Review – Shin Gojira ( Godzilla Resurgence – 2016).

Por Calil Neto

21 de abril de 2017

Godzilla Resurgence (Japão – 2016), na Ásia Shin Gojira, é um reboot como o próprio título se refere dirigido por Hideaki Anno e Shinji Higuchi de um dos monstros mais amados e famosos da cultura pop do Japão, que teve o seu debut em 1954 quando apareceu pela primeira vez o personagem destruidor atômico Gojira filmado pelo estúdio Toho com direção de Ishirô Honda.

Um filme que reflete a devastação nuclear do Japão no pós-2ª Guerra, um filme de apocalipse nuclear.

Neste novo longa também da Toho temos na narrativa uma Tóquio no Japão devastada pelo monstro Gojira e o governo japonês negociando com outros países como Estados Unidos e a própria ONU para combatê-lo.

Claro que os filmes japoneses do Gojira não têm como comparar com as versões norte-americanas que tem um visual mais caprichado graças à sua computação gráfica e efeitos digitais, mas também são belíssimos e muito bem produzidos! Feitos com carinho!

Nota: 3,5 de 5,0.

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Review – Bruxa de Blair (2016).

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Por Calil Neto

Bruxa de Blair (Blair Witch – 2016), que primeiramente foi promovido com um título falso, The Woods, e depois que foi revelado como Bruxa de Blair e surpreendeu a galerinha, é dirigido por Adam Wingard, um dos novos queridinhos de filmes de terror recente, diretor de Você é o Próximo (2011) e dos segmentos Tape 56 de V/H/S (2012) e Phase I Clinical Trials de V/H/S 2 (2013).

Com roteiro de um dos freqüentes colaboradores de Adam Wingard, Simon Barret, o longa é a sequência ou REVIVAL do clássico de 1999, que revitalizou o subgênero de fitas encontradas, A Bruxa de Blair, que na época foi lançado com marketing viral, e  muitas pessoas acharam que o filme era real. Na narrativa temos o irmão de Heather, James (James Allen McCune) que estava desaparecido no primeiro filme, que junto com alguns colegas vão para a mesma floresta do primeiro filme com o intuito de realizar um documentário sobre a irmã  desaparecida e esperanças de ainda encontrá-la.

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Um filme como o primeiro filme, com movimento de câmera acelerada e que não revela muita coisa. Um longa que assim como no filme de 1999  tem o intuito de mexer com o imaginário do espectador.

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Essa sequência é aquele filme que deixa principalmente para aqueles que presenciaram na época no cinema ou em home video nos anos 90 aquela sensação de deja-vu e nostalgia, mesmo que o filme original seja bem ainda BEM SUPERIOR.

Nota: 3,0 de 5,0

 

Review – The Monster (2016).

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Por Calil Neto

Mais um belíssimo exemplar da recente safra de filmes de horror independente do cinema norte-americano. Os filmes independentes dos Estados Unidos são belíssimos, alguns com grandes atores no elenco e que não perde muito para os filmes de horror mainstream americano.

The Monster (2016) é dirigido e escrito por Bryan Bertino, o mesmo do cultuado Os Estranhos (The Strangers) de 2008 com Liv Tyler, que em sua narrativa tem uma mãe e filha que durante uma viagem na estrada na noite encontram um monstro. Primeiro eles batem com o carro de frente com um lobo e depois percebem que o lobo também foi uma das vítimas deste monstro. É um monstro, pode parecer brincadeira, mas que parece, uma mistura de Venom da franquia Homem-Aranha com o Alien de Ridley Scott. O filme não retrata o que é aquela criatura, se é um alienígena, um monstro da estrada, não sei…

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Um bom filme mesmo com poucos recursos, e que em alguns momentos brinca com a imaginação do espectador. Grande surpresa!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Siren (2016).

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Imagem: Arquivo Pessoal.

Por Calil Neto

Siren (2016) é dirigido por Gregg Bishop (do segmento Dante The Great do longa V/H/S Viral) com roteiro de  Ben CollinsLuke Piotrowski e é baseado no segmento Amateur Night do primeiro filme da trilogia de antologias de horror V/H/S de 2012.

O longa tem produção da Collective Digital StudiosChiller Films e com distribuição pela Universal.

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Temos na trama um grupo de amigos que quer fazer a despedida de solteiro de um deles Jonah que vai se casar em breve ( o ótimo Chase Williamson de John Morre no Final e Beyond The Gates) e se divertir com as mulheres. Eles vão para uma casa noturna chinfrim e lá um dos caras do grupo conversa com estranho que lhe indica uma casa de divertimentos bem melhor do que a casa noturna que eles estavam. Só que eles não esperam que nessa mansão administrada pelo senhor Nyx (Justin Welborn) exista algo sobrenatural.

Jonah encontra pela mansão uma garota presa dentro de uma sala, e ele acha que a garota está presa contra a sua vontade, e decide soltá-la. Essa garota é a Lily (Hannah Fierman) personagem do segmento Amateur Night do primeiro V/H/S e personagem central do filme. Ele não sabe que está soltando um grande perigo para a sociedade.

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Lily que anda pelada e tem asas além de um enorme rabo cheira o Jonah e se apaixona por ele, e força Jonah em um certo momento de exibição a transar com ela. Enquanto isso o dono da mansão Nyx, que a conheceu quando ainda era adolescente, quer capturá-la de novo.

Siren é aquela tranqueira divertida. Curti o filme. Bom passatempo. A maquiagem e os efeitos digitais são muito legais.

Leia a entrevista que fiz com Lily, ops, Hannah Fierman, que fala sobre o filme.

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – The Eyes of My Mother (2016).

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 Por Calil Neto

Uma porra louca de filme! Com essas palavras que defino o longa The Eyes of My Mother de 2016 que esteve na lista de melhores filmes do gênero horror no ano passado e é um debut movie do diretor e roteirista norte-americano Nicolas Pesce.

O filme independente deu o que falar no Festival de Sundance de 2016 e foi adquirido pela Magnet Releasing. O filme é bom, mas é doentio, perverso, angustiante e doido em algumas seqüencias com a atriz portuguesa e revelação Kika Magalhaes, mandando muito bem em sua interpretação, sendo a protagonista-vilã da trama.

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SPOILERS

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Filmado totalmente em preto e branco, mostra nas primeiras cenas a pequena Francisca (Olivia Bond, depois adulta é Kika Magalhaes) e a sua relação com a mãe e cirurgiã, que trabalhou no passado em Portugal, interpretada pela atriz Diana Agostini, que menciona para a filha que a solidão deixa as pessoas loucas e estranhas. A mãe de Francisca sempre faz demonstrações de dissecação do gado, o que pode ter aguçado o interesse futuro da filha por cirurgias e extração de olhos. Um certo dia recebe a visita de um estranho perverso na residência em um lugar rural que vai mudar o rumo de suas vidas.

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O cara, doidão, quer usar o banheiro da casa, e nesta visita acaba matando a mãe da garota, e a garota presencia tudo. Esse filme leva a diversas reflexões: não sei se a garota já tinha a mentalidade doentia, ou foi ficar perversa com a morte da mãe e com os conselhos da mãe, que serviu de inspiração de cirurgiã para a filha. A garota depois da morte da mãe, mata o pai, e para não ficar sozinha na casa, pois a solidão deixa as pessoas estranhas como a própria mãe dizia, deixa o corpo do pai na casa onde mora, e o trata como se ele estivesse  vivo. Mostra que não quer ficar sozinha, e de forma contraditória, ficar sem a presença dos pais até que no terceiro ato decide devido a saudade desenterrar a mãe. Francisca começa a violentar fisicamente no celeiro,  o cara que matou a sua mãe, e o tratar como um animal e tem relação sexual com o cara todo estourado. Algo mais perverso ainda.

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Quando estava assistindo ao filme e presenciando as maluquices de Francisca com as pessoas que passavam por seu caminho me lembrei de Norman Bates do filme clássico Psicose (1960), que matou a sua mãe e deixou o corpo na casa perto do motel, o Bates Motel. Só que no filme de Alfred Hitchcock Norman se passa pela mãe, como se fosse a própria, e Francisca no filme de Nicolas Pesce não faz isso com o pai.

Conversei com a atriz Kika Magalhaes que falou mais sobre o filme.

Um filme que não deixa de polemizar. Apesar de não ser um filme para todo tipo de público, The Eyes of My Mother foi uma das grandes surpresas do gênero horror de 2016.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Bunny the Killer Thing (2015 – Finlândia)

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Por Calil Neto

Bunny the Killer Thing (2015 – Finlândia) é uma das produções mais divertidas e sem noção desta década. Produção finlandesa, adaptação de um curta homônimo de 2011 de 18 minutos dirigido por Joonas Makkonen que também dirige o longa, escreve e atua em seu próprio debut movie de baixo orçamento, que foi exibido no ano passado no CineFantasy, em São Paulo.

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Eu penso como deve ser a mentalidade desse diretor, que deve pensar muita asneira, para escrever uma trama destas. A trama é incrível, e a gente nunca poderia imaginar uma produção desta vinda de Hollywood. Um escritor de livros que é capturado por um cientista e seus capangas e injetam nesse homem uma estranha substância que o transforma em um coelho-homem-tarado e que fica a todo momento falando PUSSY, que é como se fala em gíria o órgão feminino.

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Então na trama o homem-coelho com um pênis enorme correndo atrás das garotas em uma região de nevasca para matá-las com seu órgão sexual. Os homens que estão no caminho levam porrada e claro são despedaçados.

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Eu curti o filme, com bastante gore, apesar de ele ser sem noção e dar ênfase no órgão sexual masculino. Ri pacas!!!

Perguntei para o diretor e roteirista finlandês Joonas Makkonen de onde surgiu a idéia do coelho pervertido do longa.  Confira a pergunta.

Nota: 3,0 de 5,0.

Irmã de Carrie Fisher expressa gratidão pelo carinho dos fãs e amigos.

Imagem: Instagram.
Imagem: Instagram.

Por Calil Neto

Joely Fisher, irmã da atriz Carrie Fisher, 60 anos, a Leia da saga Star Wars, agradeceu pelas redes sociais o carinho dos fãs e amigos, após o ataque cardíaco que a atriz teve no avião na sexta-feira (23 de dezembro) em viagem de Londres, Inglaterra, para Los Angeles, nos Estados Unidos. A atriz Carrie Fisher está no hospital UCLA Medical Center em condições estáveis e com aparelho de respiração.

Garotas de Fisher, o seu amor e rezas foram profundamente sentidos, escreveu Joely no twitter.