Mês: junho 2017

Review – Trilogia Porky´s (1981-1985).

Por Calil Neto

28 de junho de 2017.

Uma das franquias mais divertidas dos anos 80, neste texto em questão vou abordar a trilogia Porky´s (1981-1985) de Bob Clark em uma era pré- American Pie (1999-2012), envolvendo também adolescentes loucos pela primeira transa. A divertida trilogia segue a onda de A primeira vez de um homem (1967) com Dustin Hoffman e A Primeira Transa de Jonathan (1985).

SPOILERS.

Porky’s – A Casa do Amor e do Riso de 1981 é dirigido e escrito por Bob Clark e a trilogia se passa nos anos 50 na Flórida, nos Estados Unidos, onde um grupo de jovens adolescentes querem curtir a vida e transar, além de “causar” e fazer estripulias com garotas nuas. O segundo longa, Porky´s – O dia seguinte (1983), também é dirigido e produzido por Bob Clark, e o terceiro longa da trilogia, Porky’s Contra-Ataca (1985), diferente dos outros dois, é dirigido por James Komack e não tem o envolvimento de Bob Clark. Os três longas têm a produção executiva de Melvin Simon com a Melvin Simon Productions.  Além da molecadinha, entre eles grande destaque para Pee Wee (Dan Monahan), temos a professora de ginástica Balbricker ( Nancy Parsons ) que está nos três filmes que é mal humorada, e no terceiro filme percebemos que ela é mal humorada por causa da ausência em sua vida de um grande ex-amor. Tem o diretor da escola, que também é demais e perdidaço, o senhor Carter, interpretado por Eric Christmas. No primeiro longa temos a treinadora Honeywell, interpretada pela atriz Kim Cattrall, que viria a ser destaque no bem sucedido seriado Sex and the City no final dos anos 90 no papel de Samantha Jones e no primeiro e fodástico Loucademia de Polícia (1984), em papéis sedutores.

No primeiro longa uma das seqüências de grande destaque é quando os garotos da escola estão espiando em um buraco na parede as garotas tomando banho e aparece a professora de ginástica Balbricker. Muito hilária! Icônica no gênero na década!  Os filmes tem o nome de Porky´s por causa da boate Porky´s que tem algumas garotas de programas e strippers e tem o proprietário chamado Porky, interpretado por Chuck Mitchell. O símbolo da boate é um porco, por isso o nome de Porky´s.

No segundo filme Porky´s – O dia seguinte tem uma peça de Shakespeare que os alunos da escola junto com um rapaz indígena vão encenar e tem as suas estripulias como no primeiro filme. Sabe. Um filme desnecessário, que nem precisava ter sido produzido. Nem a boate Porky´s, que intitula o filme, que foi destruída pelos garotos no filme anterior aparece no roteiro. Somente no terceiro filme que a boate volta a aparecer, só que construída em um grande barco.

O famigerado Porky.

O terceiro filme começa com o jovem Pee Wee ( Dan Monahan ) sonhando com a formatura da turma e com até então desconhecida garota sueca Inga ( Kim Evenson ) nua em sua frente com a beca. Sonho que depois no final do filme se torna realidade. Outro momento icônico da franquia. Outro momento marcante do longa é quando a estranha filha de Porky, Blossom ( Wendy Feign )se apaixona por um dos garotos, o fortão e ótimo em basquete, Bife ( Tony Ganios ), que por engano se  aproxima da garota.

A franquia teve um quarto filme em 2009 Pimpin’ Pee Wee que não pude conferir.

Uma franquia divertidíssima que com certeza deve ser redescoberta!

 

Nota para a franquia: 3,5 de 5,0.

Review – Piratas do Espaço ( Space Truckers – 1996).

Por Calil Neto

22 de junho de 2017.

Será que Piratas do Espaço (Space Truckers – 1996) pode ser considerado o Star Crash do diretor norte-americano Stuart Gordon? Ou o Star Wars de Stuart Gordon? Para que não sabe Stuart Gordon dirigiu algumas pérolas do cinema de horror, adaptações de obras de H.P.Lovecraft como Re-Animator e Do Além.  

Além de dirigido, é também produzido por Stuart Gordon e Ted Mann que também escreve o longa, e com grande elenco como o lendário Dennis Hooper, que interpreta John Canyon, um transportador de cargas em um mundo futurista, e “noivo” de Cindy (Deby Mazar de Batman Eternamente e do fofo Beethoven 2), que juntos a Mike Pucci (Stephen Dorff) carregam uma carga suspeita para o planeta Terra e partem em busca da mãe de Cindy, Carol, que é interpretada por uma das queridinhas do diretor Stuart Gordon, Barbara Crampton, que ficou congelada durante um período e não envelheceu.

Um filme tosco, trash e que não deixa de ser divertido, com algumas tiradas de humor. Muito bem produzido! Um dos vilões, que é metade humano, metade robô, interpretado pelo talentosíssimo Charles Dance, requisitadíssimo no cinema e em séries como o belíssimo Game of Thrones, é demais. Muito legal o seu personagem! Este vilão junto com os seus robôs vão lidar com a trupe de John Canyon.

Esse personagem é foda!

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – LEGO Batman: O Filme (2017).

Por Calil Neto

18 de junho de 2017.

LEGO Batman: O Filme é o segundo filme do fantástico e fofo universo cinematográfico do mundo LEGO, iniciado em 2014 com o ótimo Uma Aventura Lego dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller.

Para quem não sabe, também temos o seriado do universo LEGO, baseado nos brinquedos LEGO.

Neste segundo longa dirigido por Chris McKay e com diversos roteirista entre eles o genial Seth Grahame-Smith, temos a marca da Warner e Universo DC que são parceiras, no mundo do protagonista Batman e a sua Gotham City tomada pelos bandidos.

Batman junto com a Liga da Justiça, vão lutar contra os vilões do universo DC , entre eles o Coringa, o mais famoso inimigo de Batman, que se uniram aos monstros clássicos dos anos 80 como King Kong e os Gremlins para destruir Gotham. Batman com a ajuda da filha do comissário Gordon que assumiu o seu lugar, Barbara Gordon, também conhecida como Bat-girl e o filho órfão Robin vão lutar contra essa miscelânea de vilões que querem arruinar a cidade.

Um dos universos mais graciosos da atual geração do nosso cinema norte-americano atual, com uma trilha sonora divertida e melosa em alguns momentos. Para as crianças e para os adultos que na infância puderam brincar de LEGO.

O primeiro e o segundo filme, este spin-off, estão no mesmo nível.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – A Maldição dos mortos-vivos (1988).

Por Calil Neto

17 de junho de 2017

A Maldição dos mortos-vivos (The Serpent and the Rainbow – 1988) é mais um filme da filmografia do diretor Wes Craven falecido em 2015. Inspirado no livro de Wade Davis, lembra um pouco do primeiro filme de zumbis da história do cinema, o clássico Zumbi Branco ou White Zombie, da década de 30, de Victor Halperin, que envolve zumbis, ocultismo e vodus.

No roteiro adaptado de Richard Maxwell e Adam Rodman após passar pela Amazônia o antropólogo Dennis Alan vivido por Bill Pullman vai dos Estados Unidos ao Haiti para buscar uma fórmula, ou seja um pó que traz o mortos de volta à vida, e faça com que a empresa que o contratou lucre com a descoberta.

Um dos filmes mais fraquinhos de Wes Craven, que tem uma melhora nos instantes finais do filme com o uso de efeitos especiais práticos. Mesmo apesar de não ser um dos grandes trabalhos do diretor, temos motivos e elementos no filme que podemos considerar e qualificar o diretor Wes Craven como um dos grandes nomes na direção do gênero horror do cinema norte-americano do século XX.

Nota: 3,0 de 5,0.