Mês: abril 2016

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965).

 

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Por Calil Neto

Russ Meyer é o rei do sexploitation, produções que exploravam o sexo e a violência, em algumas delas com nudez. Russ Meyer foi fotógrafo da revista Playboy americana e depois começou a se aventurar no cinema com produções nada convencionais para a época. A primeira câmera do diretor foi um presente de sua mãe, quando ele era pequeno.

Russ Meyer que gostava de produções envolvendo mulheres com grandes peitos tem diversos admiradores pelo mundo, entre eles o figuraça Lloyd Kaufman, presidente e co-fundador da produtora americana Troma e o diretor Quentin Tarantino.

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Neste post vou falar de um dos maiores clássicos da filmografia de Russ Meyer, que se tornou cult com o passar dos anos, Faster, Pussycat! Kill! Kill! de 1965 com fotografia em preto e branco, que narra três dançarinas strippers que são apegadas ao dinheiro e ao sexo e querem pegar o dinheiro de um velho que mora em uma casa em um deserto com seus dois filhos e que anda em uma cadeira de rodas.

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A produção envolve diálogos de duplo sentido, algumas com conotação sexual, e era violento para os padrões da época.  Participação da atriz Tura Satana no papel de Varla que faleceu em 2011 aos 72 anos.

O já falecido Russ Meyer.
O já falecido Russ Meyer.

 

Filmaço!

 

Nota: 4,0 de 5,0.

Krampus: O Terror do Natal (2015).

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Por Calil Neto

Como não canso de afirmar adoro filmes que se passam nesse época do ano, o Natal. E agora fazer uma produção envolvendo Krampus virou moda.

Krampus: O Terror do Natal é uma megaprodução com produção da Universal e da Legendary que custou 15 milhões de dólares. Orçamento megamilionário se comparado ao filme independente Krampus: O Justiceiro do Mal de Jason Hull que custou menos de 1 milhão de dólares e que até que é divertido e convence.

 Krampus foi co-escrito e dirigido por Michael Dougherty, o mesmo da antologia O Conto dos Dia das Bruxas de 2007. Krampus é um anti-Santa Claus e é uma fábula de um folclore europeu. Krampus pune as crianças que se comportaram mal durante o ano.

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Imagem: Instagram.

No longa Krampus e seus auxiliares vão tentar destruir o Natal de uma família. Devo confessar que até os 15 minutos de exibição não parece que estamos assistindo a um filme de terror, parece mais um filme com clima natalino, mas depois que aparece a nevasca e a queda de energia na cidade as coisas começam a complicar.

Um belo filme com belos efeitos em CGI. E com o personagem vilão Krampus muito bem feitinho.

A atriz Toni Collette.
A atriz Toni Collette. Imagem: Instagram.

 

Nota: 3,0 de 5,0.

 

Motel Hell (1980).

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Por Calil Neto

Um filme com humor negro e canibalismo, dirigido por Kevin Connor, esse é Motel Hell (Motel Diabólico) de 1980 que com certeza estava querendo seguir os passos do sucesso do clássico de Tobe Hooper de 1974, O Massacre da Serra Elétrica. Em sua narrativa temos uma dupla de proprietários de um motel e fazendeiros Vincent Smith, interpretado pelo ator de filmes B  Rory Calhoun e sua irmã Ida (Nancy Parson) que ficam na estrada caçando com armadilhas pessoas para servirem de aperitivos durante a refeição.

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O interessante desse filme é que a dupla de canibais tem um jardim secreto onde eles colocam suas vítimas enterradas lá com apenas a cabeça de fora, deixando um saco para cobri-las, como se fosse uma plantação de cabeças. Os donos do motel falam para seus clientes que eles estão comendo carne defumada com um tempero especial. A sequência icônica desse clássico dos anos 80 é quando Vincent está correndo atrás de suas vítimas com uma serra elétrica com a máscara de um porco.

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Para quem gosta dos filmes de terror dos anos 80 do circuito norte-americano, para mim a melhor década do gênero, é uma prato cheio.

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Nota: 3,5 de 5,0.

Camisinha Assassina (Alemanha/ Suíça – 1996).

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Conferi essa pérola da tosqueira, do cinema trash e bagaceiro mundial, Camisinha Assassina ( Killer Condon – 1996) dirigida por Martin Walz. Com roteiro baseado em HQ de Ralf König e com distribuição norte-americana pela produtora independente de ótimos filmes trash a Troma traz em seu enredo um policial que passa a investigar a decepação de pênis de diversos homens que estavam transando em um pacato motel e em alguns locais de Nova York (como um canditado à presidência dos EUA que perde o pênis em uma banheira).

SPOILER

Mais para o final do filme, percebemos que tem uma fanática religiosa que convoca um professor para produzir essas camisinhas assassinas para exterminar os gays e as pessoas com mente poluída. Segundo a personagem fanática os homens foram feitos para se relacionar com mulheres apenas. Depois o próprio filme desconstrói esse preconceito da personagem com a frase do detetive de que as pessoas devem se relacionar com quem elas querem: sejam do mesmo sexo ou não. O filme aborda a questão das relações gays no mundo e defende os seus direitos.

Um filme trash, tosco, com atuações amadoras e bem divertido. Além de bem bolado.

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Nota: 3,0 de 5,0.

O Cinema de Kurosawa em maio pela Versátil.

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Por Calil Neto

Para quem curte cinema japonês como eu e Akira Kurosawa. diretor de clássicos como Sonhos (amo!) e Os Sete Samurais, uma coleção imperdível da Versátil.

Com entrega a partir de 15 de maio e preço a principio de R$ 69,90, a Versátil apresenta, com venda exclusiva pela Livraria Cultura, O CINEMA DE KUROSAWA, digistack com 3 DVDs que reúne 5 clássicos em inéditas versões restauradas do mestre Akira Kurosawa (1910-1998), o mais consagrado cineasta do Japão, além de um documentário inédito sobre sua obra. Edição Limitada com 6 cards.

DISCO 1
VIVER (“Ikiru”, 1952, 143 min.)
Com Takashi Shimura, Nobuo Kaneko, Shinichi Himori.

Um burocrata idoso pensa apenas em ganhar dinheiro, mas tudo muda quando descobre que está com câncer. Premiado em Berlim, esse drama sobre a velhice é uma das obras máximas de Kurosawa.

UMA MENSAGEM DE KUROSAWA (“Kurosawa Akira Kara no Messeji”, 2000, 82 min.)
Com Akira Kurosawa, Kazuo Kurosawa.

Por meio de várias entrevistas de arquivo realizadas ao longo da carreira de Kurosawa, temos um retrato fascinante sobre seu processo de criação, a relevância de sua obra no cinema japonês e seu incrível legado.

DISCO 2
RALÉ (“Donzoko”, 1957, 125 min.)
Com Toshiro Mifune, Isuzu Yamada, Kyoko Kagawa.

Baseado na obra do russo Máximo Górki, Ralé é uma tragicomédia sobre o cotidiano de hóspedes de numa miserável pensão. Um dos grandes filmes do mestre, com comentários em áudio do renomado crítico Donald Richie.

JUVENTUDE SEM ARREPENDIMENTO (“Waga seishun ni kuinashi”, 1946, 108 min.)
Com Setsuko Hara, Susumu Fujita, Denjiro Okochi.

Jovem estudante tem sua vida transformada quando seu pai, um professor universitário, é encarcerado pelo exército em razão de seu passado de militância política. O encontro de Kurosawa com a luminosa Setsuko Hara.

DISCO 3
UM DOMINGO MARAVILHOSO (“Subarashiki Nichiyobi”, 1947, 108 min.)
Com Isao Numasaki, Chieko Nakahita, Atsuhi Watanabe.

Um dia na vida do casal Yuzo e Masako, que mesmo com pouco dinheiro tentam fazer de seu domingo juntos um dia inesquecível. Fascinante filme sobre a vida no Japão do pós-guerra.

ANATOMIA DO MEDO (“Ikimono no Kiroku”, 1955, 103 min.)
Com Toshiro Mifune, Takashi Shimura, Minoru Chiaki.

Convencido de que sua família, como todo o Japão, corre o risco de um holocausto nuclear, homem se esforça por convencê-los a fugir para o Brasil. Uma das grandes atuações da carreira de Toshiro Mifune.

VÍDEOS EXTRAS: Comentário em áudio de “Ralé” (125 min.), Especiais (48 min.) e Trailers (7 min.)

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