Mês: fevereiro 2017

Review – 12 horas para sobreviver: O ano da eleição (2016).

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Por Calil Neto

28 de março de 2017

O longa 12 horas para sobreviver: O ano da eleição (The Purge: Election Year), que eu não sei por que deram uma tradução tão longa, dá continuidade ao filme Uma Noite de Crime: Anarquia de 2014. O título traduzido poderia ter sido Uma Noite de Crime 3 (não sei o porquê esse enroletion do título!) ou Uma Noite de Crime: O ano da eleição.

E que filme! Apesar de por um lado demonstrar ainda uma mensagem negativa, um dos conflitos do filme, o certo preconceito em relação à limpeza de negros e pessoas de baixa classe social (uma purificação ou expurgo por parte da elite, uma catarse), e demonstrar também de outro lado uma crítica aos políticos corruptos, vencendo no final os bonzinhos da trama, é de longe o melhor filme da franquia.  É também o filme da franquia melhor produzido com melhor roteiro desde o filme original. Com certeza veremos algo do tipo também no vindouro Get Out (Corra !) também da Blumhouse que mostra um negro que namora uma garota branca e há alguns conflitos com a família. Não sei realmente por que a produtora insiste tanto nessa polêmica temática. Falta de criatividade? Não vi nenhum blog-site comentar a respeito.

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No roteiro do também diretor James DeMonaco, diretor dos três primeiros filmes, temos uma senadora Charlie Roan  (Elizabeth Mitchell) que teve a morte dos familiares durante uma das edições do expurgo anual, e disputa a presidência dos Estados Unidos com um pastor que quer se reeleger e manter os expurgos. A senadora que quer acabar com a Noite de Crimes é protegida pelo ex-policial e agora segurança particular Leo Barner (Frank Grillo), também presente no segundo filme, e vão ter que lutar contra os arruaceiros do expurgo (entre eles uma garota que faz questão de roubar um chocolate de uma loja), e resolver esse conflito, mantendo a ordem dos Estados Unidos. Sei que o cinema de horror tem um dos intuitos de ser transgressor, mas não sei na real que mensagem o roteirista quer passar para o espectador. Algo fantasioso? Uma ideologia?  O filme não deixa de mostrar com as máscaras dos personagens vilões, o patriotismo dos Estados Unidos.

Eu quero meu chocolate!
Eu quero meu chocolate!

 Uma Noite de Crime 4 para 2018 já foi anunciado e talvez tenhamos também um seriado. Vamos aguardar o que vem pela frente.

Nota:3,5 de 5,0.

Review – Bruxa de Blair (2016).

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Por Calil Neto

Bruxa de Blair (Blair Witch – 2016), que primeiramente foi promovido com um título falso, The Woods, e depois que foi revelado como Bruxa de Blair e surpreendeu a galerinha, é dirigido por Adam Wingard, um dos novos queridinhos de filmes de terror recente, diretor de Você é o Próximo (2011) e dos segmentos Tape 56 de V/H/S (2012) e Phase I Clinical Trials de V/H/S 2 (2013).

Com roteiro de um dos freqüentes colaboradores de Adam Wingard, Simon Barret, o longa é a sequência ou REVIVAL do clássico de 1999, que revitalizou o subgênero de fitas encontradas, A Bruxa de Blair, que na época foi lançado com marketing viral, e  muitas pessoas acharam que o filme era real. Na narrativa temos o irmão de Heather, James (James Allen McCune) que estava desaparecido no primeiro filme, que junto com alguns colegas vão para a mesma floresta do primeiro filme com o intuito de realizar um documentário sobre a irmã  desaparecida e esperanças de ainda encontrá-la.

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Um filme como o primeiro filme, com movimento de câmera acelerada e que não revela muita coisa. Um longa que assim como no filme de 1999  tem o intuito de mexer com o imaginário do espectador.

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Essa sequência é aquele filme que deixa principalmente para aqueles que presenciaram na época no cinema ou em home video nos anos 90 aquela sensação de deja-vu e nostalgia, mesmo que o filme original seja bem ainda BEM SUPERIOR.

Nota: 3,0 de 5,0

Review – XX (2017).

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Jovanka Vuckovic com o eterno Luke Skywalker.

Por Calil Neto

Em primeiro lugar eu recomendo que você leitor não saiba nada dos roteiros dos segmentos do filme como eu fiz. ATENÇÃO: O texto contém pequenos spoilers.

XX é a aguardada antologia dirigida apenas por mulheres que teve sua premiere esse ano em Sundance. São quatro segmentos dirigidos por quatro mulheres e o centro de cada segmento é a própria mulher. XX é o cromossomo das mulheres e XY é o cromossomo dos homens. Por isso o nome do filme XX, que é dirigido apenas por mulheres.  Sendo que no gênero horror o espaço é dominado por homens, eles resolveram produzir um longa dirigido apenas pela mulherada. Todos os longas começam com as belas animações em stop-motion realizados pela mexicana Sofia Carrillo.

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Deixo eu falar: sem dúvida alguma os segmentos são interessantes e até macabros. O segmento Box de Jovanka Vuckovic baseado em um conto de Jack Ketchum, é legalzinho com uma mãe com os filhos que encontram um senhor com uma caixa no metrô e o garoto quer saber o que tem dentro da caixa. Depois um a um dos familiares param de comer somente restando a mãe das crianças. Uma trama simplesinha que brinca com a imaginação do espectador, sendo para mim um dos grandes segmentos da antologia.

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Depois vem o segmento The Birthday Party de Annie Clark conhecida no meio musical como St.Vincent em seu debut como diretora, mostra uma mãe que encontra o marido morto dentro do escritório e ela passa a querer esconder o corpo do marido das pessoas que passam em seu caminho. Coloca uma fantasia de urso no marido para o esconder das crianças na festa de aniversário da filha de 7 anos. Nada de novo.

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Logo em seguida vem o segmento Don´t Fall dirigido por Roxanne Benjamin, que para mim é o melhor segmento da antologia, que narra quatro jovens que vão em um trailer para uma região montanhosa, que para mim, me fez lembrar de Quadrilha de Sádicos de Wes Craven, que encontram um hieróglifo dentro da montanha e entre esses desenhos tem um homem com chifres, que com certeza deve ser o bicho ruim. Depois de um tempo uma das garotas passa a ser possuída por provavelmente essa entidade.

O último segmento Her Only Living Son, dirigido por Karyn Kusama, a mesma de Garota Infernal (2009) e do elogiado O Convite (2015), que narra uma mãe solteira que vive com seu filho Andy que está prestes a completar 18 anos. Um segmento que mostra o esforço de uma mãe para cuidar do filho que está prestes a completar a maioridade e a qualquer momento pode se transformar em um monstro.

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Eu curti o filme, é bem produzido, mas eu acredito que os segmentos poderiam ter sido mais ousados. Se não tivermos um XX 2 em breve.

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Nota: 3,0 de 5,0.

Morre George ‘The Animal’ Steel, lutador e ator da cinebiografia de Ed Wood.

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Por Calil Neto

Morre o praticante de wrestler e ator norte- americano William James “Jim” Myers, conhecido como George “The Animal” Steele, que atuou na biografia de Ed Wood (1994), de Tim Burton, na pele do ator, e também lutador sueco Tor Johnson (1903-1971), aos 79 anos

Tor Johnson foi um dos freqüentes colaboradores de Ed Wood, o pior diretor de todos os tempos, diretor de A Noiva do Monstro (1955) e Plan 9 (1959), seu filme mais conhecido.

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Review – Contatos Imediatos de 3º Grau (1977).

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Por Calil Neto

Steven Spielberg é um cara que tem um carinho por filmes que envolvem vidas em outros planetas. Na década de 70, dirigiu e escreveu o clássico Contatos Imediatos de 3º Grau (Close Encounters of the Third Kind- 1977) que em 2017 completa 40 anos, nos anos 80 dirigiu a sua obra-prima na minha opinião  E.T. – O Extraterrestre (1983) e foi produtor-executivo do seriado Falling Skies.

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Neste longa com grande destaque para o ator Richard Dreyfuss, que trabalhou com o diretor também anteriormente em Tubarão, dois anos antes, que através de mensagens de alienígenas  visita com diversos pessoas ao redor do planeta a montanha Wyoming perto de uma área militar onde naves alienígenas secretamente pousam no local. Um filme que envolve também as famosas abduções alienígenas. O espectador vai se deslumbrar mesmo com o filme sem dúvida alguma no terceiro ato quando aparecem realmente os visitantes do planeta Terra criados pelo italiano Carlo Rambaldi. Sem falar que se deslumbra também com a trilha do lendário John Williams.

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Um clássico da filmografia de Spielberg.

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Nota: 4,0 de 5,0.

 

O que eu acho do seriado Desventuras em série (1ª temp – 2017)?

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Por Calil Neto

Lemony Snicket: Desventuras em Série  é adaptação dos livros de Lemony Snicket, pseudônimo do norte-americano Daniel Handler. Em 2004 já teve o filme-adaptado com o astro Jim Carrey também na pele do conde Olaf. Daniel Handler é produtor executivo do seriado.

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Essa nova adaptação da Netflix é um show! Com belíssima direção de arte a adaptação é narrada pelo escritor das obras, Lemony Snicket, que é interpretado por Patrick Warburton de Ted 1 e 2, e que em alguns momentos também participa da trama, estrelado também pelo talentoso Neil Patrick Harris de Os Muppets de 2011 e Garota Exemplar na pele do vilão conde Olaf, que é ator e comanda um grupo de teatro e quer pegar a herança da família Baudelaire “adotando” nos primeiros episódios da temporada os três órfãos filhos dos pais Baudelaire, Klaus (Louis Hynes), Violet (Malina Weissman) e a fofíssima Sunny (Presley Smith). Os pais dos três passaram por uma conspiração e são tidos como mortos em um incêndio de sua casa-mansão. Tudo para o Conde Olaf ficar com a herança da família. Conde Olaf até quer se casar com Violet através de uma fake peça de teatro para passar a pertencer à família Baudelaire.

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Destaque para a interpretação de Neil Patrick Harris e a participação de Presley Smith como a bebêzinha da família que tem o seu próprio linguajar dos bebês e roe as coisas com extrema facilidade. O espectador fica apaixonado pela inusitada personagem em ver sua também inusitada participação no seriado. Cada momento da temporada, os órfãos ficam com uma pessoa de confiança do banqueiro Poe (K. Todd Freeman) que é casado com a jornalista Eleanora Poe (Cleo King), como o tio Monty (o ator indiano Aasif Mandvi), a tia Josephine (Alfre Woodard) e vão parar na serraria Alto-Astral e trabalhar no local. Sempre com o conde Olaf e seus disfarces (o HOMEM se veste até de mulher) indo atrás das crianças para buscar a herança. Nos primeiros episódios o espectador passa a ter uma certa repugnância do personagem conde Olaf, mas depois vai se acostumando com o grande vilão da série. O último episódio deixa em aberto a continuidade do seriado da Netflix que com certeza é sensacional e um sucesso, além de uma grande surpresa.

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Nota: 4,0 de 5,0.