Review – As três máscaras do terror – Black Sabbath (1963).

BlackSabbathFeat

 

Por Calil Neto

As três máscaras do terror (1963) é um dos melhores filmes da carreira do genial diretor italiano Mario Bava, senão o melhor trabalho dele conhecido também como mestre do macabro.

É uma antologia com 3 episódios inspirados em contos de Aleksei Tolstói, Ivan Chekhov e F.G. Snyder: o primeiro deles na versão italiana é O Telefone, baseado em conto de F.G. Snyder que se assemelha a um giallo que com certeza o diretor norte-americano Wes Craven deve ter se inspirado neste episódio como umas das inspirações para realizar a franquia slasher Pânico. O episódio apresenta uma garota que é perseguida por um homem que faz ameaças a ela por telefone. O mais fraquinho dos três.  O segundo episódio O Wurdalak baseado em conto de  Tolstói, envolve vampiros com a participação do veterano experiente Boris Karloff que foi um dos atores ícones da fase dos monstros da Universal.  O último é A Gota D´Água baseado em conto de  Ivan Chekhov que mostra uma enfermeira que rouba o anel de uma senhora falecida que estava exposta em uma cama, e depois a sua assombração volta para se vingar. Na minha opinião, o melhor episódio da antologia. Boris Karloff é quem apresenta os episódios nas duas versões, mas são apresentações completamente diferentes nas diferentes versões. Como curiosidade o conto de Tolstói deu origem ao longa A Noite dos Demônios de 1972 do diretor italiano Giorgio Ferroni.

O lendário Boris Karloff.
O lendário Boris Karloff.

O episódio que mais curti foi A Gota D´Água, depois vem O Wurdalak com Boris Karloff, e depois O Telefone.

Black Sabbath que é a famosa versão remontada pela American International Pictures para o público norte-americano e com cenas inéditas e alternativas, e que serviu de inspiração para o nome da banda lendária de rock Black Sabbath. Na versão americana o primeiro episódio é A Gota D´Água, depois vem O Telefone e para encerrar com chave de ouro O Wurdalak, com Boris Karloff. Acredito que eles quiseram encerrar na versão americana com O Wurdlack para fechar a antologia com chave de ouro com a presença de Boris Karloff que fez história na indústria de cinema norte-americano.

As três máscaras do terror com clima atmosférico e pertubador, com belíssima direção de arte e fotografia, considero que é uma das melhores antologias do terror de todos os tempos. Mario Bava é foda!

Nota: 5,0 de 5,0 para ambas as versões.

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