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Review – A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (2017).

Por Calil Neto

24 de julho de 2017

O filme A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell foi subestimado na época de seu lançamento nos cinemas ao redor do mundo e é estrelado por uma das atrizes mais requisitadas em Hollywood neste começo de século, Scarlett Johansson.

O longa é a adaptação do mangá de Shirow Masamune que ganhou um dos animes nos anos 90 mais queridos pelo público, Fantasma do Futuro, dirigido por  Mamoru Oshii, que se tornou com o passar do tempo cult. Esta bela adaptação em live-action dirigida por Rupert Sanders de Fantasma do Futuro (1995), A Vigilante do Amanhã, título que ganhou no Brasil, é um filme profundo e filosófico, e pega a premissa do universo de Ghost in the Shell em um mundo “dominado” pelas máquinas, a Inteligência Artificial e o mais importante, a tecnologia. Reflete também o que seria o ser humano sem a sua memória e lembranças?

É um universo que não deixa de ser uma crítica à modernidade e pós-modernidade. Pode parecer brincadeira, mas não deixa de ser uma crítica ao sistema dominado pelas tecnologias. Ao nosso mundo atual. A dependência do ser humano em relação às tecnologias.

Belo filme, muito bem produzido com os seus efeitos digitais! Vai se tornar um grande filme-adaptado com a passagem do tempo, não somente pela produção, mas também por sua mensagem e crítica social! Apesar de existirem outros filmes que façam essa crítica.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Okja (2017).

Por Calil Neto

04 de julho de 2017. 

Okja para mim já é um dos filmes mais fofos de 2017 dirigido pelo sul-coreano Bong Joon Ho também do mediano O Hospedeiro de 2006 com distribuição mundial do serviço de streaming Netflix e exibido anteriormente neste ano em premiere no Festival de Cannes.

No enredo temos uma garotinha Mija (An Seo Hyun) que é uma cuidadora de um grande animalzinho fofo modificado geneticamente em uma região montanhosa na Coréia do Sul conhecido como Okja. Vários desses animaizinhos, que são grandes porcos, são espalhados ao redor do mundo, e foram criados pela corporação Mirando comandado pela CEO Lucy (Tilda Swinton, que é também co-produtora do longa, e também faz o papel da irmã) com o intuito de mais tarde servirem de alimentação à população e diminuir a fome no planeta, um dos problemas globais.

Temos também no longa a organização que lida com as questões e direitos dos animais. ALF (Animal Liberation Front). Entre eles temos o personagem K, que é interpretado por Steven Yeun, o Glenn do seriado The Walking Dead, e temos também o apresentador de televisão e especialista em animais Dr Johnny Wilcox, interpretado por Jake Gyllenhaal.

Um belíssimo filme, com belíssimas localidades e cenários selecionados com brilhantes efeitos visuais de Erik-Jan de Bôer, em um filme que mostra a relação de amor entre uma jovem e um animal. A busca da garotinha em salvar seu animalzinho de estimação, em um filme que não deixa de ser uma crítica social das matanças de animais ao redor do mundo apenas com o intuito comercial. 

REPETINDO: UM DOS MAIS FOFOS FILMES DE 2017!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – LEGO Batman: O Filme (2017).

Por Calil Neto

18 de junho de 2017.

LEGO Batman: O Filme é o segundo filme do fantástico e fofo universo cinematográfico do mundo LEGO, iniciado em 2014 com o ótimo Uma Aventura Lego dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller.

Para quem não sabe, também temos o seriado do universo LEGO, baseado nos brinquedos LEGO.

Neste segundo longa dirigido por Chris McKay e com diversos roteirista entre eles o genial Seth Grahame-Smith, temos a marca da Warner e Universo DC que são parceiras, no mundo do protagonista Batman e a sua Gotham City tomada pelos bandidos.

Batman junto com a Liga da Justiça, vão lutar contra os vilões do universo DC , entre eles o Coringa, o mais famoso inimigo de Batman, que se uniram aos monstros clássicos dos anos 80 como King Kong e os Gremlins para destruir Gotham. Batman com a ajuda da filha do comissário Gordon que assumiu o seu lugar, Barbara Gordon, também conhecida como Bat-girl e o filho órfão Robin vão lutar contra essa miscelânea de vilões que querem arruinar a cidade.

Um dos universos mais graciosos da atual geração do nosso cinema norte-americano atual, com uma trilha sonora divertida e melosa em alguns momentos. Para as crianças e para os adultos que na infância puderam brincar de LEGO.

O primeiro e o segundo filme, este spin-off, estão no mesmo nível.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Alien: Covenant (2017).

Imagem: Instagram

Por Calil Neto

18 de maio de 2017

CUIDADO SPOILERS

A franquia Alien é uma das franquias mais amadas pelos fãs de ficção-científica. Dentro e fora dos Estados Unidos. Em 2012 tivemos o primeiro longa dessa série prequel de filmes da franquia Alien, com Prometheus.

Eu já assisti Prometheus diversas vezes, e curto o filme, apesar de ter dividido as opiniões do público. O longa de 2012 é mais um filme de ficção-científica e reflexivo (ou filosófico) do que um filme de terror como os da quadrilogia original. Esse Alien: Covenant já volta as suas origens, apesar de eu preferir aos filmes com a veterana Sigourney Weaver e sua personagem Ripley, no papel de sua carreira. No longa a nave Prometheus leva os personagens à procura da criação da humanidade. São realmente os engenheiros os criadores da humanidade?

Dirigido e produzido pelo criador da franquia Ridley Scott, Alien: Covenant se passa 10 anos após o longa Prometheus, cujo colonizadores da nave Covenant vão parar no planeta ( Origae-6) onde pousou a nave Prometheus em uma missão fracassada do filme anterior onde está o enigmático robô David, interpretado magistralmente pelo talentoso Michael Fassbender (o cara deveria ser premiado por esse personagem), que também faz o papel de outro robô Walter, que é mais atualizado pela corporação Weyland e do bem, e onde morreu Elizabeth Shaw (Noomi Rapace),  protagonista do longa Prometheus. A nave Prometheus levou consigo um patógeno ou um vírus alienígena mortal, que explica a origem do vilão da franquia Alien. Elizabeth Shaw reconstrói o robô David após o fracasso da missão.

O grande destaque desta sequência é Daniels, interpretada por Katherine Waterston, que depois de um tempo se torna a comandante da nave Covenant. GRANDE SPOILER. Neste filme descobrimos que o grande vilão desses novos filmes prequel é David, que vai ser o grande responsável pela proliferação dos aliens. Nota-se que David quer exterminar a raça dos humanos.

Alien: Covenant é um bom filme, mas tenho carinho mais que especial pelos filmes com a personagem Ripley. E o legado do artista plástico H.R Giger continua. Vale a pena conferi-lo.

Nota: 3,5 de 5,0.