Review – Monkey Shines (1988).

Por Calil Neto

04 de abril de 2018.

Monkey Shines conhecido no Brasil como Instinto Fatal ou Comando Assassino de 1988 é adaptação de livro homônimo de Michael Stewart com direção e roteiro do eterno pai dos zumbis modernos George A.Romero falecido em 2017,  em mais uma colaboração do mestre em efeitos especiais e maquiagem Tom Savini em um filme do grande parceiro e amigo Romero.

Não é somente filmes de zumbis que Romero dirigiu, subgênero do terror que marcou sua carreira no cinema. A filmografia de Romero é belíssima e diversa mesmo não possuindo apenas filmes de zumbis (ainda bem!).

Na trama temos um atleta Allan (Jason Beghe) que é atropelado por um caminhão na rua e se torna um cadeirante sem os movimentos do corpo deixando somente os movimentos faciais do personagem. O cientista Geoffrey Fisher (John Pankow) adiciona uma droga em Allan e o deixa “ligado” a uma macaquinha esperta chamada Ella. A macaca e Allan passam a  viver interligados, como se fossem um único ser, e a raiva de Allan passa a ser também da macaca que passa a extravasar a violência nas pessoas que prejudicaram o atleta. Os movimentos corporais de Allan passam a ser realizados através do animal. Allan passa a se envolver emocionalmente com a treinadora de animais Melanie (Kate McNeil) por quem se apaixona.

 

 

 

Um filme com ótima premissa e criatividade com um pouco de dose de terror psicológico com fascinante desfecho com muita ação. A cena no terceiro ato em que o personagem Allan começa a lutar com a boca com a macaca é foda! Fantástico!

 

Monkey Shines Romero
Romero.

 

Nota: 3,5 de 5,0.

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Review – Super 8 (2011).

Por Calil Neto

09 de fevereiro de 2018.

Para falar a verdade comecei a conhecer realmente a grandiosidade do trabalho no cinema de J.J.Abrams após Super 8 de 2011 que é dirigido, produzido e roteirizado por ele e produzido também pela lenda Steven Spielberg. Na época da “bomba” Cloverfield: O Monstro de 2008, que viria futuramente a se transformar em uma franquia, eu nem tinha me ligado no nome do produtor J.J.Abrams e a sua produtora Bad Robot, que se tornaria um dos grandes nomes de Hollywood, e que já aos 14 anos de idade já conheceria Steven Spielberg a quem consertou seus filmes da câmera super 8.

Tanto o produtor Spielberg e J.J.Abrams já eram fascinados em produzir seus filmes em câmera super 8 na adolescência. Esse filme não deixa de ser uma homenagem à adolescência dos dois e aos próprios filmes dos anos 70, 80 e 90 de Spielberg. O longa Super 8 tem uma garotinha Alice ( Elle Fanning, que já mostrava talento para a coisa e sua formosura diante das telas) e um grupo de garotos nos anos 70, destaque para Joe (Joel Courtney, que vai gostar de Alice) que vão produzir um filme amador de mortos-vivos em uma câmera super 8, já arremetendo a uma homenagem ao pai dos zumbis modernos George A.Romero, e paralelamente a um acidente envolvendo um trem e um dos professores da molecadinha, que vamos notar que desencadeou mesmo anteriormente uma série da acidentes estranhos na cidade, envolvendo vidas e seres de outros planetas. O monstro grande do filme me fez lembrar do monstro do filme Cloverfield. Coincidência?

Super 8 é um lindo filme que se o espectador tiver uma certa sensibilidade vai notar que é mágico e já nasceu clássico!

Nota: 3,5 de 5,0.

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Review – A Noite dos Mortos-Vivos (1968).

Por Calil Neto

12 de agosto de 2017.

A franquia de games Resident Evil e o seriado The Walking Dead praticamente não existiriam sem o filme A Noite dos Mortos-Vivos ( Night of the Living Dead de 1968), que se tornaria um dos mais famosos, um clássico, um cult e um dos melhores filmes de terror da história do cinema mundial. A Noite dos Mortos-Vivos dirigido pelo que seria considerado o pai dos zumbis modernos George A. Romero falecido em julho de 2017, é um filme independente e de baixo orçamento, com roteiro de Romero junto com o lendário John Russo que também interpretou um zumbi no filme e depois lançaria um livro homônimo baseado na história do filme.

A trama é interessantíssima e foi muito inteligente na época, o que tornaria futuramente este filme um clássico e primeiro filme (ooooo precursor) do subgênero dos zumbis modernos comedores de carne de humanos. Na narrativa temos um casal de irmãos Johnny ( Russell Streiner ) e Barbra ( Judith O’Dea ) que vão levar flores no túmulo do pai em um cemitério em Pittsburgh. O engraçado é que aparece um zumbi andando que a principio nem parece um zumbi e o personagem Johnny começa a tirar sarro do zumbi como se ele já soubesse da epidemia de zumbis causada por radiação nas localidades. Não entendi o que Johnny estava querendo dizer ou brincar. Tirar o personagem próprio sarro da criação de Romero? 

O filme foi ousado e por que não dizer revolucionário na época e também por escalar um ator negro para ser um dos atores protagonistas no longa, Ben, interpretado muito bem por Duane Jones. Não era tão freqüente termos atores negros protagonistas de filmes. Só para constar no começo do cinema nos Estados Unidos não tínhamos atores negros, eram atores brancos com a cara pintada de negro. George A. Romero teria se baseado em dois filmes clássicos de terror para realizar A Noite dos Mortos-Vivos, Carnaval de Almas ( Carnival of Souls de 1962 ) de Herk Harvey  e Mortos que Matam ( The Last man in Earth  de 1964), uma das adaptações do livro Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson.

Um belíssimo filme, com a sua fotografia em preto e branco, que com certeza está no meu e no de diversas pessoas no TOP 10 dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Um filme divisor de águas que daria origem a primeira trilogia clássica de mortos de Romero ! Um filme do gênero para ser visto e revisto sempre !!!!

Nota: 4,0 de 5,0.

Fotos do dia: União de mestres.

Claudio Simonetti

Michael Doherty, George A. Romero, Ruggero Deodato e compositor Claudio Simonetti em Lucca.

Claudio Simonetti foi o compositor de trilhas sonoras de alguns clássicos de Dario Argento, como Profondo Rosso, Tenebre e Suspiria. Trabalhou com diversos diretores, como Lucio Fulci, Ruggero Deodato, Sergio Martino, Umberto Lenzi e Lamberto Bava. 

Claudio Simonetti.
Claudio Simonetti.

Imagens: Facebook de Claudio Simonetti.

 

Review – A Máscara do Terror (Bruiser – 2000)

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Por Calil Neto

A Máscara do Terror (Bruiser) é um thriller de 2000 dirigido e escrito pelo pai dos zumbis modernos George A. Romero, que dirigiu em 1968 o clássico eterno A Noite dos Mortos Vivos. George Romero não dirigia um filme desde 1993 quando dirigiu A Metade Negra adaptação de uma obra de Stephen King.

No enredo temos Henry que trabalha para uma reconhecida revista de moda chamada Bruiser, o título americano do filme. Ele acaba sendo traído pelo melhor amigo e patrão que fica com sua esposa. Um dia sem sabermos porquê ele acorda sem rosto, com uma máscara presa em seu rosto. Inexplicadamente ele não consegue tirar a máscara e começa a se vingar das pessoas que o traíram.

George A. Romero.
George A. Romero.

Eu particularmente acho que Romero nasceu para dirigir filmes de zumbis. O filme Martin de 1977 de vampiros eu gosto, esse Bruiser tem uma premissa interessante, mas Romero é sinônimo de filme de zumbis.

Para quem quer conhecer melhor a carreira de George A. Romero vale a pena dar uma conferida.

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Nota: 3,0 de 5,0.

 

 

AMC vai adaptar Empire of the Dead de George A. Romero.

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Por Calil Neto

Segundo afirmou o artista Arthur Suydam de Empire of the Dead, HQ escrita por George A.Romero, o pai dos zumbis modernos, na Louisville Wizard World Comic Con, a HQ vai ser adaptada para o canal AMC, também responsável pelo seriado The Walking Dead. 

Empire of the Dead envolve zumbis e vampiros.

Se a AMC repetir o trabalho que eles realizaram com o seriado The Walking Dead, Empire of the Dead vai ser fenomenal!!!!