Review – The Greasy Strangler (2016).

Por Calil Neto

21 de janeiro de 2018.

Um dos filmes mais toscos e trash desta década com o envolvimento da produtora do senhor Elijah Wood, SpectreVision , que já lançou algumas pérolas como Cooties e Open Windows, e é uma surpresa, mas não é um filme para qualquer um. A Drafthouse Films da franquia O ABC da Morte também está envolvida na produção com outros estúdios.  

O Estrangulador Seboso no Brasil ou The Greasy Strangler de 2016 é dirigido por Jim Hosking em seu debut movie e escrito por  ele junto com Toby Harvard que estiveram envolvidos com o segmento G is for Grandad de O ABC da Morte 2 de 2014. Jim Hosking foi roteirista e diretor do segmento e Toby Harvard também ajudou no roteiro.  Sabe aquele filme de comédia de humor negro, que se assemelha com aquelas animações de televisão dos Estados Unidos, como South Park e Os Simpsons, só que para um público adulto com uma trilha sonora divertidinha que em alguns momentos parecem aquelas trilhas de jogos de video games dos anos 80. Além de ser um filme caricato.  É isso mesmo!

O filho bobão Brayden (Sky Elobar) que se apaixona por uma garota gordinha, e o pai dele Big Ronnie , interpretado muito bem pelo senhor Michael St. Michaels, que é um cara que trabalha com passeios com algumas pessoas para falar da era Disco, quer para ele a namorada do filho. E o cara é o tal do Estrangulador Seboso, que toda hora vai na Lava-Jato,  para se lavar e tirar a gordura do corpo, e fica contando vantagens para as pessoas, além de adorar comer uma comida gordurosa. Big Ronnie é o anti-herói da estória que estrangula as pessoas ao longo do filme. Aquele filme que tem bem a escatologia de um filme de John Waters,  e cenas de duplo sentido e conotação sexual.

O Estrangulador Seboso teve a sua estreia em janeiro de 2016 no Festival de Sundance. Um dos filmes mais estranhos de 2016, mas que eu particularmente adorei, com seus divertidos efeitos visuais.

Eu quero Pa-ta-ta.

Nota: 3,5 de 5,0.

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Review – O Labirinto de Kubrick (Room 237- 2012).

Por Calil Neto

19 de janeiro de 2018.

Conferi este belo documentário O Labirinto de Kubrick ( Room 237 – EUA)  de 2012 com distribuição da IFC dirigido por Rodney Ascher sobre o filme clássico O Iluminado (1980), dirigido e escrito por Stanley Kubrick,  adaptação que o próprio Stephen King não gostou na época, fazendo ele realizar uma minissérie própria mais fiel ao livro nos anos 90.   Para mim o filme de Kubrick é uma obra-prima! Amo, assim como os cinco narradores e analistas teóricos deste documentário com diversos pontos de vista!!!! Eu somente acho que os apresentadores destas teorias deveriam ter mostrado os rostos também, além da voz, mas tudo bem!

Neste documentário temos diversas teorias apresentadas durante as cenas do filme O Iluminado (1980), algumas plausíveis outras nem tanto, como a ligação e sincronicidade com outros filmes do diretor Stanley Kubrick, como a sequência em que Danny entra no quarto 237 ( no livro de King é 217) em O Iluminado (1980) com a seqüência final de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968)E também da suposta importância à numerologia dada por Kubrick em algumas cenas.

O documentário não deixa de mencionar outras obras da belíssima filmografia de Kubrick, como também seu último trabalho, De Olhos bem Fechados de 1999. Tem um dos narradores que a vida dele foi analisar o filme O Iluminado de 1980.

Um documentário que vale como curiosidade, apesar de que parece que as vezes viaja!!! Mas tudo bem. Room 237 teve a premiere em 2012 no festival de Sundance.

Nota: 3,0 de 5,0.

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Review – Life itself – A Vida de Roger Ebert (2014).

 

Por Calil Neto 

16 de julho de 2016.

Roger Ebert foi um dos maiores críticos que os Estados Unidos e a língua inglesa já tiveram e ganhador do prestigiado e aclamado Prêmio Pulitzer. Neste longa-documentário de 2014 com produção da CNN FilmsLife itself – A Vida de Roger Ebert, com estreia no Festival de Sundance do mesmo ano, temos a vida do respeitado jornalista, crítico de cinema, apresentador de televisão, repórter, escritor e roteirista de cinema.

O longa é dirigido por Steve James, que adaptou o livro de memórias do profissional da escrita que faleceu em 2013 de câncer diagnosticado na tireoíde em 2002 e não estava podendo falar (se comunicava por um aparelho) e comer. Roger Ebert já sabia da existência do documentário e diversas entrevistas foram realizadas com ele. Aborda a carreira, a vida, e os seus últimos meses de vida.

Fala da parceria e do carinho da esposa Chaz Ebert, paixão de sua vida, casou com ela aos 50 anos. que ficou com o marido até o seu falecimento. Fala da época em que roteirizou o filme do diretor Russ Meyer, ex-fotógrafo da revista Playboy, De Volta ao Vale das Bonecas de 1970 para o grande estúdio da FOX.

Aborda a época de jornalista, da ocasião que fez crítica de cinema na televisão com o crítico de cinema Gene Siskel : eram que nem dois irmãos brigãos. Aborda depoimentos de pessoas da televisão: produtores, produtores executivos. Tem depoimento de amigos e fãs de seu trabalho como os diretores Martin Scorsese (quem Ebert sempre elogiava e é o produtor executivo deste documentário) e Werner Herzog.

 Nota: 4,0 de 5,0.

Antologia XX é um dos filmes de terror mais esperado do 1º semestre de 2017.

Angela Trimbur, Breeda Wool, Morgan Krantz and Casey Adams appear in XX by Annie Clark, Karyn Kusama, Roxanne Benjamin and Jovanka Vuckovic, an official selection of the Midnight program at the 2017 Sundance Film Festival. © 2016 Sundance Institute.Por Calil Neto

A antologia dirigida apenas por mulheres, XX,  é um dos filmes de terror mais aguardados para o primeiro semestre de 2017. O filme tem estreia mundial no Festival de Sundance  agora em janeiro e será lançado pela Magnet em 17 de fevereiro de 2017.

Resumindo o filme são quatro contos mortais de mulheres assassinas. Acredito que o filme vai ser ótimo!

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Review – A Bruxa (2015).

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Por Calil Neto

Tem alguns filmes que faço questão de assistir na tela grande do cinema. E A Bruxa dirigido e escrito por Robert Eggers foi um deles.

SPOILERS.

O filme A Bruxa de Blair de 1999 virou coisa do passado A Bruxa isso sim que é filme de bruxa. A Bruxa (The Witch: A New-England Folktale) distribuído pela Universal que tem a produção também de um brasileiro, Rodrigo Teixeira, foi destaque no Festival de Sundance em 2015.

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O fera Robert Eggers.

A trama se passa no século XVII na Nova Inglaterra e envolve uma família que foi expulsa de uma colônia sem que o espectador saiba o motivo. Provavelmente por serem pecadores. O bebê Sam que não foi batizado some, depois Thomasin e Caleb desrespeitam os pais e vão para uma floresta e Caleb é seduzido por uma bruxa e fica adoecido. Um filme que aborda a questão da fé, do pecado, fanatismo religioso.

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O filme tem belíssima fotografia e competente direção de arte em belíssimas localidades. A atriz Anya Taylor-Joy esbanja sensualidade com sua personagem.

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Um filme que deixa algumas perguntas em aberto. Propositalmente. Um filme que deixa que o espectador tire suas próprias conclusões.

Um puta filme!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Donnie Darko (2001).

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Por Calil Neto

Assisti a sci-fi e horror Donnie Darko de 2001, dirigido e escrito por Richard Kelly, que mais tarde viria a dirigir A Caixa de 2009 com Cameron Diaz.

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O Medo versus o Amor – Um pensamento negativo versus um pensamento positivo.

Com um orçamento de 4,5 milhões de dólares e exibido no Festival de Sundance nos EUA em janeiro de 2001, temos como protagonista o melancólico jovem estudante Donnie Darko que é interpretado magistralmente por Jake Gyllenhaal (a pessoa ideal para o papel) que toma medicamentos e sofre alucinações com um tal de coelho humano que fala para ele cometer crimes pela cidade onde mora. Donnie se consulta sempre com a psiquiatra (Katharine Ross) para quem relata seus problemas.

Na produção temos um elenco estelar que além de Jake Gyllenhaal , tem Maggie Gyllenhaal irmã de Jake na vida real, o saudoso Patrick Swayze de Ghost: Do Outro Lado da Vida no papel de um especialista em auto-ajuda, e Drew Barrymore mais madura na carreira, no papel de uma das professoras de Darko.

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Os competentíssimos irmãos Gyllenhaal.

O longa envolve o sobrenatural, o filosófico, a alucinação, o AMOR versus o MEDO, a ficção científica com a abordagem da viagem no tempo (presente versus passado versus futuro).

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Nada melhor do que ver Evil Dead no cinema.
Nada melhor do que ver The Evil Dead no cinema. The Evil Dead (Medo) X A Última Tentação de Cristo (Amor).

Um filme mediano que consegue entreter o espectador.

Indicado.

Nota: 3,0 de 5,0.