Review – A Mosca da Cabeça Branca (The Fly- 1958).

 

Por Calil Neto

29 de março de 2018.

A Mosca da Cabeça Branca (The Fly- 1958) é dirigida por Kurt Neumann adaptada de conto de George Langelaan que saiu na revista Playboy um ano antes da produção do longa. O roteiro adaptado é de James Clavell e nos anos 80 ganhou uma refilmagem pelo diretor canadense David Cronenberg, um dos grandes filmes de sua  fase body  horror, e um dos poucos remakes do cinema que é superior ao original. Também vale lembrar: outra época e outros recursos! 

Vincent Price A Mosca da Cabeça Branca

 

O que enaltece essa belíssima produção que tem seus méritos e qualidades é a presença do icônico ator de filmes de terror, o lendário Vincent Price como o irmão do cientista, o doutor Andre Delambre (David Hedison) que lida com o teletransporte e se transforma acidentalmente em um homem mosca ao entrar durante o experimento em contato com uma pequena mosca de cabeça branca. A aparência do homem-mosca para os dias atuais pode até parecer risível mas merece o seu respeito. O homem-mosca se comunica através de batidas na mesa, digitando em uma máquina de escrever e na lousa dentro do laboratório de pesquisa. O cientista “monstro” é casado com Helene (Patricia Owens), que é acusada de assassinar o marido após a sua transformação em homem-mosca e juntos tem o pequeno filho Philippe (Charles Herbert) que fica perambulando pela casa e o quintal caçando as moscas do local.

 

 

Um filme que une terror com ficção-científica aliado a um bom suspense dos anos 50. Um belíssimo filme digno de suas homenagens. Clássico!

 

 

Nota: 3,5 de 5,0.

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Ray Harryhausen no blog.

 

Por Calil Neto

Algumas resenhas de filmes do blog Calil no MUNDO POP com participação do mestre Ray Harryhausen nos efeitos especiais e animação em stop-motion. Dá uma olhada!

As Viagens de Gulliver (1960)

A Ilha Misteriosa (1961).

O Vale Proibido (1969).

 

Review – A Ilha Misteriosa (1961).

Por Calil Neto

28 de março de 2018. 

A Ilha Misteriosa (Mysterious Island) de 1961 é dirigida por Cy Endfield e adaptação de livro homônimo clássico do século XIX do escritor francês Júlio Verne.  Um filme belíssimo, com ótimas atuações e efeitos especiais e animação em stop-motion dignos do lendário Ray Harryhausen falecido em 2013.

 

 

Na trama temos durante a guerra civil um grupo entre eles soldados que através de uma fuga de uma prisão em um balão de ar vão parar em uma ilha deserta no sul do Pacífico onde tem diversos animais gigantes entre eles caranguejo, abelha e polvo gigante próximo a uma grande montanha e grande vulcão  O local tem um guardião, o capitão Nemo (Herbert Lom), capitão de um submarino, Nautilus, que sobreviveu no fim de Vinte Mil Léguas Submarinas.

 

 

Como muitos dos filmes envolvendo Ray Harryhausen é um filme mágico e divertido com a sua presença na produção. Eu adoro ver nessas produções memoráveis as lutinhas entre os atores e os monstros e criaturas gigantes de  Ray Harryhausen.

 

 

 Nota: 4,0 de 5,0.

 

Review – Private Parts (1997).

 

Por Calil Neto

27 de março de 2018. 

O Rei da Baixaria ( Private Parts – 1997) é um filme que tive primeiramente contato no começo dos anos 2000  e é uma produção que achei estranha e interessante com um locutor de rádio ousado para a época e diferente de tudo o que podemos imaginar. O locutor de rádio norte-americano Howard Stern que é interpretado pelo próprio Howard Stern que teria sido uma das bases do programa brasileiro Pânico da rádio Jovem Pan FM.  

Com roteiro adaptado de Len Blum e Michael Kalesniko do livro autobiográfico Private Parts de Howard Stern lançado em 1993 em longa com Ivan Reitman conhecido pela franquia de sucesso americana Os Caça-Fantasmas como produtor temos a vida do lendário locutor cabeludo Howard Stern desde a sua infância quando seu pai era funcionário de uma rádio passando pela sua fase na faculdade de comunicação e estagiário da rádio da faculdade passando pelos altos e baixos de sua carreira de locutor. Um filme para quem gosta de comunicação. Com Paul Giamatti no elenco.

 

Nota: 3,0 de 5,0.

 

Review – James e o Pêssego Gigante (1996).

 

Por Calil Neto

24 de março de 2018. 

James e o Pêssego Gigante (James and the Giant Peach) de 1996 é uma pérola e produção fofa da Disney que mistura atores reais com animação em stop-motion dirigida por Henry Selick, um especialista em dirigir produções em stop-motion. O cara tem no currículo filmes como o clássico O Estranho Mundo de Jack (1993) também ao lado do produtor Tim Burton e Coraline e o Mundo Secreto (2009).

 

 

Adaptação do livro homômino de Roald Dahl temos como roteiristas Karey Kirkpatrick, Jonathan Roberts e Steve Bloom em uma produção que levou mais de 3 anos para ser totalmente realizada envolvendo um garotinho chamado James (Paul Terry) que perdeu os pais e tem o sonho de ir morar na cidade grande, mas precisamente em Nova York, onde todos os sonhos são realizados, e ele mora com as estranhas tias que o tratam mal. É quando com um passe de mágica aparece um pêssego que é especial em um árvore local que começa a crescer sem parar e se torna gigante, e as tias querendo lucrar com o gigante fruto. O garotinho entra no pêssego, se transforma em uma animação em stop-motion e fica amigo dos insetos que vivem no gigantesco fruto, entre eles a dona aranha que é dublada pela competente atriz Susan Sarandon, e vão partir para o lugar desejado indo parar todos no Empire State.  

Um filme muito lindo e emocionante para todas as idades com uma magia inocente e não tão sombrio e macabro como o trabalho anterior envolvendo Henry Selick e o produtor Tim Burton, O Estranho Mundo de Jack, apesar de apresentarem propostas totalmente diferentes. Eu gosto mais da produção James e o Pêssego Gigante.

 

 

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – 22.11.63 (2016).

Por Calil Neto

22 de março de 2018.

Conferi a belíssima minissérie 22.11.63, adaptação do também belíssimo livro homônimo lançado no Brasil em 2013 como Novembro de 63 pela Suma de Letras, um dos grandes livros de Stephen King deste século XXI. A minissérie tem algumas diferenças em relação ao livro, mas não perde a base da versão impressa. É uma mistura de ficção- científica, com drama e terror psicológico, além de um ótimo passa-tempo.

 

Assistindo 22.11.63 voltei no tempo, pode parecer irônico esse texto (ahahaha…), quando eu assistia nos anos 90 as minisséries O Iluminado (1997) na versão-visão do próprio King e A Dança da Morte (1994) ainda na época dos VHS e ficava fascinado.  22.11.63 (2016) foi lançada em 8 episódios no site de streaming Hulu e é dirigida por Bridget Carpenter com produção da Bad Robot de J.J. Abrams, Stephen King, Bridget Carpenter e do próprio James Franco que vai protagonizar a minissérie no papel do professor de inglês Jake Epping que volta no tempo, mais precisamente no ano de 1960, e tem como missão impedir o assassinado do presidente dos Estados Unidos em 22 de novembro de 1963 pelo suposto assassino na vida real o tido como comunista Lee Harvey Oswald, que é interpretado por um ator muito parecido com o próprio Lee Oswald, Daniel Webber.  Um dos fatos reais mais marcantes da história dos Estados Unidos.

 

 

 

Jake Epping é um bom professor de uma pequena escola no Maine e fica com dó de um dos funcionários da escola onde trabalha, Harry Dunning (Leon Rippy), que não sabe ler nem escrever direito e que teve a família assassinada pelo pai. Em 2016,  o dono de uma lanchonete Al Templeton (Chris Cooper) está com câncer e convida o amigo Jake Epping para uma missão: depois de tirar a barba voltar no tempo através de uma fenda em um armário do local para salvar o presidente Kennedy e mudar o futuro. Jake vai para o ano de 1960 para matar o assassino da família Dunning, e evitar a morte do general Walker (Gregory North) e por último salvar em 1963 Kennedy que é considerado pelos inimigos comunistas um fascista que deve ser assassinado.  Ainda no passado vai se apaixonar pela funcionária da escola, Sadie Dunhill (Sarah Gadon).

 

 

Uma belíssima minissérie com seu desfecho emocionante de reflexão: vale a pena mudar o passado para mudar o futuro?  Brilhante tanto o livro quanta a minissérie.

Nota: 4,0 de 5,0.