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Review – A Noite dos Mortos-Vivos (1968).

Por Calil Neto

12 de agosto de 2017.

A franquia de games Resident Evil e o seriado The Walking Dead praticamente não existiriam sem o filme A Noite dos Mortos-Vivos ( Night of the Living Dead de 1968), que se tornaria um dos mais famosos, um clássico, um cult e um dos melhores filmes de terror da história do cinema mundial. A Noite dos Mortos-Vivos dirigido pelo que seria considerado o pai dos zumbis modernos George A. Romero falecido em julho de 2017, é um filme independente e de baixo orçamento, com roteiro de Romero junto com o lendário John Russo que também interpretou um zumbi no filme e depois lançaria um livro homônimo baseado na história do filme.

A trama é interessantíssima e foi muito inteligente na época, o que tornaria futuramente este filme um clássico e primeiro filme (ooooo precursor) do subgênero dos zumbis modernos comedores de carne de humanos. Na narrativa temos um casal de irmãos Johnny ( Russell Streiner ) e Barbra ( Judith O’Dea ) que vão levar flores no túmulo do pai em um cemitério em Pittsburgh. O engraçado é que aparece um zumbi andando que a principio nem parece um zumbi e o personagem Johnny começa a tirar sarro do zumbi como se ele já soubesse da epidemia de zumbis causada por radiação nas localidades. Não entendi o que Johnny estava querendo dizer ou brincar. Tirar o personagem próprio sarro da criação de Romero? 

O filme foi ousado e por que não dizer revolucionário na época e também por escalar um ator negro para ser um dos atores protagonistas no longa, Ben, interpretado muito bem por Duane Jones. Não era tão freqüente termos atores negros protagonistas de filmes. Só para constar no começo do cinema nos Estados Unidos não tínhamos atores negros, eram atores brancos com a cara pintada de negro. George A. Romero teria se baseado em dois filmes clássicos de terror para realizar A Noite dos Mortos-Vivos, Carnaval de Almas ( Carnival of Souls de 1962 ) de Herk Harvey  e Mortos que Matam ( The Last man in Earth  de 1964), uma das adaptações do livro Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson.

Um belíssimo filme, com a sua fotografia em preto e branco, que com certeza está no meu e no de diversas pessoas no TOP 10 dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Um filme divisor de águas que daria origem a primeira trilogia clássica de mortos de Romero ! Um filme do gênero para ser visto e revisto sempre !!!!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Ninguém segura esse bebê (1994).

Por Calil Neto 

30 de julho de 2017.

Ninguém segura esse bebê ( Baby’s Day Out – 1994) é uma das pérolas divertidas dos anos 90 dirigida por Patrick Read Johnson e escrita por John Hughes roteirista de Esqueceram de Mim 1 e 2 e  Beethoven: O Magnífico (1992). Esse filme mexeu comigo nos anos 90, minha adolescência, e me divertia muito com ele. Tenho um carinho especial por ele.

No roteiro temos 3 patetas, sendo Eddie, o cabeça do grupo interpretado pelo ótimo Joe Mantegna, o barbicha Norby (Joe Pantoliano) e o grandalhão Veeko (Brian Haley) que estão atrás para seqüestrar o filho de magnatas, o bebê Bink, interpretados pelos irmãos gêmeos Adam Robert Worton e Jacob Joseph Worton,  que na época tinham entre 1 e 2 anos de idade. Temos um porém: o bebê é inalcançável. No elenco temos também Cynthia Nixon a Miranda de Sex and the City (1998-2004) que interpreta a babá Gilbertine e a atriz Lara Flynn Boyle que fez a Donna do belíssimo seriado Twin Peaks de David Lynch e Mark Frost.

Para quem é da época um filme memorável.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (2017).

Por Calil Neto

24 de julho de 2017

O filme A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell foi subestimado na época de seu lançamento nos cinemas ao redor do mundo e é estrelado por uma das atrizes mais requisitadas em Hollywood neste começo de século, Scarlett Johansson.

O longa é a adaptação do mangá de Shirow Masamune que ganhou um dos animes nos anos 90 mais queridos pelo público, Fantasma do Futuro, dirigido por  Mamoru Oshii, que se tornou com o passar do tempo cult. Esta bela adaptação em live-action dirigida por Rupert Sanders de Fantasma do Futuro (1995), A Vigilante do Amanhã, título que ganhou no Brasil, é um filme profundo e filosófico, e pega a premissa do universo de Ghost in the Shell em um mundo “dominado” pelas máquinas, a Inteligência Artificial e o mais importante, a tecnologia. Reflete também o que seria o ser humano sem a sua memória e lembranças?

É um universo que não deixa de ser uma crítica à modernidade e pós-modernidade. Pode parecer brincadeira, mas não deixa de ser uma crítica ao sistema dominado pelas tecnologias. Ao nosso mundo atual. A dependência do ser humano em relação às tecnologias.

Belo filme, muito bem produzido com os seus efeitos digitais! Vai se tornar um grande filme-adaptado com a passagem do tempo, não somente pela produção, mas também por sua mensagem e crítica social! Apesar de existirem outros filmes que façam essa crítica.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Hausu ( Japão – 1977).

Por Calil Neto

23 de julho de 2017.

O Japão tem filmes fantásticos e belíssimos do cinema de horror ao longo de sua história. Não podemos nos prender apenas nos filmes das franquias O Chamado e O Grito, franquias mais recentes e mais famosas do gênero, que a maioria do público conhece.

Eu me apaixonei por esses filmes mais antigos e clássicos a partir de Kwaidan  – As 4 Faces do Medo (1964) de Masaki Kobayashi, que é fodaaaaaaa!!! Belíssimo artisticamente e esteticamente assim como Hausu ( House conhecido internacionalmente – 1977) do também publicitário Nobuhiko Ôbayashi que também é uma obra-prima. Segundo declaração do diretor norte-americano Ti West, Hausu, é um filme de arte de terror. Tem gente que fala que o filme é um antecessor do The Evil Dead de Sam Raimi.

Na narrativa temos uma garota que viaja com seis colegas para a casa mal assombrada de sua tia, irmã de sua mãe falecida, que anda em uma cadeira de rodas. Percebemos que o diretor e a produção do filme usa muito do talento da publicidade de Nobuhiko Ôbayashi no longa. Em alguns momentos parece que os personagens estão dentro de uma animação. Um filme com mistura de gêneros: horror com fantasia e comédia. Um filme até moderninho demais para sua época com trilha sonora genial!

Nota: 4,5 de 5,0.

Review – Life itself – A Vida de Roger Ebert (2014).

 

Por Calil Neto 

16 de julho de 2016.

Roger Ebert foi um dos maiores críticos que os Estados Unidos e a língua inglesa já tiveram e ganhador do prestigiado e aclamado Prêmio Pulitzer. Neste longa-documentário de 2014 com produção da CNN FilmsLife itself – A Vida de Roger Ebert, com estreia no Festival de Sundance do mesmo ano, temos a vida do respeitado jornalista, crítico de cinema, apresentador de televisão, repórter, escritor e roteirista de cinema.

O longa é dirigido por Steve James, que adaptou o livro de memórias do profissional da escrita que faleceu em 2013 de câncer diagnosticado na tireoíde em 2002 e não estava podendo falar (se comunicava por um aparelho) e comer. Roger Ebert já sabia da existência do documentário e diversas entrevistas foram realizadas com ele. Aborda a carreira, a vida, e os seus últimos meses de vida.

Fala da parceria e do carinho da esposa Chaz Ebert, paixão de sua vida, casou com ela aos 50 anos. que ficou com o marido até o seu falecimento. Fala da época em que roteirizou o filme do diretor Russ Meyer, ex-fotógrafo da revista Playboy, De Volta ao Vale das Bonecas de 1970 para o grande estúdio da FOX.

Aborda a época de jornalista, da ocasião que fez crítica de cinema na televisão com o crítico de cinema Gene Siskel : eram que nem dois irmãos brigãos. Aborda depoimentos de pessoas da televisão: produtores, produtores executivos. Tem depoimento de amigos e fãs de seu trabalho como os diretores Martin Scorsese (quem Ebert sempre elogiava e é o produtor executivo deste documentário) e Werner Herzog.

 Nota: 4,0 de 5,0.

DVD e Blu-Ray: O poderoso chefinho, Trainspotting 2, Rob Zombie e muito mais para julho de 2017.

Por Calil Neto

Aqui estão os lançamentos para o mês de julho de 2017 em DVD e Blu-Ray nas locadoras do nosso Brasil. Vem muita coisa boa para a molecada neste mês de férias!

Kong: A Ilha da Caveira pela Warner para 20 de julho de 2017.

Fragmentado de M. Night Shyamalan pela Universal para 12 de julho de 2017. 

O aguardado T2 Trainspotting pela Sony para 12 de julho de 2017.  

A animação O poderoso chefinho pela FOX para 20 de julho de 2017.

O vigilante do amanhã pela Paramount para 12 de julho de 2017. 

A cabana pela Paris Filmes para 26 de julho de 2017. 

31: A morte é a única saída de Rob Zombie pela Califórnia para 25 de julho de 2017.

Review – School of the Holy Beast (Seijû gakuen – 1974 – Japão).

Por Calil Neto

05 de julho de 2017.

Eu adoro o cinema japonês e fui atrás dessa pérola do cinema extremo do Japão, dentro do subgênero nunsploitation, School of the Holy Beast (Seijû gakuen – 1974 – Japão), dirigido e escrito por Noribumi Suzuki, falecido em 2014, que mistura violência com sexo e nudez dentro de um convento conhecido como Sagrado Coração.

É inevitável não citar no texto no libertino francês Marquês de Sade com as suas obras repletas de violência ao extremo de onde vem o famoso termo sadismo.

SPOILERS.

No roteiro também escrito por Masahiro Kakefuda temos a personagem Maya Takigawa, vivida pela atriz Yumi Takigawa, que se isola em um convento para saber mais a respeito de sua mãe que foi moradora do mesmo convento e que morreu misteriosamente após o parto e saber mais a respeito de seu pai que veremos do decorrer do filme que se trata de um padre. ALGO NA ÉPOCA QUE SERIA INIMAGINÁVEL! Um filme com sexo (nada tão explicito!), nudez das personagens, lesbianismo da madre superiora que não deixa de ser uma crítica a Igreja Católica e ao sistema da Igreja com seus membros.

School of the Holy Beast é um filme que não é para qualquer tipo de público e um dos grandes clássicos e nomes dentro do subgênero nunsploitation. Que mesmo apesar de ser do cinema extremo asiático, não deixa de ser um belo filme com belas imagens!!!! FILMAÇO!

Nota: 4,0 de 5,0.