A Marca do Medo (2014).

capa

Por Calil Neto

Em 10 de julho de 2014, foi lançado nos cinemas brasileiros A Marca do Medo (2014), pela clássica produtora de filmes de horror inglesa a Hammer. Há décadas, a produtora inglesa  trabalha com o gênero e foi importantíssima na carreira de grandes nomes do cinema, como Peter Cushing (1913-1994) e Christopher Lee (1922).

Mas tem demonstrado em suas últimas produções, uma decepção.

The Quiet Ones (2014), ou seja A Marca do Medo, título que recebeu no Brasil, tem como enredo uma pesquisa, que está sendo realizada na década de 70, em uma garota, Jane Harper, interpretada por Olivia Cooke (do seriado Bates Motel), pelo professor Joseph Coupland (Jared Harris – Lincoln, e Poltergeist – 2015), e a documentação filmada e registrada pelos alunos do professor, que teve que investir com os próprios recursos o experimento. Há suspense em relação a perturbação da jovem Jane, se ela está com alguma doença da mente ou se está realmente possuída por alguma entidade do mal.

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Em alguns momentos da produção a atriz Olivia Cooke, com belíssima atuação, esbanja e abusa da sensualidade na tela na interpretação da perturbada Jane.

A direção de arte é impecável, com os figurinos dos personagens, com os penteados, as ambientalizações, os objetos em cena, representando muito bem a época em questão. A trilha é composta pelo competente espanhol Lucas Vidal (de O Corvo – 2012).sam-claflin-laura-haddock-the-quiet-ones-premiere-03

A Marca do Medo, realizado com baixissimo orçamento, é apresentado desde o começo como baseado em fatos reais (experimentos de Philip), e aborda os temas sobrenatural e possessão demoníaca, e é dirigido pelo novato John Pogue (Quarentena 2) com roteiro de Tom de Ville, Craig Rosenberg, Oren Moverman e John Pogue.

Apesar do título em português, a produção infelizmente não desperta medo e tensão alguma no espectador, e não apresenta nenhuma novidade no gênero, se tornando previsível logo após algum tempo de exibição. Uma produção que peca pela falta de originalidade em propor algo novo no gênero. THE-QU~1

Uma pena para uma produtora respeitada em um passado não tão longinquo como a Hammer. Produzido pela lendária Hammer, era de se esperar algo melhor.

Nota: 2,5 de 5,0.

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