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Review – Piratas do Espaço ( Space Truckers – 1996).

Por Calil Neto

22 de junho de 2017.

Será que Piratas do Espaço (Space Truckers – 1996) pode ser considerado o Star Crash do diretor norte-americano Stuart Gordon? Ou o Star Wars de Stuart Gordon? Para que não sabe Stuart Gordon dirigiu algumas pérolas do cinema de horror, adaptações de obras de H.P.Lovecraft como Re-Animator e Do Além.  

Além de dirigido, é também produzido por Stuart Gordon e Ted Mann que também escreve o longa, e com grande elenco como o lendário Dennis Hooper, que interpreta John Canyon, um transportador de cargas em um mundo futurista, e “noivo” de Cindy (Deby Mazar de Batman Eternamente e do fofo Beethoven 2), que juntos a Mike Pucci (Stephen Dorff) carregam uma carga suspeita para o planeta Terra e partem em busca da mãe de Cindy, Carol, que é interpretada por uma das queridinhas do diretor Stuart Gordon, Barbara Crampton, que ficou congelada durante um período e não envelheceu.

Um filme tosco, trash e que não deixa de ser divertido, com algumas tiradas de humor. Muito bem produzido! Um dos vilões, que é metade humano, metade robô, interpretado pelo talentosíssimo Charles Dance, requisitadíssimo no cinema e em séries como o belíssimo Game of Thrones, é demais. Muito legal o seu personagem! Este vilão junto com os seus robôs vão lidar com a trupe de John Canyon.

Esse personagem é foda!

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – LEGO Batman: O Filme (2017).

Por Calil Neto

18 de junho de 2017.

LEGO Batman: O Filme é o segundo filme do fantástico e fofo universo cinematográfico do mundo LEGO, iniciado em 2014 com o ótimo Uma Aventura Lego dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller.

Para quem não sabe, também temos o seriado do universo LEGO, baseado nos brinquedos LEGO.

Neste segundo longa dirigido por Chris McKay e com diversos roteirista entre eles o genial Seth Grahame-Smith, temos a marca da Warner e Universo DC que são parceiras, no mundo do protagonista Batman e a sua Gotham City tomada pelos bandidos.

Batman junto com a Liga da Justiça, vão lutar contra os vilões do universo DC , entre eles o Coringa, o mais famoso inimigo de Batman, que se uniram aos monstros clássicos dos anos 80 como King Kong e os Gremlins para destruir Gotham. Batman com a ajuda da filha do comissário Gordon que assumiu o seu lugar, Barbara Gordon, também conhecida como Bat-girl e o filho órfão Robin vão lutar contra essa miscelânea de vilões que querem arruinar a cidade.

Um dos universos mais graciosos da atual geração do nosso cinema norte-americano atual, com uma trilha sonora divertida e melosa em alguns momentos. Para as crianças e para os adultos que na infância puderam brincar de LEGO.

O primeiro e o segundo filme, este spin-off, estão no mesmo nível.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – A Maldição dos mortos-vivos (1988).

Por Calil Neto

17 de junho de 2017

A Maldição dos mortos-vivos (The Serpent and the Rainbow – 1988) é mais um filme da filmografia do diretor Wes Craven falecido em 2015. Inspirado no livro de Wade Davis, lembra um pouco do primeiro filme de zumbis da história do cinema, o clássico Zumbi Branco ou White Zombie, da década de 30, de Victor Halperin, que envolve zumbis, ocultismo e vodus.

No roteiro adaptado de Richard Maxwell e Adam Rodman após passar pela Amazônia o antropólogo Dennis Alan vivido por Bill Pullman vai dos Estados Unidos ao Haiti para buscar uma fórmula, ou seja um pó que traz o mortos de volta à vida, e faça com que a empresa que o contratou lucre com a descoberta.

Um dos filmes mais fraquinhos de Wes Craven, que tem uma melhora nos instantes finais do filme com o uso de efeitos especiais práticos. Mesmo apesar de não ser um dos grandes trabalhos do diretor, temos motivos e elementos no filme que podemos considerar e qualificar o diretor Wes Craven como um dos grandes nomes na direção do gênero horror do cinema norte-americano do século XX.

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Cocoon (1985).

Por Calil Neto

10 de junho de 2017. 

Cocoon (1985) é uma das pérolas da nossa televisão brasileira aberta entre os anos 80 e 90. Os filmes da duologia passavam com frequência em nossa TV. Este primeiro filme é dirigido por Ron Howard, o diretor de alguns clássicos do cinema americano como Splash: Uma Sereia em Minha VidaWillow – Na Terra da Magia, do belíssimo Uma Mente Brilhante e as adaptações dos livros best sellers de Dan Brown nos anos 2000.

O primeiro longa tem o roteiro de Tom Benedek, baseado em livro de David Saperstein e mostra a relação de alguns fofinhos velhinhos com extraterrestresque se passam por humanos conhecidos como antarianos em uma pequena cidade da Flórida, nos Estados Unidos. E tem uma piscina com alguns casulos dessa raça de antarianos. Hume Cronyn e Jessica Tandy, que foram casados na vida real também, eram bem atuantes no cinema americano e participaram também de outro clássico sci-fi dos anos 80, o gracioso O Milagre veio do Espaço de 1987Jessica Tandy também atuou em um dos maiores clássicos do mestre Alfred Hitchcock, o maravilhoso Os Pássaros.

 Um dos grandes sci-fi dos anos 80. Uma franquia que tem seus admiradores, principalmente a galera que pôde presenciar e vivenciar essa época. Um filme que não deixa de ser reflexivo, que não deixa de passar uma mensagem existencialista.

O desaparecido Steve Guttenberg, o eterno Mahoney da saudosa série de filmes Loucademia de Polícia, também está no elenco do longa como o proprietário de um barco. Em 1988 temos a sequência do longa com Cocoon 2 – O Regresso.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – O Último Capítulo (2016).

Por Calil Neto 

01 de junho de 2017.

I Am the Pretty Thing That Lives in the House ( O Último Capítulo, título no Brasil – 2016) é o segundo filme do novato diretor norte-americano Osgood Perkins ou mais conhecido como Oz Perkins, filho do lendário Anthony Perkins, o eterno Norman Bates do clássico de Alfred Hitchcock, Psicose (1960). 

Após a boa recepção do público de February de 2015, Oz dirige e escreve novamente o superior I Am the Pretty Thing That Lives in the House que pude conferir na Netflix. Nota-se uma evolução, apesar do baixo orçamento, em relação ao filme anterior do diretor. A trilha sonora novamente é do irmão Elvis Perkins.

Filmado em uma mansão mal assombrada com baixa iluminação para deixar o clima mais sombrio e atmosférico o longa a principio me fez lembrar de um dos segmentos da clássica antologia de Mario Bava As 3 Máscaras do Terror. Apresenta em sua narrativa na cidade de Braintree, Massachusetts, nos Estados unidos, uma enfermeira Lily Saylor (Ruth Wilson) que vem cuidar de uma idosa que quando nova era uma escritora de livros de terror, a senhora Iris Blum (Paula Prentiss), que passa a tratar Lily como se ela fosse a personagem de seu livro, a estranha Polly (Lucy Boynton). No começo do filme percebemos que é o fantasma da enfermeira que morreu na mansão e está relatando o que aconteceu na mansão, não permitindo a ela que completasse 29 anos.

A escritora e a assombração.

O filme é uma mistura de delírio, com a personagem de Lily, passando a incorporar a personagem Polly dos livros de Iris Blum. Ou será que a personagem do livro de Iris Blum ganhou vida? Algo surreal!!!! O melhor do longa é quando vemos a personagem Polly andando com a cabeça virada para trás.

Um ótimo filme com seu baixo orçamento. Vamos esperar que um grande estúdio banque algum futuro trabalho do diretor. O cara é talentoso!!! Inegavelmente. Uma pequena obra-prima!

 

Nota: 3,5 de 5,0.

 

 

 

 

 

 

Review – A Criada (The Handmaiden – Coréia do Sul – 2016)

Por Calil Neto

26 de maio de 2017

A Criada (The Handmaiden) é o longa de 2016 do cultuado diretor sul-coreano Chan-wook Park conhecido por sua famosa trilogia da vingança, entre eles Oldboy de 2003. Em 2013 teve seu primeiro trabalho em Hollywood com o filme Segredos de Sangue, que também é belo mas incomparável aos seus trabalhos anteriores, estrelado pela megastar Nicole Kidman.

SPOILERS

Veterano no cinema extremo Park traz para esse longa peculiar uma erotização exarcebada que me fez lembrar de Joe D´Amato e os lesbianismos e também do clássico Império dos Sentidos da lenda Nagisa Oshima e é uma adaptação do livro Fingersmith de Sarah Waters que foi lançado em 2002. No livro a trama se passa em Londres, na Inglaterra, no século 19, e este longa se passa na conjuntura dos anos 30 do século passado na Coréia quando foi colonizada pelo Japão. O conde Fujiwara (Ha Jung-woo) está atrás de uma funcionária, a tal da criada, que tem um passado de ladra, para cuidar de uma estranha garota rica que mora em uma mansão, Hideko (Kim Min-hee), que durante a infância era incentivada pela família a ler textos obscenos. Sook-hee (Kim Tae-ri), a criada, e Hideko acabam participando junto com o conde de um triângulo amoroso, sendo que Sook-hee e Hideko estão apaixonadas uma pela outra. Sook-hee é internada em um hospício no lugar de Hideko, através de uma farsa do conde e Hideko em um filme com 3 capítulos não-lineares, com um deles apresentado em flashback. Um longa que não deixa de mostrar a ganância dos personagens.

Sem dúvida alguma é um trabalho bem ousado, um dos mais, do diretor sul-coreano! Com impecável produção, digna dos trabalhos do cinema norte-americano, e competente direção de arte.

Nota: 4,0 de 5,0.