Review – Buffy: A Caça-Vampiros ( 1992 ).

Por Calil Neto

22 de outubro de 2017

Você conhece o seriado Buffy: A Caça-Vampiros estrelado por Sarah Michelle Gellar ? O seriado com produção da FOX era exibido com freqüência na tela da Rede Globo no final dos anos 90, e é baseado no longa homônimo também produzido pela FOX de 1992 dirigido por  Fran Rubel Kuzui com roteiro do grande Joss Whedon, criador e um dos diretores da série produzida entre 1997 e 2003, e que viria a ser o diretor e roteirista de Os Vingadores de 2012 e a seqüência Vingadores: Era de Ultron de 2015  para a Marvel, além de substituir Zack Snyder na direção de Liga da Justiça de 2017, após o falecimento da filha de Snyder.

 

 

A caçadora de vampiros Buffy no filme é interpretada pela atriz Kristy Swanson e é recrutada por Merrick, interpretado pelo grande ator Donald Sutherland do clássico Os Invasores de Corpos  de 1978. De tempos em tempos ele vem recrutar a escolhida para ser a caçadora de vampiros. No elenco também tem Hilary Swank , no papel da estudante Kimberly e David Arquette na pele do recém vampiro Benny, ator que seria um dos grandes destaques da franquia para o cinema de Wes Craven, Pânico.

Para quem curtiu a série e quer conhecer a origem da série vale a pena o filme, apesar de o seriado ser bem mais sofisticado que o longa. Outra razão para assistir é ter o veterano Donald Sutherland no elenco.

 

Nota: 3,0 de 5,0.

 

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Review- Blade Runner 2049 (2017).

Por Calil Neto

19 de outubro de 2017.

Conferi no cinema em 3D Blade Runner 2049, sequência do clássico dos anos 80, de Ridley Scott, um dos maiores diretores do cinema norte-americano. Desta vez Ridley Scott ficou apenas na produção e Denis Villeneuve , um dos novos queridinhos de Hollywood ( Lembra de A Chegada, ganhador do Oscar de melhor edição de som em 2017 ? ) , assume a direção. CUIDADO SPOILERS.

O filme BR 2049 é majestoso, mantém a grandiosidade do filme de 1982, sendo que parece que os dois filmes foram produzidos na mesma época  Assistindo Blade Runner 2049 o espectador consegue notar a magnitude do primeiro filme adaptado do famoso livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? de Philip K. Dick.

BR 2049 expande o universo do primeiro filme e nos mostra um mundo onde se progrediu a tecnologia e temos agora novos replicantes muito mais evoluídos tecnologicamente do que no filme de 1982. Agora a corporação Tyrell está nas mãos de Wallace que é intepretado por Jared Leto que quer a proliferação dos replicantes ao redor do planeta e fora também como escravos. Temos o policial K , ou também Joe, vivido pelo ator requisitadíssimo Ryan Gosling que tem uma namorada holográfica e está atrás do filho de uma replicante, após através de uma investigação da policia se descobrir que uma criança tinha nascido dela. Ryan Gosling vai atrás do caçador de replicantes Rick Deckard (Harrison Ford) do filme de 1982 que é o pai da criança. Adorei ver Harrison Ford reprisando seu icônico personagem, um dos papéis mais importantes de sua carreira de ator. E Jared Leto está muito bem em seu papel.

Um filme brilhante!!!! Que leva também a diversas reflexões com o filme de 1982, como a busca do homem pela vida eterna no plano terrestre e muito mais. Não sei não, mas de acordo com o seu terceiro ato, o filme deve ganhar uma continuação. Resta-nos aguardar! Não posso terminar o texto sem falar da maravilhosa trilha sonora de Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch. Grandiosa.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Marte Ataca ! (1996).

Por Calil Neto

17 de outubro de 2017.

Eu particularmente curto bem mais os filmes do começo de carreira do diretor Tim Burton, que costumam trazer para mim um ar de nostalgia, como Os Fantasmas se Divertem (1988), que eu amo, Edward Mãos de Tesoura (1990), que passava e continua passando muito na Rede Globo, um clássico de sessão da tarde,  Ed Wood, a biografia do tido como o pior diretor de filmes de todos os tempos, e esse Marte Ataca! (1996), que vi faz muito tempo atrás pela primeira vez em VHS. Acredito que esse deve ser um dos trabalhos menos sombrios do diretor. Ou seja não é sombrio.

Tim Burton além de dirigir o longa, também o produz, com a presença nele de mega astros de Hollywood, como Jack Nicholson, que para mim é um dos maiores atores de todos os tempos do cinema norte-americano e faz papel duplo, o presidente dos Estados Unidos  e o dono de um cassino, Glenn Close, Pierce Brosnan, o sumidão Danny DeVito ( o eterno Pingüim de Batman: O retorno de 1992), que faz um advogado, Sarah Jessica Parker (bem antes do seriado de sucesso Sex and the City), que é uma figura neste filme, e a partir de um momento fica com a cabeça de seu pequeno cãozinho, o ator Michael J. Fox, e até o cantor lendário Tom Jones, que além de cantar também atua no longa.

Eu tenho quase que certeza que os caras que trabalharam no roteiro desse belíssimo e divertidíssimo filme de Tim Burton, se basearam no longa Independence Day para a idéia do filme, que estreou nos cinemas dos Estados Unidos antes de Marte Ataca!. Devem ter visto o bem sucedido filme do alemão Roland Emmerich, que trata da mesma temática de invasão alienígena, e quiseram fazer uma espécie de paródia ou uma versão debochada. Pode parecer até bobagem!  Falam que Marte Ataca! é uma paródia dos filmes clássicos sci-fi dos anos 1950.

MEOOOOOO DEUS!!! Quase todos os grandes atores de Holywood do filme morrem! Mas é um grande filme da carreira de Tim Burton, um dos meus favoritos, além de ser muito bem produzido, com todos aqueles alienígenas animados, para os padrões dos anos 90!!! Os anos 1990 também têm seus bons filmes!!!

 

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Invasão Zumbi ( Train to Busan – Coréia do Sul – 2016).

Por Calil Neto

15 de outubro de 2017.

Invasão Zumbi (2016) ou Train to Busan no título como é conhecido nos Estados Unidos ( ou  Busanhaeng, no título original) é uma das grandes surpresas no subgênero zumbis oriundo da Coréia do Sul. O longa O Lamento ( The Wailing) é outra maravilha do gênero terror vinda também da Coréia do Sul.

O longa que foi exibido fora da competição do Festival de Cannes de 2016 é dirigido e escrito pelo sul-coreano Sang-ho Yeon. O filme é belíssimo e trata de um trem ultra-moderno que vai para Busan, uma cidade da Coréia do Sul, e os seus tripulantes todos com seus dramas familiares e profissionais vão enfrentar uma maré de zumbis que se contorcem quase que completamente, com um caprichado trabalho de contorcionismo dos atores figurantes.

Um longa que apesar de ser do gênero terror, tem uma forte carga dramática, com os personagens com seus dramas internos, como o pai que leva a filha para se reencontrar com a mãe. Um belíssimo filme que me deixou maravilhado em seu terceiro ato. Um filme lindo e que traz uma reflexão para o espectador. Uma obra de arte que deixaria muitos dos filmes de zumbis de George A. Romero no chinelo.

Um filme brilhante artisticamente. Melhor do que eu esperava. Muito melhor até que o longa Guerra Mundial Z (2013) com Brad Pitt.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – O Culto de Chucky (2017).

Por Calil Neto

04 de outubro de 2017.

Quando estreia um novo filme da franquia Brinquedo Assassino a galerinha entra em delírio. O Culto de Chucky ( Cult of Chucky – 2017) é o sétimo filme da franquia, após o sucesso de A Maldição de Chucky de 2013, que eu particularmente adorei. O sétimo filme é dirigido e escrito por Don Mancini, o grande nome por trás da franquia, e começa com Andy Barclay ( Alex Vincent ), o garotinho dos primeiros filmes clássicos, em um jantar romântico com uma garota. A garota rejeita o rapaz por causa de seu repugnante passado envolvendo o boneco Chucky, que era produzido em massa nos anos 80, o serial killer e os assassinatos. Andy guarda em um cofre de sua casa, a cabeça de Chucky, que deve ser do filme anterior, e conversa sempre com ele, e anda sempre armado. O legal é que o roteirista Don Mancini não abandona a cronologia dos primeiros filmes clássicos e nem A Maldição de Chucky.

Paralelamente temos a personagem-cadeirante Nica Pierce, interpretada por Fiona Dourif, filha do icônico ator Brad Dourif que fez o serial-killer Charles Lee Ray, no primeiro filme da franquia e a voz de Chucky em todos os filmes, e se incorpora através de magia negra no boneco. Em O Culto de Chucky temos Nica que é acusada de esquizofrênia e é acusada do assassinato dos membros da família em A Maldição de Chucky, sobrevivendo apenas a pequena sobrinha Alice ( Summer H. Howell ), de 7 anos. Nica muda de internato, e vai lidar com seus maiores medos, entre eles o boneco Chucky. E temos também a personagem Tiffany Valentine ( Jennifer Tilly ), antiga namorada de Charles Lee Ray, que fala que era curadora da pequena Alice e fala para Nica que a garotinha morreu.

Olha a Alice de A Maldição de Chucky mais grandinha!!!

A trilha sonora que lembra das dos filmes de Hitchcock é de Joseph Loduca, também compositor de A Maldição de Chucky, e com bonecos animatrônicos e efeitos digitais de Tony Gardner e a sua companhia Alterian, INC. Tony também esteve envolvido em animatrônicos e efeitos digitais no A Maldição de Chucky. 

O filme O Culto de Chucky é foda, mas poderia ter sido mais foda ainda. NOOSSAAAA!!! O filme tem três Chuckys, um com o cabelo cortado, e aparece no finalzinho do filme a boneca Tiffany. Don Mancini poderia ter sido mais criativo, mas o filme mesmo assim diverte!  Eu e muitos adoram quando sai um filme novo do Chucky. É considerado um filme dentro do gênero horror, mas com certeza é um dos filmes mais divertidos do ano.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Society (1989).

Por Calil Neto

03 de outubro de 2017

Society de 1989 conhecido em nosso Brasil com o título A Sociedade dos Amigos do Diabo, é o movie debut do produtor lendário Brian Yuzna como diretor. Filme cult dentro do subgênero body horror como foram diversos filmes do começo de carreira do diretor canadense David Cronenberg.  

Fazia tempo que queria assistir esse filme que foi lançado em home vídeo pela Versátil. Bryan Yuzna já tinha sido produtor de clássicos dos anos 80 dentro do gênero horror como Re-Animator, Do Além e Bonecas Macabras junto com o diretor Stuart Gordon para a Empire Pictures do também lendário Charles Band.

Na trama temos o garotinho Bill Whitney, que é ótimo jogador de basquete, interpretado por Billy Warlock que passa a ter estranhas visões e alucinações auditivas e é vítima de uma conspiração dentro do bairro de elite onde vive em Beverly Hills, entre eles a própria família.

Uma das sequências fodásticas do filme é quando a irmã de Bill se contorce quando toma banho, com efeitos especiais de maquiagem incríveis e bizarros do talentoso Screaming Mad George. E a sequência de uma orgia entre diversos seres bizarros e do mal é memorável!!! No terceiro ato do longa nota-se que são seres diabólicos como o próprio título nacional do filme promove!!! E o homem cara de bunda? Sensacional!!! Um filme que trabalha muito bem em algumas sequências com cores quentes.

Não posso falar que é uma obra-prima, mas é uma boa trasheira divertida!!!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – It: A Coisa (2017).

Por Calil Neto

21 de setembro de 2017. 

It: A Coisa (2017) é a primeira parte de duas da nova adaptação do livro clássico homônimo do escritor norte-americano Stephen King. Em 1990 tivemos a minissérie It: Uma Obra Prima do Medo dirigida por Tommy Lee Wallace de A Hora do Espanto 2 com o astro Tim Curry na pele do antagonista Pennywise. O longa It: A Coisa (2017) é dirigido por Andy Muschietti, que despontou em Holywood com o sucesso de Mama (2013), adaptação de seu elogiado curta de 2008 com produção executiva de nada mais nada menos que o mexicano Guillermo Del Toro. Será que o cara vai se tornar um mestre na arte de dirigir filmes de horror?

Sabe aquele filme que você demora para digerir pela sua tensão e depois de assimilá-lo você vê que é foda!!! Bem no climão dos anos 80. Parece com sua belíssima direção de arte que realmente acontece nos anos 80!!! No roteiro de Gary Dauberman, Cary Fukunaga e Chase Palmer, com Seth Grahame-Smith como um dos produtores temos um grupo de garotos bem na passagem da infância para o começo da adolescência na cidade de Derry que vão enfrentar um palhaço dançarino do mal conhecido por Pennywise, interpretado muito bem pelo jovem ator sueco Bill Skarsgård, que com certeza ficará eternamente lembrado pelos cinéfilos por esse personagem do caos. Que atuação aliada aos efeitos digitais de hoje!!! E quando o palhaço abre a boca e saem aqueles dentes enormes? Fazia tempo que não via uma atuação dessas dentro de um filme do gênero!!! Desbancou muitos antagonistas de filmes de James Wan. Me fez lembrar do ator Heath Ledger na pele do Coringa em Batman: O cavaleiro das Trevas. Mesmo que o filme não seja um filme de horror, mas sim um filme de super-heróis, que sempre será lembrado pelo papel!!!

Esse filme e com certeza a sua seqüência na fase adulta dos personagens deixam o seriado dos anos 90 no chinelo. It: A Coisa bateu o filme clássico O Exorcista de 1973 na bilheteria dos filmes de terror mais assistidos da história. E o filme de William Friedkin já tem mais de 40 anos de seu lançamento!!!

E neste texto que é escrito no dia em que o escritor Stephen King completa 70 anos é mais que um presente de aniversário com It: A Coisa atingindo o ápice nas bilheterias de todos os tempos. É a consagração do mestre do horror norte-americano!!!

E que o filme seja muito premiado!!!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – A Ilha das Almas Selvagens (1932).

Por Calil Neto

18 de setembro de 2017.

Filme com o ator Bela Lugosi para mim é tudo, mesmo que não seja entre os papéis principais, ou seja em um papel secundário. Mesmo que seja em alguns momentos do longa já vale a experiência. Lugosi ficou reconhecido mundialmente pelo personagem Drácula do ciclo de monstros da Universal, e participou também do primeiro zombie movie da história do cinema, o longa White Zombie na mesma década de 30 do século passado.

A Ilha das Almas Selvagens ( Island of Lost Souls – 1932), dirigido por Erle C. Kenton, é a primeira adaptação do livro clássico A Ilha do Dr. Moreau (1896) de H.G. Wells (1866 – 1946), o mesmo de A Guerra dos Mundos, e com destaque também para o ator Charles Laughton, o interprete do Quasimodo do longa O Corcunda de Notre Dame  de 1939. Atuou também no belíssimo épico Spartacus (1960). Só por curiosidade o próprio escritor H.G.Well não curtiu muito o filme, por não ser totalmente fiel ao livro. Na trama do filme temos um cientista maluco, Dr. Moreau (Charles Laughton) que acha que é um Deus com suas descobertas, e faz as suas loucas experiências criando homens-animais da ilha. Bela Lugosi interpreta o líder desses homens-animais, que lembram muito um lobisomem.

A maquiagem do filme é muito boa. Ótima para os padrões dos anos 30. O talentoso Charles Gemora foi um dos responsáveis pela maquiagem dos personagens.

Pode parecer piada e uma estranha comparação mas conferindo o filme, me lembrei de alguns filmes como o polêmico Monstros ( Freaks – 1932) de Tod Browning, que tem os personagem deformados, que com certeza influenciou o filme de Erle C. Kenton e também me fez lembrar do clássico de Romero A Noite dos Mortos-Vivos, que viria apenas a ser produzido nos anos 60, quando os personagens em grupo passam a perseguir os protagonistas, o mocinho e a mocinha.

Um ótimo filme. Deslumbrante!!!! Um filme que não deixa de mencionar o darwinismo, a evolução das raças.

Nota: 4,0 de 5,0.