Review – O Corcunda de Notre Dame (1939).

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Por Calil Neto

Conferi a belíssima produção O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame) de 1939 dirigida por William Dieterle com produção da clássica RKO Pictures que produziu o clássico dos clássicos dos cursos de jornalismo Cidadão Kane (1941) e também O Monstro do Ártico (1951), filme que mais tarde ganharia o remake O Enigma de Outro Mundo nos anos 80 nas mãos do diretor John Carpenter.  

Em 1923 tivemos a primeira adaptação da bela obra do francês Victor Hugo (1802-1885), pertencente ao cinema mudo, produzido pela Universal com Lon Chaney, pai de Lon Chaney Jr, no papel do corcunda Quasimodo, que pela aparência para os desconhecedores da obra parece ser um ser aterrador e o vilão da trama. Victor Hugo além de escritor de O Corcunda de Notre Dame, escreveu também o clássico Os Miseráveis (Les Misérables) que foi adaptado para o cinema e para o teatro e da obra O Homem que Ri que ganhou também as suas adaptações. Eu mesmo tive a oportunidade de assistir uma peça magistral de Os Miseráveis no Teatro Abril em São Paulo. A obra também foi adaptada pela Disney, que conferi no cinema, em uma belíssima animação.

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Em 1939 temos a primeira adaptação falada de O Corcunda de Notre Dame, também com fotografia em preto e branco, e a trama se passa no século XV em Paris na França onde uma garota cigana é acusada de assassinato por um chefe de Justiça e somente o Corcunda de Notre Dame (Charles Laughton também dos filmes A Estalagem Maldita do mesmo ano de Alfred Hitchcock e Spartacus de 1960), que bate os sinos e cuida muito bem da Igreja de Notre Dame, pode salvá-la. A garota cigana Esmeralda (Maureen O’Hara também de A Estalagem Maldita) é vista com suas danças sensuais e atraindo os olhares dos marmanjos como uma pecadora, e deve pelo ponto de vista dos religiosos, ser morta.

O filme se passa após a Guerra dos 100 anos, guerra entre França e Inglaterra que durou mais de cem anos, e não deixa de mencionar a questão da liberdade de expressão. Nota-se com afinco a presença da religiosidade no filme.

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A transformação do ator Charles Laughton no personagem Quasidomo está ótima, mesmo para os padrões da época, os anos 30.  O ator também está muito bem em seu personagem. Nos anos 50, ganharia a versão colorida, com Anthony Quinn no papel de Quasimodo.hunchback-of-notre-dame-1939-2

Nota: 3,5 de 5,0.

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