Neto 

01 de junho de 2017.

I Am the Pretty Thing That Lives in the House ( O Último Capítulo, título no Brasil – 2016) é o segundo filme do novato diretor norte-americano Osgood Perkins ou mais conhecido como Oz Perkins, filho do lendário Anthony Perkins, o eterno Norman Bates do clássico de Alfred Hitchcock, Psicose (1960). 

Após a boa recepção do público de February de 2015, Oz dirige e escreve novamente o superior I Am the Pretty Thing That Lives in the House que pude conferir na Netflix. Nota-se uma evolução, apesar do baixo orçamento, em relação ao filme anterior do diretor. A trilha sonora novamente é do irmão Elvis Perkins.

Filmado em uma mansão mal assombrada com baixa iluminação para deixar o clima mais sombrio e atmosférico o longa a principio me fez lembrar de um dos segmentos da clássica antologia de Mario Bava As 3 Máscaras do Terror. Apresenta em sua narrativa na cidade de Braintree, Massachusetts, nos Estados unidos, uma enfermeira Lily Saylor (Ruth Wilson) que vem cuidar de uma idosa que quando nova era uma escritora de livros de terror, a senhora Iris Blum (Paula Prentiss), que passa a tratar Lily como se ela fosse a personagem de seu livro, a estranha Polly (Lucy Boynton). No começo do filme percebemos que é o fantasma da enfermeira que morreu na mansão e está relatando o que aconteceu na mansão, não permitindo a ela que completasse 29 anos.

A escritora e a assombração.

O filme é uma mistura de delírio, com a personagem de Lily, passando a incorporar a personagem Polly dos livros de Iris Blum. Ou será que a personagem do livro de Iris Blum ganhou vida? Algo surreal!!!! O melhor do longa é quando vemos a personagem Polly andando com a cabeça virada para trás.

Um ótimo filme com seu baixo orçamento. Vamos esperar que um grande estúdio banque algum futuro trabalho do diretor. O cara é talentoso!!! Inegavelmente. Uma pequena obra-prima!

 

Nota: 3,5 de 5,0.

 

 

 

 

 

 

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