Review – The Lure ( Polônia – 2015).

Por Calil Neto

31 de dezembro de 2017

Eu e muitos cinéfilos estávamos no aguardo dessa preciosidade maravilhosa vindo do cinema polonês, A Atração no Brasil, com título original polonês Córki dancingu ou nas terras norte-americanas, conhecido como The Lure, uma produção de 2015.

 

 

Um filme-musical e uma espécie de conto de fadas aterrorizante moderno  principalmente por causa de seu terceiro ato dirigido por Agnieszka Smoczynska com bela fotografia de Jakub Kijowski com roteiro de Robert Bolesto  cujo enredo se passa em Varsóvia, na Polônia, onde temos duas belas sereias irmãs, conhecidas como a prateada (Marta Mazurek) e a dourada (Michalina Olszanska), que em alguns momentos se comunicam através da telepatia, que trabalham em uma boate e clube de stripper ao mesmo tempo ( falam em um momento que não estão recebendo o cachê de seus trabalhos no local) e são a atração da casa e gostam de seduzir os homens em um filme com uma trilha sonora bacaninha e ótima e caprichada direção de arte. Seria um filme feminista? Um filme estupendo.

Nota: 4,0 de 5,0.

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Review – Creep (2014) e Creep 2 (2017).

 

Por Calil Neto

29 de dezembro de 2017.

Sem dúvida alguma Creep (2014) e Creep 2 (2017) dirigidos por Patrick Brice são duas grandes surpresas dessa década dentro do subgênero mockumentary (filmado no estilo falso documentário) com produção da queridinha de filmes de terror dos Estados Unidos, a Blumhouse. Mark Duplass, ator e roteirista dos dois filmes, conheceu Jason Blum, o grande nome da Blumhouse, pela primeira vez em 2005, e depois em 2009 quando estava produzindo o primeiro Atividade Paranormal Mark disse para Blum: Nós deveríamos fazer algo juntos. O produtor Jason Blum costuma dar total liberdade criativa para as pessoas com que trabalha e apostou nos caras.

Vamos agora ao primeiro filme. Creep de 2014 com roteiro de Patrick Brice e Mark Duplass que também estão juntos no roteiro do segundo longa. No enredo temos o cinegrafista Aaron (Patrick Brice) que está realizando um trabalho documentário com o estranho Josef (Mark Duplass) que está com câncer e quer deixar um relato para seu filho que vai nascer. Na real Josef é um serial killer que de vez em quando usa uma máscara de lobisomem e através desses anúncios de trabalho quer matar as pessoas. No segundo filme de 2017 a vítima será Sara (Desiree Akhavan) que tem um programa exibido no You Tube e gosta de acompanhar pessoas solitárias em troca de money. Josef a contrata para um servicinho, fala que é serial killer, e mesmo assim a garota aceita gravar um documentário sobre a vida profissional do estranho rapaz. O legal é que os dois filmes fazem as suas conexões não abandonando o segundo filme os acontecimentos do filme anterior.

 

 

Para falar a verdade desde o filme A Bruxa de Blair de 1999, que resgatou o subgênero mockumentary, que não via filmes do mesmo subgênero tão bacanas e interessantes!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Invasores de Marte (Invaders from Mars – 1986).

Por Calil Neto

29 de dezembro de 2017.

Invasores de Marte ( Invaders from Mars – 1986) do diretor norte-americano Tobe Hooper falecido em agosto de 2017 é um belíssimo trabalho de sua respeitada filmografia que aborda o cinema fantástico com a produção da lendária Cannon. Seu filme anterior, Força Sinistra (Lifeforce), o seu primeiro para a Cannon Films, que também é magistral, também envolve seres do espaço, ou de outros planetas, e a ficção científica.

Invasores de Marte é bem daqueles filmes Sessão da Tarde da Rede Globo como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e  E.T. – O Extraterrestre (1982), ambos do Steven Spielberg. O longa é o remake de Os Invasores de Marte de 1953 de William Cameron Menzies e tem o roteiro do competentíssimo Dan O´Bannon que trabalhou no roteiro com o filme de Hooper também em Força Sinistra e Don Jakoby.

 

 

No elenco temos a saudosa Karen Black que faz a enfermeira Linda Magnusson da escola onde o garotinho David (Hunter Carson) que passa a ser perseguido por pessoas com uma marca na nuca abduzidas por alienígenas estuda. Um filme que não deixa de ser uma homenagem aos filmes de ficção científica dos anos 50, 60 e 70, como Os Invasores de Corpos de 1978  com o ótimo Donald Sutherland.

 

 

Um filme divertido, parece um pouco com uma espécie de sátira dos filmes de invasão alienígena da segunda metade do século passado. Algo que acredito que não foi a proposta dos realizadores na ocasião. Um filme simples e muito bem produzido para a época.

 

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Brigsby Bear (2017).

Por Calil Neto

26 de dezembro de 2017.

Fui atrás do longa Brigsby Bear (2017) por causa do seu pôster bacanérrimo e também pela presença no elenco de Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker da franquia Star Wars. O belo Brigsby Bear (2017) teve a sua pré-estreia no Festival de Sundance deste ano e é dirigido por Dave McCary com roteiro de Kevin Costello e Kyle Mooney do programa americano Saturday Night Live (SNL) que também faz o protagonista do longa James Pope (ele e o simpático urso!), além de produzir também o filme.

A trama é meio doida e surreal, mas em alguns momentos deixa o espectador emotivo em relação ao personagem James que foi sequestrado quando pequeno e ficou enclausurado em sua casa e desligado totalmente do mundo, apenas assistindo à suas fitas de VHS do Brigsby Bear. Mark Hamill faz o papel do pai seqüestrador que junto com a esposa fazem a cabeça de James em relação ao urso Brigsby produzindo uma série de VHS para o filho “adotivo”. James fica fissurado pelo urso, e é como se ele fizesse parte da história do urso mesmo quando James volta para seus pais verdadeiros. Os amigos de James quando ele volta para a sua real família e os próprios pais verdadeiros vão ajudá-lo a produzir um filme sobre o ursinho da televisão que tem como vilão um macabro sol chamado Snatcher. A produção do filme do ursinho é um dos grandes sonhos de James, e mostra a perseverança do personagem em relação aos seus sonhos.

 

Um bom passatempo!!! Bonitinho!!!!

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – O Evangelho Segundo São Mateus ( Il Vangelo Secondo Matteo -1964).

Por Calil Neto

21 de dezembro de 2017.

Revi O Evangelho Segundo São Mateus ( Il Vangelo Secondo Matteo – 1964) do controverso diretor italiano Pier Paolo Pasolini  que também escreveu o roteiro desse belíssimo longa que retrata a vida de Jesus Cristo segundo a visão do apóstolo Mateus, que era também em vida cobrador de impostos.

O filme na época tinha a fotografia em preto e branco, mas a versão que assisti é a versão colorida do mesmo filme que foi colorizada e restaurada e com o áudio em inglês além de ter sido editado com cortes. Geralmente gosto de assistir o filme na versão original, não é a mesma coisa, mas tudo bem: vale.

Ouvi muito dos amigos sobre o polêmico filme Salò, ou os 120 Dias de Sodoma, se não me engano o filme mais polêmico da carreira de Pasolini, e fui atrás e aos poucos vou desbravando a filmografia (conferi até a cinebiografia de Pasolini de Abel Ferrara) do diretor italiano que iria com Salò inaugurar a Trilogia da Morte, depois ter realizado os  belíssimos filmes da Trilogia da Vida. Seus filmes abordam a violência, mais em Salò, a sexualidade dos personagens e a política.

 

 

O que me agradou no filme O Evangelho Segundo São Mateus foi a simplicidade do longa com seus simples personagens e atores não profissionais (a mãe de Pasolini, Susanna, fez a Maria, mãe de Jesus, na fase madura, no momento da crucifixão),  simples direção de arte, nada extravagante como os milionários filmes do cinema dos Estados Unidos. O filme retrata desde a época do nascimento de Jesus, a chegada dos três Reis Magos, João Batista (Mario Socrate) e o seu batismo já anunciando a chegada do messias Jesus Cristo, o andar de Jesus sobre as águas (muito legal esse momento no filme), a cura dos leprosos, até a ressurreição de Jesus no terceiro dia de sua morte.

 

 

E um porém. Pode ser contraditório, mas o diretor Pier Paolo Pasolini era marxista e ateu. Filme para ser visto e revisto com 3 indicações ao Oscar. É belo!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – O Gabinete do Dr. Caligari (1920).

Por Calil Neto

18 de dezembro de 2017.

O Gabinete do Dr. Caligari (Das Cabinet des Dr. Caligari) de 1920 é uma obra-prima do expressionismo alemão dirigida magistralmente por Robert Wiene com roteiro de Carl Mayer e Hans Janowitz. Um longa com quase 100 anos de existência, que continua belíssimo nos dias atuais, e com uma trama interessantíssima ainda no neste século XXI que vivemos. Eu assisti em uma versão restaurada. Belíssimo! Dark e sombrio, marcas do expressionismo!

Com a tradicional fotografia em preto e branco do expressionismo alemão e mudo temos na trama um bizarro Dr. chamado Caligari (Werner Krauss) que é especialista em sonambulismo, e ele em uma feira anual em Holstenwall  através de sua especialidade quer lucrar com a exposição neste local de um sonâmbulo de 23 anos, que há 23 anos está inconsciente dentro de uma grande caixa, chamado Cesare (Conrad Veidt). Um filme que aborda a insanidade do Homem, a grande parte, que é capaz de tudo para a fama e a riqueza!

Sou fã desse filme!

Nota: 4,5 de 5,0.

Review – Annabelle 2: A Criação do Mal (2017).

Por Calil Neto

17 de dezembro de 2017.

Em 2017 tivemos a sequência do bem sucedido Annabelle de 2014 com Annabelle 2: A Criação do Mal dirigido por  David F. Sandberg, o mesmo também do belíssimo Quando as Luzes se Apagam ( Lights Out – 2016 ) baseado no curta de 2013 do próprio. O roteiro de Annabelle 2 fica nas mãos de Gary Dauberman, roteirista do primeiro Annabelle e das duas partes do remake de It: A coisa. Estes filmes fazem parte da onda de derivados da franquia Invocação do Mal iniciada em 2013 por James Wan, muitos baseados em fatos verídicos e outros apenas ficção.

Com o sucesso do primeiro filme era inevitável não termos outro filme com a boneca amaldiçoada que atraiu os olhares do público pela primeira vez no primeiro Invocação do Mal. Annabelle 2: A Criação do Mal com produção de James Wan é um prequel dos acontecimentos do filme de 2014 com uma direção de arte que continua impecável e continua representando muito bem a época em questão.

 

CUIDADO SPOILERS

Na trama de Annabelle 2 temos o surgimento da boneca-personagem e o porquê da boneca se chamar Annabelle. Temos uma garotinha apelidada de Abelhinha ( a pequena atriz Samara Lee) que é atropelada bruscamente em uma estrada após os pais estacionarem o carro em um local próximo à suas moradias. Depois de um tempo da morte da garota Abelhinha uma jovem freira junto com umas garotinhas de um orfanato, destaque para a personagem Janice (Talitha Eliana Bateman), que tem poliomielite, vão para a moradia desta família Mullins e são recepcionadas pelo pai de Abelhinha, Samuel Mullins ( Anthony LaPaglia, que está muito bem em seu papel ), que proíbe que as visitantes entrem no quarto de Abelhinha. A esposa de Samuel, Esther Mullins (Miranda Otto), junto com o marido fazem um pacto com o bicho ruim para que Abelhinha continue fazendo parte de suas vidas, e ao invés de a garotinha atropelada voltar é o bicho ruim que vem para a casa e passa a atormentar o local junto com a boneca macabra que era de Abelhinha que foi produzida pelo pai. Um espírito ruim passa a atormentar a casa, e até ferir o rosto de Esther, mãe de Abelhinha, a deixando com uma máscara na metade do rosto.

 

 

O roteiro é muito bem bolado e inteligente e consegue com maestria e com surpresa revelar os fatos que antecederam o primeiro filme. Tem uma sequência que mostra uma freira mal assombrada empurrando a garotinha Janice e me fez fazer uma ligação com o personagem da Freira que aparece em Invocação do Mal 2 e aparecerá no vindouro The Nun, e também tem um momento que aparece um novo personagem vilão: o Espantalho.

Acho ainda o filme Annabelle de 2014 mais interessante do que esta prequel que poderia ter sido mais audaciosa.

 

 

Invocação do Mal para mim é uma das melhores franquias de terror do cenário mainstream dos Estados Unidos desse século XXI. Uma das franquia mainstream que mais admiro!!!!

Nota: 3,0 de 5,0.