Review – Brain Damage (1988).

 

Por Calil Neto

29 de outubro de 2017.

Um dos diretores mais estranhos da história do cinema com seus monstrinhos, como ficou reconhecido com a sua famosa trilogia Basket Case, e um dos mais criativos com baixo orçamento do século XX, temos aqui um texto sobre Brain Damage conhecido no Brasil como O Soro do Mal de 1988, que também é um das suas hilárias produções, filmado na década de 80, que para mim é uma das minhas décadas favoritas no cinema.

Escrito e dirigido por Frank Henenlotter temos em Nova York, nos Estados Unidos, um jovem Brian ( Rick Hearst ) que está meio para baixo e um verme parasita chamado de Aylmer que não sei de onde veio vem para a sua vida vai usar o rapaz como um hospedeiro e colocar seu líquido azul em seu cérebro, como se fosse um tipo de droga e deixar Brian em um tipo de alucinação. Seria um alienígena? Não sei. Um vai depender do outro para viver. E os proprietários de Aylmer são um casal de idosos que vão brigar para ter o verme de volta. Como grande parte da filmografia do diretor norte-americano Frank Henenlotter, o filme é foda. Sem deixar de ter o humor negro, muito gore e ser estranho em alguns momentos.

 

Divertidíssimo!

Nota: 3,0 de 5,0.

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Review – Ao Cair da Noite (It Comes at Night -2017)

Por Calil Neto

28 de outubro de 2017.

Agora foi a vez de conferir o elogiado Ao Cair da Noite, com título original It Comes at Night, lançado em 2017 com produção do estúdio independente A24.  O longa está dentro do conceito post-horror ou pós-horror proposto em julho de 2017 pelo jornalista Steve Rose no jornal britânico The Guardian, em filmes que querem sair do clichê habitual de assustar dos filmes de horror. O estúdio também distribui filmes menores, mas de belíssima produção e qualidade como os bem sucedidos A Bruxa (2015), The Monster (2016), Free Fire (2016) de Ben Wheatley,  A Ghost Story (2017), o premiado do Oscar MoonLight: Sob a luz do Luar (2016) e muito mais. Não sei se uma hora um estúdio ou empresa maior vai comprar e adquirir os direitos da A24.

 

 

Dirigido e escrito por Trey Edward Shults, temos na narrativa uma praga que está tomando conta da localidade em um mundo apocalíptico, e tem uma família refugiada no local. Um dos momentos de destaque é quando o avô desta família está contaminado por essa praga e é morto com um tiro na cabeça. A família usa uma máscara para não se contaminar desse vírus ou praga que domina o local. É quando chega uma família com um garotinho para buscar refúgio no local. É aquele filme que você se preocupa com a trama, em um clima atmosférico,  mas não tem o intuito de assustar como os filmes habituais de terror, algo que está dentro do conceito do pós-horror.

Um belíssimo filme, muito bem produzido. Um dos grandes filmes de terror do ano de 2017. O longa é bom e merece todos os elogios.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Buffy: A Caça-Vampiros ( 1992 ).

Por Calil Neto

22 de outubro de 2017

Você conhece o seriado Buffy: A Caça-Vampiros estrelado por Sarah Michelle Gellar ? O seriado com produção da FOX era exibido com freqüência na tela da Rede Globo no final dos anos 90, e é baseado no longa homônimo também produzido pela FOX de 1992 dirigido por  Fran Rubel Kuzui com roteiro do grande Joss Whedon, criador e um dos diretores da série produzida entre 1997 e 2003, e que viria a ser o diretor e roteirista de Os Vingadores de 2012 e a seqüência Vingadores: Era de Ultron de 2015  para a Marvel, além de substituir Zack Snyder na direção de Liga da Justiça de 2017, após o falecimento da filha de Snyder.

 

 

A caçadora de vampiros Buffy no filme é interpretada pela atriz Kristy Swanson e é recrutada por Merrick, interpretado pelo grande ator Donald Sutherland do clássico Os Invasores de Corpos  de 1978. De tempos em tempos ele vem recrutar a escolhida para ser a caçadora de vampiros. No elenco também tem Hilary Swank , no papel da estudante Kimberly e David Arquette na pele do recém vampiro Benny, ator que seria um dos grandes destaques da franquia para o cinema de Wes Craven, Pânico.

Para quem curtiu a série e quer conhecer a origem da série vale a pena o filme, apesar de o seriado ser bem mais sofisticado que o longa. Outra razão para assistir é ter o veterano Donald Sutherland no elenco.

 

Nota: 3,0 de 5,0.

 

Review- Blade Runner 2049 (2017).

Por Calil Neto

19 de outubro de 2017.

Conferi no cinema em 3D Blade Runner 2049, sequência do clássico dos anos 80, de Ridley Scott, um dos maiores diretores do cinema norte-americano. Desta vez Ridley Scott ficou apenas na produção e Denis Villeneuve , um dos novos queridinhos de Hollywood ( Lembra de A Chegada, ganhador do Oscar de melhor edição de som em 2017 ? ) , assume a direção. CUIDADO SPOILERS.

O filme BR 2049 é majestoso, mantém a grandiosidade do filme de 1982, sendo que parece que os dois filmes foram produzidos na mesma época  Assistindo Blade Runner 2049 o espectador consegue notar a magnitude do primeiro filme adaptado do famoso livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? de Philip K. Dick.

BR 2049 expande o universo do primeiro filme e nos mostra um mundo onde se progrediu a tecnologia e temos agora novos replicantes muito mais evoluídos tecnologicamente do que no filme de 1982. Agora a corporação Tyrell está nas mãos de Wallace que é intepretado por Jared Leto que quer a proliferação dos replicantes ao redor do planeta e fora também como escravos. Temos o policial K , ou também Joe, vivido pelo ator requisitadíssimo Ryan Gosling que tem uma namorada holográfica e está atrás do filho de uma replicante, após através de uma investigação da policia se descobrir que uma criança tinha nascido dela. Ryan Gosling vai atrás do caçador de replicantes Rick Deckard (Harrison Ford) do filme de 1982 que é o pai da criança. Adorei ver Harrison Ford reprisando seu icônico personagem, um dos papéis mais importantes de sua carreira de ator. E Jared Leto está muito bem em seu papel.

Um filme brilhante!!!! Que leva também a diversas reflexões com o filme de 1982, como a busca do homem pela vida eterna no plano terrestre e muito mais. Não sei não, mas de acordo com o seu terceiro ato, o filme deve ganhar uma continuação. Resta-nos aguardar! Não posso terminar o texto sem falar da maravilhosa trilha sonora de Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch. Grandiosa.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Marte Ataca ! (1996).

 

Por Calil Neto

17 de outubro de 2017.

Eu particularmente curto bem mais os filmes do começo de carreira do diretor Tim Burton, que costumam trazer para mim um ar de nostalgia, como Os Fantasmas se Divertem (1988), que eu amo, Edward Mãos de Tesoura (1990), que passava e continua passando muito na Rede Globo, um clássico de sessão da tarde,  Ed Wood, a biografia do tido como o pior diretor de filmes de todos os tempos, e esse Marte Ataca! (1996), que vi faz muito tempo atrás pela primeira vez em VHS. Acredito que esse deve ser um dos trabalhos menos sombrios do diretor. Ou seja não é sombrio.

Tim Burton além de dirigir o longa, também o produz, com a presença nele de mega astros de Hollywood, como Jack Nicholson, que para mim é um dos maiores atores de todos os tempos do cinema norte-americano e faz papel duplo, o presidente dos Estados Unidos  e o dono de um cassino, Glenn Close, Pierce Brosnan, o sumidão Danny DeVito ( o eterno Pingüim de Batman: O retorno de 1992), que faz um advogado, Sarah Jessica Parker (bem antes do seriado de sucesso Sex and the City), que é uma figura neste filme, e a partir de um momento fica com a cabeça de seu pequeno cãozinho, o ator Michael J. Fox, e até o cantor lendário Tom Jones, que além de cantar também atua no longa.

 

 

Eu tenho quase que certeza que os caras que trabalharam no roteiro desse belíssimo e divertidíssimo filme de Tim Burton, se basearam no longa Independence Day para a idéia do filme, que estreou nos cinemas dos Estados Unidos antes de Marte Ataca!. Devem ter visto o bem sucedido filme do alemão Roland Emmerich, que trata da mesma temática de invasão alienígena, e quiseram fazer uma espécie de paródia ou uma versão debochada. Pode parecer até bobagem!  Falam que Marte Ataca! é uma paródia dos filmes clássicos sci-fi dos anos 1950.

 

 

MEOOOOOO DEUS!!! Quase todos os grandes atores de Holywood do filme morrem! Mas é um grande filme da carreira de Tim Burton, um dos meus favoritos, além de ser muito bem produzido, com todos aqueles alienígenas animados, para os padrões dos anos 90!!! Os anos 1990 também têm seus bons filmes!!!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Invasão Zumbi ( Train to Busan – Coréia do Sul – 2016).

Por Calil Neto

15 de outubro de 2017.

Invasão Zumbi (2016) ou Train to Busan no título como é conhecido nos Estados Unidos ( ou  Busanhaeng, no título original) é uma das grandes surpresas no subgênero zumbis oriundo da Coréia do Sul. O longa O Lamento ( The Wailing) é outra maravilha do gênero terror vinda também da Coréia do Sul.

O longa que foi exibido fora da competição do Festival de Cannes de 2016 é dirigido e escrito pelo sul-coreano Sang-ho Yeon. O filme é belíssimo e trata de um trem ultra-moderno que vai para Busan, uma cidade da Coréia do Sul, e os seus tripulantes todos com seus dramas familiares e profissionais vão enfrentar uma maré de zumbis que se contorcem quase que completamente, com um caprichado trabalho de contorcionismo dos atores figurantes.

Um longa que apesar de ser do gênero terror, tem uma forte carga dramática, com os personagens com seus dramas internos, como o pai que leva a filha para se reencontrar com a mãe. Um belíssimo filme que me deixou maravilhado em seu terceiro ato. Um filme lindo e que traz uma reflexão para o espectador. Uma obra de arte que deixaria muitos dos filmes de zumbis de George A. Romero no chinelo.

Um filme brilhante artisticamente. Melhor do que eu esperava. Muito melhor até que o longa Guerra Mundial Z (2013) com Brad Pitt.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – O Culto de Chucky (2017).

 

Por Calil Neto

04 de outubro de 2017.

Quando estreia um novo filme da franquia Brinquedo Assassino a galerinha entra em delírio. O Culto de Chucky ( Cult of Chucky – 2017) é o sétimo filme da franquia, após o sucesso de A Maldição de Chucky de 2013, que eu particularmente adorei. O sétimo filme é dirigido e escrito por Don Mancini, o grande nome por trás da franquia, e começa com Andy Barclay ( Alex Vincent ), o garotinho dos primeiros filmes clássicos, em um jantar romântico com uma garota. A garota rejeita o rapaz por causa de seu repugnante passado envolvendo o boneco Chucky, que era produzido em massa nos anos 80, o serial killer e os assassinatos. Andy guarda em um cofre de sua casa, a cabeça de Chucky, que deve ser do filme anterior, e conversa sempre com ele, e anda sempre armado. O legal é que o roteirista Don Mancini não abandona a cronologia dos primeiros filmes clássicos e nem A Maldição de Chucky.

 

 

Paralelamente temos a personagem-cadeirante Nica Pierce, interpretada por Fiona Dourif, filha do icônico ator Brad Dourif que fez o serial-killer Charles Lee Ray, no primeiro filme da franquia e a voz de Chucky em todos os filmes, e se incorpora através de magia negra no boneco. Em O Culto de Chucky temos Nica que é acusada de esquizofrênia e é acusada do assassinato dos membros da família em A Maldição de Chucky, sobrevivendo apenas a pequena sobrinha Alice ( Summer H. Howell ), de 7 anos. Nica muda de internato, e vai lidar com seus maiores medos, entre eles o boneco Chucky. E temos também a personagem Tiffany Valentine ( Jennifer Tilly ), antiga namorada de Charles Lee Ray, que fala que era curadora da pequena Alice e fala para Nica que a garotinha morreu.

 

Olha a Alice de A Maldição de Chucky mais grandinha!!!

 

A trilha sonora que lembra das dos filmes de Hitchcock é de Joseph Loduca, também compositor de A Maldição de Chucky, e com bonecos animatrônicos e efeitos digitais de Tony Gardner e a sua companhia Alterian, INC. Tony também esteve envolvido em animatrônicos e efeitos digitais no A Maldição de Chucky. 

 

 

O filme O Culto de Chucky é foda, mas poderia ter sido mais foda ainda. NOOSSAAAA!!! O filme tem três Chuckys, um com o cabelo cortado, e aparece no finalzinho do filme a boneca Tiffany. Don Mancini poderia ter sido mais criativo, mas o filme mesmo assim diverte!  Eu e muitos adoram quando sai um filme novo do Chucky. É considerado um filme dentro do gênero horror, mas com certeza é um dos filmes mais divertidos do ano.

Nota: 3,5 de 5,0.

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