Review – Eaten Alive (1976).

Por Calil Neto

24 de fevereiro de 2018. 

Eaten Alive no Brasil também conhecido como Devorado Vivo em sua tradução literal é dirigido pelo diretor norte-americano Tobe Hooper nascido no Texas e foi lançado comercialmente em 1977 seguindo a obra-prima da carreira do diretor falecido em 2017 O Massacre da Serra Elétrica de 1974. Eaten Alive mantém o sadismo do filme anterior, e que sem dúvida alguma não pode ser comparado com a magnitude de O Massacre da Serra Elétrica, que se tornaria um dos filmes mais importantes do cinema de horror. Não sei se o filme pode ser uma mistura do filme brasileiro A Estranha Hospedaria dos Prazeres de 1976 de Marcelo Motta e José Mojica Marins com Motel Hell (1980) por também se passar em uma zona rural e outros clássicos do gênero. Pode parecer inacreditável mas lembrei até do Tubarão de 1975 de Spielberg, mas em um filme no caso com um crocodilo assassino. Ou o assassino seria o proprietário do hotel?

Na trama com roteiro de Alvin L.Fast e Mardi Rustam o longa começa com uma garota que trabalha em um bordel e que parece que está no local por falta de oportunidade mesmo não querendo ter um relacionamento sexual com o garanhão Buck, interpretado pelo ator Robert Englund em comecinho de carreira. Englund se tornaria a partir dos anos 80 um dos maiores atores ícones do gênero com a franquia A Hora do Pesadelo com o emblemático Freddy Krueger.  Em Eaten Alive nunca vi o ator em um papel  tão taradão e louco por uns amassos das personagens do filme. O enredo  que se passa na maior parte do tempo em um hotel no leste rural do Texas, chamado de Starlight Hotel, que é de propriedade de um sádico caipira, Judd (Neville Brand), que em um momento parece que usa droga ou algo alucinógeno, tem síndrome de perseguição e mata os hóspedes, jogando-as para um crocodilo que fica em um rio bem próximo ao estranho hotel. Até a atriz e rainha do grito Marilyn Burns da franquia O Massacre da Serra Elétrica enaltece o elenco. O foco do filme não é o crocodilo, mas sim um louco caipira e o seu hotel, então acredita-se que o filme com o título de Eaten Alive soaria melhor comercialmente.

Um belo filme que apesar de ter algumas cenas de sadismo é divertido e com algumas mulheres peladas. Um bom passatempo. Tobe Hooper foi um dos maiores diretores do cinema de horror dos Estados Unidos do século XX.

Nota: 3,5 de 5,0.

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Review – O Artista do Desastre (2017).

Por Calil Neto

22 de fevereiro de 2018.

Se a oportunidade de crescimento profissional não aparece, cria-se a oportunidade. Sem dúvida alguma esse pensamento serve para o elogiado filme O Artista do Desastre (The Disaster Artist — 2017) que teve uma indicação no Oscar 2018 na categoria de melhor roteiro adaptado e o homenageado The Room  (EUA- 2003) de Tomy Wiseau que se tornou um filme cult e é considerado um dos piores filmes da história do cinema já realizados.

O Artista do Desastre dirigido por James Franco que ficou admirado com o filme The Room  e a sua história envolvendo o longa de 2003 e produzido pelos grandes parceiros Franco e Seth Rogen que também atua no longa, tem o roteiro adaptado por Scott Neustadter e Michael H.Webe do livro de título curto The Disaster Artist: My Life Inside The Room, the Greatest Bad Movie Ever Made de Greg Sestero e Tom Bissell.  As distribuidoras A24 em ascensão e Warner Bros estão envolvidas no projeto.

No filme baseado em fatos verídicos temos o ator Greg Sestero (Dave Franco, irmão mais novo de James Franco) que conhece em uma escola de teatro o estranho  Tomy Wiseau (James Franco) e depois de um tempo como amigos estão morando em Los Angeles, terra dos filmes blockbusters e grandes estúdios, em busca do sucesso na sétima arte. Tomy e Greg são rejeitados pelos produtores locais e decidem produzir um filme por conta própria, o filme The Room, que ganharia um maior destaque com o lançamento de O Artista do Desastre e a indicação em 2018 ao prêmio do Oscar.  O próprio Tommy Wiseau, momento presente na cinebiografia, além de bancar o próprio filme também banca a divulgação do filme nos cinemas em um breve período. O lançamento do filme The Room retratado com o elenco presente em peso também em O Artista do Desastre foi um sucesso no começo dos anos 2000 e recebeu seus aplausos.

O Artista do Desastre é um belo filme, mas longe de ser uma obra-prima adaptado de um livro. É fato que o verdadeiro Tomy Wiseau teve com a indicação do filme de James Franco ao Oscar no ano de 2018 seu filme The Room devidamente reconhecido. Melhor presente de sua vida!

Nota: 3,5 de 5,0.

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Review – Amadeus (1984).

Por Calil Neto

21 de fevereiro de 2018. 

Amadeus de 1984 é um longa de 3 horas na versão em DVD do diretor Milon Forman que retrata a suposta relação conturbada do compositor italiano Antonio Salieri e o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart em adaptação para o cinema da peça teatral de Peter Shaffer. O longa ganhou 8 Oscars um ano depois, em 1985, entre eles o de melhor filme, melhor diretor para Milon Forman, melhor roteiro adaptado e melhor direção de arte. Milon Forman também levou a estatueta de melhor direção em 1976 por Um Estranho no Ninho.

No longa temos no começo Salieri (F.Murray Abraham) levado para um hospital psiquiátrico ( o cara tenta se suicidar no início do filme!) e que relata a um padre a sua relação com o compositor Mozart ( Tom Hulce). Salieri conversava com a imagem de Deus e pedia para ele ser um sucesso como compositor, mas quem começa a se destacar é Mozart. Salieri quer também se destacar para o rei da Áustria, o imperador Joseph II (Jeffrey Jones, de Howard The Duck de 1986) e a sociedade no século XVIII, sente inveja e começa a torcer para a desgraça profissional do colega. Mozart ainda se dá melhor com a mulheres do que Salieri e se casa com Constanze (Elizabeth Berridge). Salieri começa a ficar bem financeiramente, e Mozart começa a beber e ficar pobre pedindo ajuda para os conhecidos.

Um belíssimo e premiadíssimo filme, com belíssimas atuações, que o espectador não percebe o tempo passar mesmo com 3 horas de duração! E as músicas, sem faltar elogios à direção de arte. Surpreendente!

Como sempre a beleza da atriz Elizabeth Berridge.

Nota: 4,0 de 5,0.

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Review – Sharknado 5: Voracidade Global (2017).

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O Papa é Pop!

Por Calil Neto

19 de fevereiro de 2018.

CUIDADO SPOILERS.

Os tubarões mais famosos da televisão norte-americana estão de volta em Sharknado 5: Voracidade Global (2017) e como diz o próprio titulo a tempestade de tubarões da The Asylum com a Syfy invade o nosso planeta inteiro fora dos Estados Unidos como foram os quatro primeiros filmes da franquia trash televisiva. O furacão de tubarões invade a Austrália, a Itália,  o Japão, o Egito e até o nosso Brasil brasileiro. Até o papa no Vaticano vai querer ajudar. Neste capítulo da franquia ficamos sabendo que o tornado de tubarões existe desde praticamente a época antiga, desde a época que surgiram as pirâmides do Egito, e os tubarões desde a antiguidade querem que ocorra o apocalipse, o fim dos tempos.

Dirigido por Anthony C. Ferrante, que dirigiu todos os filmes da franquia até então, e com o roteiro de Scotty Mullen temos na trama a corajosa família Shepard comandada por Fin (Ian Ziering) com sua mulher April (Tara Reid da hilária franquia American Pie) que descobrem uma pedra ou dispositivo de uma época bem antiga que abre a porta para o tornado de tubarões e eles, Fin e April, partem atrás do pequeno filho Gil (Billy Barratt) que desapareceu em uma tempestade  ao redor do planeta. A personagem de Tara Reid perdeu o braço em um dos filmes e neste quinto filme continua sendo um robô com apenas uma cabeça humana (que tem vida) e seus movimentos faciais. Trash.

SPOILERRRRRR.

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No final do filme temos uma bela surpresa: aparece o pequeno filho Gil adulto, na pele do lendário ator de action movies  Dolph Lundgren, vindo do futuro para auxiliar o pai Fin em um mundo destruído, fazendo uma bela referência aos filmes da franquia De Volta para o Futuro.

Um bom filme, divertido, um dos grandes filmes da franquia.

Nota: 3,0 de 5,0.

Leia a REVIEW dos outros filmes da franquia Sharknado.

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Review – Jigoku (Japão – 1960).

Por Calil Neto

18 de fevereiro de 2018.

Os japoneses (pelo menos a maioria!) acreditam na vida após a morte. O budismo por exemplo crê na reencarnação. O lindo filme japonês Jigoku, com título no Brasil de Inferno, que é belíssimo, de 1960 é dirigido magistralmente por Nobuo Nakagawa, com roteiro dele mesmo com Ichirô Miyagawa e aborda a questão da vida após a morte, e a ida para aqueles que pecaram para o Inferno, assim como abordava o clássico livro do italiano Dante Alighieri em sua Divina Comédia: Paraíso, Purgatório e Inferno.

Na trama temos um cara que tem a namorada e que logo no primeiro ato atropela um bêbado que morre atropelado, e os familiares do acidentado querem agora se vingar. E a consciência do motorista começa a pesar e tirar a sua tranquilidade. Não vou ficar citando os nomes dos atores, que são muito bons por sinal e muito talentosos, e sim neste texto mencionar a mensagem que o filme passa para quem o assiste. Mostra a questão do pecado, da lei de ação e reação, do peso da consciência, a ida para o Inferno para aqueles que fizeram um mal ao próximo e foram libertinos. Um Inferno repleto de Espíritos ou fantasmas em sofrimento após a morte. Tiveram pecados como a luxúria, a traição amorosa.

Um filme lindo, belíssimo visualmente, que apesar de ter algumas ferramentas dos filmes de terror, com seus belos efeitos especiais, de maquiagem e de edição, é um filme de reflexão.

Uma obra-prima do cinema japonês.

Nota: 4,5 de 5,0.

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Review – A Visão do Terror ( TerrorVision – 1986)

Por Calil Neto

13 de fevereiro de 2018.

A Visão do Terror ( TerrorVision – 1986 ) é uma pérola dos anos 80 dirigida e roteirizada por Ted Nicolaou produzida ainda pela antiga produtora fundada pelo lendário Charles Band, a Empire Pictures, a mesma dos divertidos Re-Animator, Ghoulies e Troll – O Mundo do Espanto e muito mais filmes marcantes dos anos 80.

Na trama temos uma família roqueira em uma casa super-hiper colorida que adora assistir televisão e eles chamam um técnico para fazê-la funcionar normalmente em um filme assim como Poltergeist – O Fenômeno supostamente “dirigido” por Tobe Hooper e Videodrome – A Síndrome do Vídeo (1983) do canadense David Croneneberg cuja televisão tem papel importante e fundamental no desencadear do enredo. A televisão serve como um tipo de teletransporte que traz para a casa desses moradores um grande e feio monstro de outro planeta que tem um dos olhos esbugalhados e que parece que late como um cão em alguns momentos. Tem um canal onde um homem do espaço conversa com os moradores da casa avisando a eles do perigo que os cerca e temos um canal com uma apresentadora fantasiada de Medusa que atende os telefonemas dos telespectadores.

Um ótimo filme, divertido e criativo como muito dos filmes da ótima produtora Empire Pictures. Sem falar: tosco e trash! Ótima diversão! Hilário!

Nota: 3,0 de 5,0.

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Review – Ghost: Do Outro Lado da Vida (1990).

Por Calil Neto

12 de fevereiro de 2018.

O clássico Ghost: Do Outro Lado da Vida ( Ghost – 1990) completa 30 anos em 2020 e é um filme que emocionou platéias na época ao redor do mundo. É um filme que tenho um grande carinho!!

Dirigido por Jerry Zucker, grande obra-prima de sua carreira, dirigiu também a bela  comédia Apertem os Cintos…O Piloto Sumiu nos anos 80, com roteiro em Ghost do oscarizado pelo filme Bruce Joel Rubin, do thriller Alucinações do Passado (Jacob’s Ladder, que é muito bacana) do mesmo ano e Te Amarei para Sempre de 2009. Temos um elenco de luxo como o galã de filmes românticos, o ator e super hiper dançarino Patrick Swayze que veio do estrondoso sucesso de Dirty Dancing que interpreta em Ghost o protagonista Sam Wheat que durante um passeio de noite com a namorada Molly (a ótima Demi Moore) leva um tiro em um assassinato por encomenda pelo grandão  Willie Lopez (Rick Aviles) por causa da grana de um negócio entre Sam e Carl Bruner (Tony Goldwyn),  ambos funcionários de um banco local. O colega Carl Bruner  quer os 4 milhões de dólares de Sam e roubar a namorada de Sam, Molly.

Após a morte de Sam, agora ele em forma de espírito vai procurar a vidente Oda Mae Brown (interpretada pela carismática diva Whoopi Goldberg da deliciosa franquia Mudança de Hábito, levando o Oscar em 1991 por Ghost na categoria de melhor atriz coadjuvante ), que muitos a consideram uma charlatã, e vai ser uma intermediária na relação de Sam do mundo espiritual com o mundo físico. Destaque também para o ator Vincent Schiavelli que faz o fantasma do metrô que foi jogado dentro do trilho quando estava usando o serviço. Sua vestimenta e sua performance é assustadora, mas também genial!

A trilha sonora de Ghost é uma das mais memoráveis do cinema do final do século passado. A música Unchained Melody de Righteous Melody é eterna e inesquecível!!!!

Ghost: Do Outro Lado da Vida é emocionante e um grande filme que mistura espiritualismo com ficção. E impressionantes efeitos visuais!

Nota: 4,0 de 5,0.

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