O novo filme da Blumhouse – A Morte te dá parabéns.

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Review – 12 horas para sobreviver: O ano da eleição (2016).

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Por Calil Neto

28 de março de 2017

O longa 12 horas para sobreviver: O ano da eleição (The Purge: Election Year), que eu não sei por que deram uma tradução tão longa, dá continuidade ao filme Uma Noite de Crime: Anarquia de 2014. O título traduzido poderia ter sido Uma Noite de Crime 3 (não sei o porquê esse enroletion do título!) ou Uma Noite de Crime: O ano da eleição.

E que filme! Apesar de por um lado demonstrar ainda uma mensagem negativa, um dos conflitos do filme, o certo preconceito em relação à limpeza de negros e pessoas de baixa classe social (uma purificação ou expurgo por parte da elite, uma catarse), e demonstrar também de outro lado uma crítica aos políticos corruptos, vencendo no final os bonzinhos da trama, é de longe o melhor filme da franquia.  É também o filme da franquia melhor produzido com melhor roteiro desde o filme original. Com certeza veremos algo do tipo também no vindouro Get Out (Corra !) também da Blumhouse que mostra um negro que namora uma garota branca e há alguns conflitos com a família. Não sei realmente por que a produtora insiste tanto nessa polêmica temática. Falta de criatividade? Não vi nenhum blog-site comentar a respeito.

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No roteiro do também diretor James DeMonaco, diretor dos três primeiros filmes, temos uma senadora Charlie Roan  (Elizabeth Mitchell) que teve a morte dos familiares durante uma das edições do expurgo anual, e disputa a presidência dos Estados Unidos com um pastor que quer se reeleger e manter os expurgos. A senadora que quer acabar com a Noite de Crimes é protegida pelo ex-policial e agora segurança particular Leo Barner (Frank Grillo), também presente no segundo filme, e vão ter que lutar contra os arruaceiros do expurgo (entre eles uma garota que faz questão de roubar um chocolate de uma loja), e resolver esse conflito, mantendo a ordem dos Estados Unidos. Sei que o cinema de horror tem um dos intuitos de ser transgressor, mas não sei na real que mensagem o roteirista quer passar para o espectador. Algo fantasioso? Uma ideologia?  O filme não deixa de mostrar com as máscaras dos personagens vilões, o patriotismo dos Estados Unidos.

Eu quero meu chocolate!
Eu quero meu chocolate!

 Uma Noite de Crime 4 para 2018 já foi anunciado e talvez tenhamos também um seriado. Vamos aguardar o que vem pela frente.

Nota:3,5 de 5,0.

Review – Canibais (The Green Inferno – 2013).

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Por Calil Neto

Canibais é o filme homenagem de Eli Roth ao ciclo de filmes de canibais italianos como o clássico de Ruggero Deodato Holocausto Canibal de 1980. Jason Blum com a sua produtora Blumhouse chegaram para resgatar o projeto de Eli Roth que não conseguia ser lançado e sofreu diversos atrasos nos cinemas americanos por dificuldades de dinheiro das produtoras responsáveis (era para ser lançado em 2014) chegando aos cinemas dos Estados Unidos apenas em 25 de setembro de 2015.

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Com roteiro de Eli Roth com o auxílio de Guillermo Amoedo temos na trama um grupo de ativistas e alunos de uma faculdade, entre eles Justine, interpretada pela atriz Lorenza Izzo que viria a trabalhar novamente com Eli Roth no belo Bata Antes de Entrar de 2015, que partem para a Amazônia Peruana para salvar os índios e o local da exploração ilegal por causa de gás que estava ocorrendo no local por brancos.

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O que eles não sabem é que o local é dominado por índios canibais. O filme tem uma violência gráfica intensa com decepações e muito gore.

Eu curti o filme apesar das críticas e fiquei mais fã de Eli Roth. Um belo trabalho.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – A Forca (2015).

 

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Por Calil Neto

Conferi a produção A Forca (2015) que teve uma baita campanha de marketing na sua divulgação e é dirigida e escrita pela dupla Travis Cluff e Chris Lofing e produzida pela Blumhouse de Jason Blum, a queridinha do circuito norte-americano dos filmes de terror.

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SPOILERS.

O longa que é baseado em fatos reais, dentro do subgênero mockumentary, dos falsos documentários, apresenta em sua narrativa um garoto que morre acidentalmente em 1993, Charlie Grimille, durante a apresentação da peça teatral A Força em uma escola estudantil em Nebraska. 20 anos depois alunos da mesma escola vão reencenar a peça e começam a ser atormentados pelo espírito do garoto falecido em forma de carrasco. Presença no filme de elenco desconhecido para dar mais credibilidade e dar mais veracidade ao longa.  Durante a produção temos depoimentos fictícios de pessoas que estiveram presentes na apresentação de 1993, e um personagem que é filho de um outro personagem que deveria ter morrido no lugar de Charlie há 20 anos atrás.

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Um filme com argumento interessante, mas que poderia ter sido melhor desenvolvido, aproveitado e conduzido.

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Nota: 3,0 de 5,0.

Onde o Charlie morreu.
Onde o Charlie morreu.

 

Fotos: Instagram