A Repossuída (1990).

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Por Calil Neto

Revi agora em 2014 essa pérola do cinema, que assisti há muito tempo atrás no canal pago TNT, final da década de 90, comecinho dos anos 2000, numa madrugada.

No dia, eu estava programado para assistir pela primeira vez o clássico O Exorcista (1973), do competentíssimo William Friedkin, que para mim e para muitos é a   produção mais assustadora da história do cinema de horror, só que na grade da programação da TNT, fizeram uma sessão dobradinha, com o A Repossuída antes do grande clássico do gênero. No instante, estranhei, e pensei que estava vendo O Exorcista (1973), e percebi que era a sua paródia que estava sendo exibida, aos ver as baboseiras (no bom sentido!) e o mestre do bom humor, o ator Leslie Nielsen contracenando com a atriz Linda Blair, a atriz do filme original.

O longa, que teve o orçamento de quase 1 milhão e meio de dólares, é dirigido e roteirizado por Bob Logan, que trabalhou no desenvolvimento do seriado e desenho animado dos Caça-Fantasmas (1986), e alguns trabalhos nem tão conhecidos do grande público, e tem a missão de transformar um clássico do cinema de horror em uma comédia pastelão, algo que veríamos anos mais tarde nas franquias Todo Mundo em Pânico e Inatividade Paranormal. Na produção estavam Jean Higgins (Lost), Mario Kassar (O Vingador do Futuro, ShowGirls, Alucinações do Passado), como produtor executivo, e Steve Wizan (Beijos que Matam).

A Repossuída tem o elenco liderado por dois talentosos atores que admiro muito: Linda Blair (O Exorcista, Pânico, Savage Streets, Noite Infernal) e o saudoso Leslie Nielsen, que se destacaria na carreira de ator com o seu humor debochado e inteligente, em franquias de sucesso que merecem ser aqui mencionadas e conhecidas, como Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu e Corra que a Polícia vem Aí!, nos anos 80 e 90.

Dois ídolos... Linda Blair e Leslie Nielsen.
Dois ídolos… Linda Blair e Leslie Nielsen.

Linda Blair faz na trama o papel de uma mãe de família, Nancy Aglet, que volta a ser possuída pelo demônio, após assistir um programa televisivo com os filhos e o marido. Durante a infância a moça também foi possuída por essa entidade maligna, e alguns indivíduos picaretas querem transmitir o ato de exorcismo pela televisão, e lucrar $$$$ com a possessão da mulher.

A família de Nancy faz de tudo para tirar o mal que domina o corpo da mãe, e chama o padre Luke Brophy (Anthony Starke), para auxiliá-los, mas apenas um padre mais experiente, Jebedaiah Mayii (Leslie Nielsen), que exterminou o mal de Nancy na infância pode enfrentar esse mal que voltou novamente para as suas vidas.

A comédia tem de tudo, até o sósia do papa João Paulo II tentando junto com outros religiosos, exorcizar a jovem.

Não sei se a intenção da produção era abordar de forma satírica a vida adulta da menina Regan, nome do personagem de Linda Blair em O Exorcista, mas devido a problemas de direitos autorais, podem ter alterado o nome da personagem no filme em questão, para Nancy Aglet. A Repossuída está nas mãos da Carolco Pictures, enquanto O Exorcista está nas mãos da Warner Bros, que adquiriu os direitos de adaptação do livro de Willian Peter Blatty.

Ops...
Ops…

 

A competente maquiagem de A Repossuída está nas mãos de Steve LaPorte (Oz: Mágico e Poderoso, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, Cônicos e Cômicos) e o encarregado dos efeitos visuais é Sam Nicholson (Os Caça-Fantasmas 2, Highlander 2: A Ressurreição, Halloween 2: O Pesadelo Continua – 1981). Nos efeitos especiais está L. Danielle Villegas.

A Repossuída além de parodiar na maior parte de exibição o clássico O Exorcista, parodia outras produções de sucesso como O Mágico de Oz (1939), Rocky – Um Lutador (1976), Guerra na Estrelas – Star Wars (1977), Poltergeist – O Fenômeno (1982), e filmes do Rambo, e o Batman (1989), de Tim Burton. 

Em A Repossuída pode ter certeza que você leitor vai mais gargalhar e se divertir do que sentir medo da feiosa personagem caracterizada por Linda Blair. Como eu sempre digo: produções com Leslie Nielsen, do qual sou muito fã, são sempre muito boas e engraçadas, além de muito inteligentes, humor difícil de se encontrar nos humoristas das novas gerações. 

Que renasça um novo Leslie Nielsen em breve!

Nota: 3,0 de 5.0. 

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