Review – O monstro de duas cabeças (1972).

 

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Por Calil Neto

O Monstro de Duas Cabeças (The Thing with Two Heads – 1972) é uma das pérolas dos anos 70 produzida pela American International Pictures dirigida e escrita por Lee Frost com o ótimo Ray Milland (do também maravilhoso O homem dos olhos de Raio-X de Roger Corman) na pele do doutor, especialista em transplantes, Maxwell Kirshner que está com uma doença terminal e quer que sua cabeça seja implantada em um corpo sadio. O doutor Kirshner é racista e não quer promover um dos seus profissionais da empresa por ele ser negro, o Dr. Fred Williams (Don Marshall). Eles na empresa fizeram um transplante de cabeças com gorilas e agora o doutor quer que os funcionários de sua empresa façam um transplante com ele também.

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Ele pegam um negro, presidiário, que foi preso injustamente, e decidem que a cabeça do doutor que é racista seja implantada neste grande homem negro. E eles fazem um implante. Como no movimento do blaxpoitation, temos um herói, no caso Jack Moss (Roosevelt Grier) que é um cara negro que sofreu abuso do sistema, dominado pelos brancos, em um sistema que é extremamente racista.

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Um filme que aborda a busca pela vida eterna, no caso do doutor Maxwell Kirshner, e o lidar com as diferenças das raças: negros e brancos. Mostra ao colocar a cabeça do doutor Maxwell Kirshner em um corpo negro, que o branco e o negro podem conviver juntos.

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Um divertido filme, tosco em alguns momentos, com poucos recursos, mas com belíssima mensagem.

Nota: 3,0 de 5,0.

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Review – Abominável (Abominable – 2006).

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Por Calil Neto

Para falar a verdade, primeiramente o que me encantou neste filme foi o cartaz, lindo por sinal, mas não é que esse filme não tão conhecido do grande público no Brasil de 2006 também é bonzinho. Abominável (Abominable) é uma produção independente e de baixo orçamento dirigido e escrito pelo jovem Ryan Schifrin com trilha sonora do pai dele Lalo Schifrin (que compôs em diversos filmes como em Horror em Amityville de 1979) que foi convidado pelo filho para compôr para o longa. Segundo Lalo ele compôs para o trabalho (independente) do filho como se tivesse composto para um grande estúdio, que ele também já trabalhou. Neal Fredericks é o diretor de fotografia, o mesmo também de A Bruxa de Blair (1999).

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Os filmes independentes do circuito dos Estados Unidos são ótimos. Em muitos casos com ótimos e conhecidos profissionais no elenco.

Em primeiro lugar o elenco é de primeira, e somente pelo elenco, já vale a bisbilhotada. A criatura, o pé-grande ou abominável homem das neves, é uma fantasia, mas é muito bem produzida. O filme é uma mistura de Janela Indiscreta, clássico de 1954 de Alfred Hitchcock com filme de monstro. O próprio diretor afirma isso. No elenco temos um elenco de primeira que vai para uma região montanhosa em uma época de nevasca. No elenco Matt McCoy (de Loucademia de Policia), que faz o papel de um cara que se acidentou quando escalava uma montanha, morreu a mulher, e está em uma cadeira de rodas e fica espionando as vizinhas acontece em Janela Indiscreta. Temos Dee Wallace (de Quadrilha de Sádicos), e os lendários Jeffrey Combs (de Re-animator) e Lance Henriksen (de Pumpkinhead).

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Somente pelo elenco vale a pena assistir ao filme.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Verão do Medo (1978).

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Por Calil Neto

Verão do Medo (Stranger in Our House – 1978) é um filme produzido para a televisão e exibido pela NBC na noite de Halloween de 78, 31 de outubro de 1978. O longa adaptado de obra de Lois Duncan é dirigido pelo mestre Wes Craven que teve na época como último filme dirigido para a telona o belo Quadrilha de Sádicos em 1977.

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Na trama do filme temos a atriz Linda Blair (do clássico O Exorcista) que interpreta a garota Rachel que adora cavalos e vai enfrentar as forças sobrenaturais de uma bruxa que vem morar com ela e a família Bryant, passando pelo papel da prima de Rachel, que teve os tios mortos junto com a governanta em um acidente de carro. Lee Purcell interpreta a prima Julia, que começa a prejudicar Rachel, como pegar para ela o namorado de Rachel.

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Mesmo que seja um filme televisivo é uma produção que que vale uma espiada por ser um longa dirigido por um dos mestres do horror do século XX, Wes Craven, e por trazer no elenco a atriz Linda Blair, que ficou conhecida internacionalmente por seu papel no clássico O Exorcista, e que depois largou a carreira de atriz e foi se dedicar aos cuidados dos direitos dos animais. Quando lançado em VHS nos anos 80 lá fora, teve o título modificado para Summer of Fear (Verão do Medo).

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – February aka The Blackcoat’s Daughter (2015).

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Por Calil Neto

O debut movie February (2015) depois alterado o título para The Blackcoat’s Daughter para o seu lançamento é dirigido e escrito por Oz Perkins, filho do ator Anthony Perkins, o eterno Norman Bates de Psicose de Alfred Hitchcock. A trilha sonora é do irmão Elvis Perkins.

O indie horror movie foi filmado no Canadá traz duas garotas kat (Kiernan Shipka) e Rose (Lucy Boynton) que estão em uma prestigiosa escola católica. Os pais não aparecem na escola e se atrasam para buscá-las (Kat no começo do filme sonha que seus pais estão mortos) e elas ficam confinadas no local com duas empregadas da escola nas férias de inverno.

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Em paralelo Joan (Emma Roberts), que sai sem autorização de uma clínica psiquiátrica pega carona em um ponto de ônibus com um casal que conta uma estória estranha sobre a filha. O casal diz que Joan é muito parecida com a filha.

Tem uma sequência do longa onde Joan está tomando banho em um local na estrada que me lembrou da sequência clássica do chuveiro do filme Psicose, filme estrelado pelo pai de Oz nos anos 60. Não deixa de ser uma homenagem.

Um filme que traz também a possessão de um dos personagens, Kat.

É um bom filme, mas acho que foi superestimado.

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – O Lar das Crianças Peculiares (2016).

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Por Calil Neto

O Lar das Crianças Peculiares é a produção fantasiosa de 2016 dirigida pelo surpreendente e macabro como sempre Tim Burton, adaptação de livro de Ransom Riggs.

UM POUCO DE SPOILERS.

Jake ( o promissor Asa Butterfield) sempre ouvia histórias de seu avô (o veterano Terence Stamp) sobre a sua juventude em um orfanato sobrenatural e de suas crianças peculiares perto de Wales. Não sei se o garoto acreditava nas histórias do avô. Um dia Jake encontra uma fenda onde fica o orfanato que foi destruído e volta no tempo, mais precisamente para 1943, nas proximidades do final da 2ª guerra mundial. A guerra terminou em 1945. Neste local encontra a matriarca do orfanato, a Miss Peregrine (Eva Green, mostrando que a atriz também sabe fazer papéis não sensuais), e fica sabendo que seu avô também era peculiar e passou pelo local e que ele também é especial.

miss-peregrines-home-movie-posters-charactersSabemos a partir daí que tem as pessoas peculiares do bem e as do mal, comandadas por Barron (o ótimo como sempre Samuel L. Jackson, que está muito bem caracterizado) que junto com os peculiares do mal e os etéreos (que lembram muitos os Lickers do jogo Resident Evil, mas com pernas de pau) querem se alimentar dos olhos da crianças peculiares e se tornarem eternos. Somente Jake os enxerga, essa é uma das especialidades do garoto.

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Um ótimo filme que usa e abusa como sempre das cores frias, e que traz personagens caricatos e bem expressivos que são marcas dos filmes de Tim Burton. Com ótima direção de arte e belos efeitos visuais e de maquiagem!

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Um filme que não perde muito para os primeiros filmes da carreira do diretor norte-americano como Os Fantasmas se Divertem, Edward Mãos de Tesoura e Marte Ataca! nos anos 80 e 90.  Seria uma volta às origens? Se ele dirigir Beetlejuice 2 vai ser.

O Lar das Crianças Peculiares é um dos melhores trabalhos recentes do diretor Tim Burton.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – 20.000 léguas submarinas (1954)

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Por Calil Neto

20.000 léguas submarinas (20,000 Leagues Under the Sea – 1954) é uma das adaptações, senão a mais famosa, da obra clássica homônima do escritor francês Júlio Verne publicada no século XIX com produção dos estúdios Disney.

Mesmo por ser produzida nos anos 50, é um filme caprichado que somente poderia vir dos estúdios Disney.

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 Dirigida por Richard Fleischer e com roteiro adaptado de Earl Felton, temos na trama alguns navios que têm sumido misteriosamente, e segundo alguns marinheiros e viajantes é um monstro que tem ocasionado esses estranhos desaparecimentos. O professor Pierre Aronnax (Paul Lukas), seu assistente, Conseil (Peter Lorre), e um profissional em pesca marítima, o desbravado Ned Land (Kirk Douglas) vão tentar desvendar esse mistério. Eles descobrem um submarino enorme, chamado Nautilus, que se assemelha a um monstro, comandado pelo capitão Nemo (James Manson) que pode ser o responsável pelos desaparecimentos desses barcos. O capitão Nemo e os seus tripulantes se isolam neste submarino como uma forma de escapismo do mundo.

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Kirk Douglas cantando é ótimo!

Um filme que por ter no elenco algumas lendas do cinema como Kirk Douglas e Peter Lorre, vale a pena dar uma conferida. É um filme que tem sem sombra de dúvidas a magia Disney.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – A companhia dos Lobos (1984).

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Por Calil Neto

A companhia dos lobos (The Company of Wolves – 1984) é uma versão dark  e sombria do conto de fadas de Chapeuzinho Vermelho e o lobo mal. A Garota da Capa Vermelha com a atriz Amanda Seyfried também é dark, mas não chega aos pés desse A companhia dos Lobos.

O longa A companhia dos Lobos filmado na Inglaterra é dirigido e escrito por Neil Jordan, o segundo trabalho como diretor o mesmo do belíssimo clássico Entrevista com Vampiro (1994) e  Byzantium (2012), baseado em uma obra (um conto) de Angela Carter que também dá uma mão no roteiro. O filme foi distribuído nos cinemas dos Estados Unidos pela lendária Cannon Films.

No filme temos uma vovózinha, Granny, interpretada pela ótima Angela Lansbury, a mesma do clássico Morte Sobre o Nilo de 1978, um filme que marcou minha infância, que fica contando diversos casos reais conhecidos por ela sobre lobisomens para a netinha Rosaleen, interpretada por Sarah Patterson. Um filme que tem um pouco de dose de sensualidade no envolvimento de Rosaleen com o lobisomem que quando homem é um caçador no terceiro ato do filme.

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Um ótimo filme com belíssimos efeitos especiais práticos, em um período pré-CGI, competente trabalho de maquiagem e para mim um dos melhores filmes envolvendo p subgênero lobisomens. Um filme que está no nível do clássico Um Lobisomem Americano em Londres também dos anos 80 de John Landis que deu merecidamente a estatueta do Oscar de melhor maquiagem para Rick Baker.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – The Last Showing (2014).

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Por Calil Neto

The Last Showing (2014) é o terceiro longa do inglês Phil Hawkins, que também produz e escreve o roteiro desse belíssimo thriller independente britânico. Neste longa de baixo orçamento temos o veterano Robert Englund, o eterno Freddy Krueger, em um filme que não deixa de prestar uma homenagem ao diretor norte-americano Wes Craven, ao mostrar dois jovens que vão ao cinema para assistir Quadrilha de Sádicos 2 (The Hills Have Eyes Part II de 1984, dirigido por Craven). A homenagem está tanto na presença de Robert Englund no filme quanto na abordagem do filme QS2.

O filme teve a sua estreia no FrightFest edição 2014 em Londres, na Inglaterra,  e traz dois jovem, apenas eles no cinema, que se envolvem em uma loucura do projecionista do local em uma sessão da meia-noite. Quando li a sinopse desse filme antes do lançamento, eu falei: tenho que assistir esse filme.

O projecionista de cinema Stuart Lloyd (Robert Englund) trabalha no ramo faz 25 anos e quer fazer seu próprio filme com pessoas reais sendo ele o herói da trama, e transformar Martin (Finn Jones do seriado Game of Thrones) que vai com a namorada Allie (Emily Berrington) ao cinema e ficam presos no local, no vilão da trama.

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The Last Showing não é um blockbuster que custou muito, mas pelo seu roteiro inteligente (um filme dentro de outro filme – uso da metalinguagem) e competente produção consegue atrair a atenção do espectador. E ainda mais: com o ator Robert Englund fazendo os seus ótimos vilões como sempre, ele é ótimo, é uma produção que não deve ser deixada de lado.

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Nota: 3,5 de 5,0.