Mês: março 2017

Review – King Kong (1976).

Por Calil Neto

15 de março de 2017

King Kong de 1976 é um dos filmes mais famosos do gorila mais prestigiado do cinema. Eu costumo sempre ler entre comentários das pessoas, principalmente nascidas entre os anos 70 e 80 (eu me incluo!), que os filmes produzidos nessas épocas sãos os melhores, e os filmes mais recentes de 2000 para a frente abusam da computação gráfica e não são como seus antecessores.

Eu sei que a garotada curte e muito esses filmes atuais. Sem desmerecê-los.

King Kong de 76 é estrelado por dois ícones do cinema, Jessica Lange (com grande destaque na sua beleza e por que não dizer também boa atuação que foi melhorando com o tempo) e Jeff Bridges, que em 1982 se destacaria no filme clássico da Disney, Tron – Uma Odisséia Eletrônica. Vale lembrar que a atriz Jessica Lange também se destacaria recentemente na televisão, no atualíssimo e elogiado seriado American Horror Story.

 

No longa dirigido muito bem por  John Guillermin adaptado do longa de 1933 é produzido pelo lendário Dino De Laurentiis, produtor de Flash Gordon de 80, Conan, o Bárbaro de 1982, e produtor executivo de king Kong 2, com auxílio do filho Federico De Laurentiis, sendo que o primeiro teve a idéia de realizar o remake do primeiro filme e ainda produzir também a sua sequência. O filme de 1933 foi realizado com a técnica de stop motion e esse remake de 1976, Rick Baker se fantasiou do gorila.  O gorila mecânico desenhado pelo lendário Carlo Rambaldi aparece em pouquíssimos momentos.

Rick Baker

O roteiro do filme não foge muito do roteiro do filme original: um grupo que parte com uma expedição para uma região isolada e encontra o famoso gigante gorila que se apaixona pela mocinha.  Eu acho válido eles continuarem produzindo filmes com o gigante gorila, até com crossover com o monstro japonês Godzilla, mas acho esse filme de 76 o seu melhor filme.

Nota: 4,0 de 5,0.

DVD e Blu-Ray: Rogue One, Animais Fantásticos e A criada para abril de 2017.

Por Calil Neto

14 de abril de 2017.

No mês de abril de 2017 tem muita coisa boa vindo para as locadoras de nosso Brasil. Tem Rogue One, Animais Fantásticos, A Criada, e muito mais.

Animais Fantásticos e Onde Habitam pela Warner para 11 de abril de 2017.

Rogue One – Uma história Star Wars pela Disney para 13 de abril de 2017.

Moana – Um mar de Aventuras pela Disney para 19 de abril de 2017.

Animais Noturnos pela Universal para 12 de abril de 2017.

Manchester à Beira Mar pela Sony para 26 de abril de 2017.

A criada do sul coreano Chan-wook Park pela Focus para 26 de abril de 2017.

Review – Sob o poder da Maldade (1967).

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Por Calil Neto

09 de março de 2017

Sob o poder da maldade é uma produção britânica de 1967 dirigida e escrita por Michael Reeves estrelada por um ator que admiro muito, Boris Karloff, que teve a carreira solidificada com os monstros da Universal. O longa participou da premiere do Festival de Cannes em 1967.

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É uma produção interessantíssima apesar de não mostrar nada revolucionário que apresenta em sua narrativa um casal de idosos, o médico Marcus Monserrat interpretado magistralmente por Karloff e a sua esposa Estelle (Catherine Lacey), que usam o método da hipnose para hipnotizar um rapaz e controlar as mentes das pessoas. O rapaz Mike Roscoe (Ian Ogilvy) fica hipnotizado após passar por um aparelho do casal e passa a agir estranhamente, chegando a roubar a pele de um tigre em uma loja e a cometer assassinatos por uma cidade do Reino Unido. Acima de tudo os sentimentos do rapaz passam a ser sentidos pelo casal. Nota-se que a esposa do médico é muito mais gananciosa do que o marido, e se torna a principal vilã da trama.

Um belo filme que deve ser conhecido pelo fato de ser  o último grande papel da carreira de Karloff, falecido em fevereiro de 1969.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – O morto ambulante (The Walking Dead- 1936).

Por Calil Neto

08 de março de 2017.

O Morto Ambulante (The Walking Dead – 1936) não é o famoso seriado da FOX, mas um belíssimo exemplar do cinema fantástico estrelado por ele, o inglês Boris Karloff, um dos monstros e ícones do cinema de horror do século passado, com distribuição e produção da Warner Bros. Interpretou os famosos monstros Frankenstein e a Múmia do ciclo de monstros da Universal, e até trabalhou com o mestre do cinema italiano Mario Bava.

Dirigido pelo futuro diretor de um dos maiores clássicos do cinema Casablanca (1942), Michael Curtiz, um ano antes, em 1931, tinha interpretado um papel muito parecido em Frankenstein, só que a diferença é que no longa anterior é um monstro que revive. Na narrativa temos um pianista e ex-condenado John Ellman (Boris Karloff) que passa por uma conspiração e é condenado erroneamente à morte em uma cadeira elétrica. O cara revive com a ajuda de um doutor e agora vai se virar contra as pessoas que auxiliarão na sua condenação à cadeira elétrica.

Um belo filme, com o talento de um mestre na atuação do cinema de horror do nosso passado. Os movimentos corporais e gesticulações! Tudo!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Zumbi Branco (White Zombie – 1932).

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Por Calil Neto

06 de março de 2017

Há um tempinho atrás tinha entrado em contato com o curador da Versátil, Fernando Brito, que é uma fineza e pedido para ele o primeiro filme de zumbi da história do cinema estrelado por Bela Lugosi, o ator que ficou eternizado na pele do Drácula, do ciclo de monstros da Universal do começo do século passado, Zumbi Branco (1932), também conhecido no Brasil como Zumbi – A Legião dos Mortos. Não sei se foi apenas eu que pedi, se houveram outras pessoas, mas o pedido foi aceito, no belíssimo box dedicado ao subgênero zumbis Sessão Dupla de Terror, que vem junto com outros clássicos do cinema, como as adaptações de Richard Matheson, de Eu sou a lenda, Mortos que Matam (1964) com Vincent Price e A Última Esperança da Terra (1971) com Charlton Heston.

No longa de Victor Halperin temos um casal que acabou de se casar e vai para o Haiti para a casa do conhecido Charles Beaumont (Robert Frazer). Só que o cara que é fissurado na mulher de Neil Parker (John Harron) e a mulher não dá a mínima para Charles. Temos então o bruxo Legendre (o ótimo como sempre Bela Lugosi) que tem uma usina com vários zombies trabalhando nela, que entra em acordo com Charles que quer conquistar a garota Madeleine (Madge Bellamy). Legendre transforma a garota em uma zombie, e Charles pensa que agora a garota vai amá-lo. Só que Madeleine na forma de zombie não fica da maneira que Charles almejava.

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Apesar de ser o primeiro filme de zumbi do cinema, temos aqui um zombie diferenciado daqueles que foram popularizados nos anos 60 por George Romero.  Podemos dizer um voodoo zombie movie.

O grande destaque de White Zombie sem dúvida alguma é Bela Lugosi. O seu olhar penetrante e a sua intepretação (e a linguagem do corpo) é fenomenal. Um dos grandes atores do cinema de horror de todos os tempos. Uma curiosidade: Rob Cummings , que viria a ser Rob Zombie, fã de filmes de terror, tinha assistido White Zombie, e decidiram com outros membros nomear a banda de rock como White Zombie.

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Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Stranger Things (1ª temporada – 2016).

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Por Calil Neto

Stranger Things é aquela série que deu o que falar no ano de 2016. Todo mundo falava desse série. Em texto de agosto de 2016 da Forbes internacional Stranger Things foi eleita a melhor série original Netflix até o momento, e eu não duvido, além de ser uma série super elogiada pelo mestre do horror Stephen King.

A série é uma homenagem aos anos 80, trazendo o clima de nostalgia principalmente para o público adulto com músicas dessa época, a já veterana atriz Winona Ryder (de Drácula de Bram Stoker, Os Fantasmas se Divertem, Edward Mãos de Tesoura) que somente engrandeceu a série e muito mais. Lembra alguns filmes envolvendo molecadinha como Goonies e Conta Comigo, adaptação de obra de Stephen King, da mesma década.

Eu comecei a assistir o seriado sem conhecer a sua trama, só sabia que o seriado se passa nos anos 80 e tem como uma das finalidades homenagear a década na cultura pop e sabia que tinha um garotinho, chamado de Will Byers (Noah Schnapp) que estava desaparecido e a meninada, os habitantes da cidade e a polícia vão ajudar a encontrá-lo. Não sabia quem era realmente o vilão, se é um alienígena, um monstro, nada a respeito. Depois de assistir alguns episódios, parece que temos alguns monstros, um mundo paralelo (ou mundo das sombras e mundo invertido), uma garotinha chamada de Onze (Millie Bobby Brown) que tem poderes paranormais, temos um local ou um laboratório na cidade onde algumas experiências são realizadas, não sei com qual finalidade. E também tem uma garota de óculos Barb Holland (Shannon Purser) que some também durante uma noitada de uma garotada em uma casa. Depois de alguns episódios sabemos que tem um mundo paralelo, um mundo invertido, ou um mundo sombrio, e os garotos querem descobrir uma fenda que leve para esse mundo. A garota Onze com seus poderes serve como uma mediação entre esses dois mundos. Tem alguns caras que querem impedir que esse mundo sombrio seja descoberto, algo como acontece na pegada do seriado Arquivo-X, que o governo não quer que a verdade seja descoberta.

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Um seriado que não deixa de homenagear a década de 80 com a exibição em um dos momentos de um dos episódios da animação de sucesso He-Man, um pôster de EVIL DEAD e de O Enigma de Outro Mundo, em uma época que reinavam as locadoras de VHS em uma era bem pré-Netflix.

Com certeza uma das grandes séries do Netflix. É uma série que já nasceu cult. Que venha a segunda temporada!

Nota: 4,0 de 5,0.