Review – One Dark Night (1982).

 

Por Calil Neto

23 de abril de 2018.

Tinha alguns amigos cinéfilos que comentaram a respeito desse filme e fui atrás para conferi-lo: One Dark Night de 1982 conhecido em terras brasileiras como Numa Noite Escura com direção e roteiro do estreante na época de Thomas McLoughlin, que iria a ser roteirista em 1986 do sexto filme da franquia Sexta-Feira 13. Amei o filme, muito legal e ainda com uma ótima premissa: deixar uma jovem amiga dentro de um mausoléu dentro de um cemitério que me lembrar um pouco da trama dos filmes da franquia Phantasm de Don Coscarelli. 

 

 

Sabe aquela fase da adolescência que você tem que cumprir uma missão para participar de um grupinho? É mais ou menos essa a premissa desse divertidíssimo filme: uma das garotas, no caso Julie, interpretada por Meg Tilly, irmã mais nova da também atriz Jennifer Tilly (da franquia Chucky), que tem que passar uma noite dentro do mausoléu dentro de um cemitério para participar de uma tal de irmandade de jovens meninas no qual estão também Carol ( Robin Evans ) e Kitty ( Leslie Speights ). E paralelamente temos o ocultista Karl Raymarseivich que morreu e junto dentro de seu apartamento estavam misteriosamente diversas estudantes. Esse ocultista lidava com a força do pensamento e movimentava com essa força animais mortos  além de lidar com forças negras ligadas ao psiquismo humano. Essa Karl ressurge como um zumbi e diversas zumbis passam a perseguir as garotas.

 

 

 

É um filme simples com efeitos especiais práticos mais que com a sua simplicidade para mim é uma pequena obra-prima do terror dos anos 80 que merece uma chance pelos apreciadores do gênero. Virei fã desse filme e tenho um carinho por ele!

 

 

Nota: 3,5 de 5,0.

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Review – Hollywood Chainsaw Hookers (1988).

 

Por Calil Neto

20 de abril de 2018

Em 2018 essa pérola chamada Hollywood Chainsaw Hookers completa 30 anos e no Brasil foi lançado em VHS com o título O Massacre da Serra Elétrica 3 – O Massacre Final para tentar convencer os clientes das locadoras brasileiras ou o consumidor na época com o sucesso da franquia O Massacre da Serra Elétrica a alugar ou comprar o filme. É uma produção de baixo orçamento dirigida por Fred Olen Ray com a American Independent Production com as suas características de filmes bagaceiros, trash e com mulher pelada.

 

 

Vale salientar que essa peculiar produção não tem nenhuma ligação com a clássica franquia O Massacre da Serra Elétrica, tem apenas a presença do ator Gunnar Hansen falecido em 2015 que se consagrou no cinema de gênero no papel do emblemático vilão slasher Leatherface no primeiro filme da série em 1974 do diretor Tobe Hooper que faz um tipo de sacerdote ligado a uma seita do mal de belas mulheres ou garotas de programa que têm prazer e tara de matar suas vítimas em um tipo de ritual com uma motosserra. O que vale também a espiada nesta produção é a presença no elenco da scream queen Linnea Quigley de A Volta dos Mortos Vivos do lendário diretor Dan O´Bannon que faz o papel da jovem Samantha pelo detetive Jack Chandler ( John Henry Richardson ). No elenco dessa pérola que não deixa de ser uma paródia da franquia de Hooper tem também Michelle Bauer e Esther Elise que fazem parte da seita maligna.

 

 

 

Um filme divertido com algumas cenas de gore cuja a trama em si é o menos importante.

 

 

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Corrida da Morte – Ano 2000 (1975).

 

Por Calil Neto

15 de abril de 2018.

Corrida da Morte – Ano 2000 ( Death Race 2000 – 1975) é um divertidíssimo filme dirigido por Paul Bartel baseado no conto The Racer de Ib Melchior com a produção do lendário norte-americano Roger Corman com a sua produtora New World Pictures em um filme que se tornou cult e reverenciado com o passar do tempo sem falar na franquia que se formou com o ator de action movies Jason Statham e companhia.

Na trama que se passa no ano 2000 em um futuro distópico em uma corrida popular transcontinental nos Estados Unidos temos competidores dos mais variados estilos e comportamentos em grandes carros, toscos e trash em alguns momentos para os dias atuais, que vão competir para ver quem ganha mais pontos atropelando as pessoas nas estradas e ruas. E a imprensa sempre querendo cobrir as corridas e dar as suas notícias exclusivas.

 

 

No filme temos Sylvester Stallone em comecinho de carreira antes de tornar famoso com as suas atuações em action movies como na bela franquia Rocky, no papel do corredor Joe Viterbo, e o ator David Carradine no papel do reconstruído competidor Frankenstein, que de monstro não tem nada.

 

 

Um belo filme com mulheres sem roupa em alguns momentos que é para ser visto e revisto, principalmente nos dias de hoje, sem muito compromisso. Belo filme. Épico!

 

Tio Stallone.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Operação Invasão 2 (2014).

 

Por Calil Neto

13 de abril de 2018.

Operação Invasão ( The Raid ) de 2011 foi um sucesso de público com as suas inesquecíveis lutinhas marciais, porradaria e frenética ação e ganhou alguns anos depois uma belíssima e brutal continuação mais sangrenta que o filme original também escrita e dirigida por Gareth Evans, Operação Invasão 2 ( The Raid 2: Berendal ) . De volta a Indonésia em Jacarta o policial Rama, interpretado por Iko Uwais , também protagonista do primeiro filme, depois de invadir com a sua tropa de elite da Indonésia um edifício infestado de criminosos se infiltra em um presídio onde está o mal caráter Uco ( Arifin Putra ) que é filho de um influente mafioso que tem sua ligação com a política criminosa local. Após 2 anos Rama sai da prisão e vai ser colaborador do pai mafioso de Uco. O cara matando os outros com um taco de beisebol e a garota lutadora é foda, sem falar outros personagens.

 

 

 

Eu me pergunto: como é que conseguiram tantos atores-lutadores bons para esses filmes de Gareth Evans ? O espectador desses ambos filmes fica admirado com as lutas e os seus  personagens. As cenas em slow motion. É instigante!

 

 

Com certeza um filme magistral e obra-prima de Gareth Evans. Dou maior destaque a esse filme em relação ao longa de 2011. Ambos os filmes: magníficos.

 

 

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – A Mansão da Meia-Noite (1983).

 

Por Calil Neto

07 de abril de 2018.

A Mansão da Meia-Noite ( House of the Long Shadows -1983) é uma preciosidade dirigida por Pete Walker vinda do Reino Unido com grandes ícones e lendas do cinema de horror da metade do século XX que são imortais no cinema do gênero, Vincent Price, Christopher Lee, Peter Cushing e John Carradine.   

No roteiro adaptado mais uma vez do livro Seven Keys to Baldpate de Earl Derr Biggers um escritor norte-americano chamado Kenneth Magee interpretado por Desi Arnaz Jr vai para uma mansão a convite do editor Sam Allyson (Richard Todd)  para uma missão: escrever um livro sobre o local em 24 horas. Esse filme foi lançado nos anos 80, uma época em que tínhamos de montão os famosos slasher movies e é um filme que relembra a época áurea da produtora inglesa Hammer que já tinha perdido seu espaço em evidência no mercado cinematográfico.

 

A principio não apostava tanto nesta produção,  mesmo com os rostos conhecidos. mas o terceiro ato com um plot twist, isto é, com uma boa surpresa final  o torna um grandioso e memorável filme, além de uma honrosa homenagem à uma belíssima era de ouro do cinema de horror.

 

 

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Meus Vizinhos são um Terror (1989).

Meus Vizinhos são um Terror

Por Calil Neto

05 de abril de 2018. 

Meus Vizinhos são um Terror ( The ‘Burbs  – 1989)  é uma pérola da carreira do diretor norte-americano Joe Dante que se destacaria no começo da mesma década com Grito de Horror de 1981 e o fofo se assim posso falar Gremlins de 1984.  E neste longa divertido com Tom Hanks ainda em começo de carreira como protagonista ao lado da saudosa Carrie Fisher da saga Star Wars temos uma produção que  mistura os gêneros terror com comédia com o roteiro de Dana Olsen que me fez lembrar dos filmes da franquia clássica A Hora do Espanto ( Fright Night, década de 80) no qual os moradores de um bairro recebem um estranho vizinho. No caso de Meus Vizinhos são um Terror o vizinho com sua família é um satanista, diferente da franquia A Hora do Espanto que o vizinho ao lado é um vampiro.

 

 

 

O ator Tom Hanks faz o papel do morador Ray Peterson que é casado com Carol (Carrie Fisher) e está de férias e com o desaparecimento de um morador idoso do bairro, o senhor Walter (Gale Gordon), passa a suspeitar dos estranhos e macabros vizinhos que moram na casa que parece abandonada ao lado.  Presença do ator Corey Feldman, um dos caras que mais apareceu em filmes norte-americanos nos anos 80, entre eles filmes da franquia de terror Sexta-Feira 13, Os Goonies (1985) e Conta Comigo (1986), adaptação de obra de Stephen King.

 

 

Um filme sem querer puxar o saco que faz o espectador dar uma boa descontraída!

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Monkey Shines (1988).

Por Calil Neto

04 de abril de 2018.

Monkey Shines conhecido no Brasil como Instinto Fatal ou Comando Assassino de 1988 é adaptação de livro homônimo de Michael Stewart com direção e roteiro do eterno pai dos zumbis modernos George A.Romero falecido em 2017,  em mais uma colaboração do mestre em efeitos especiais e maquiagem Tom Savini em um filme do grande parceiro e amigo Romero.

Não é somente filmes de zumbis que Romero dirigiu, subgênero do terror que marcou sua carreira no cinema. A filmografia de Romero é belíssima e diversa mesmo não possuindo apenas filmes de zumbis (ainda bem!).

Na trama temos um atleta Allan (Jason Beghe) que é atropelado por um caminhão na rua e se torna um cadeirante sem os movimentos do corpo deixando somente os movimentos faciais do personagem. O cientista Geoffrey Fisher (John Pankow) adiciona uma droga em Allan e o deixa “ligado” a uma macaquinha esperta chamada Ella. A macaca e Allan passam a  viver interligados, como se fossem um único ser, e a raiva de Allan passa a ser também da macaca que passa a extravasar a violência nas pessoas que prejudicaram o atleta. Os movimentos corporais de Allan passam a ser realizados através do animal. Allan passa a se envolver emocionalmente com a treinadora de animais Melanie (Kate McNeil) por quem se apaixona.

 

 

 

Um filme com ótima premissa e criatividade com um pouco de dose de terror psicológico com fascinante desfecho com muita ação. A cena no terceiro ato em que o personagem Allan começa a lutar com a boca com a macaca é foda! Fantástico!

 

Monkey Shines Romero
Romero.

 

Nota: 3,5 de 5,0.