Confira a lista de vencedores da 67a edição do Festival de Cannes.

Festival de Cannes 2014

Por Calil Neto

A lista de vencedores da 67a edição do prestigiado festival de cinema, Cannes, realizado todo ano na França.

Competição oficial

Palma de Ouro
Winter Sleep (Kis Uykusu), de Nuri Bilge Ceylan – Turquia, França, Alemanha

Grand Prix
The Wonders (Les Merveilles), de Alice Rohrwacher

Melhor diretor
Bennett Miller, por Foxcatcher

Melhor ator

Timothy Spall, por Mr. Turner

Melhor atriz
Julianne Moore
, por Maps to the Stars

Prêmio do júri
Mommy, de Xavier Dolan, e Adieu au langage, de Jean-Luc Godard

Melhor roteiro
Andrey Zvyagintsev e Oleg Negin, por Leviathan

Camera d’Or (para diretores estreantes)
Party Girl
, de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis

Melhor curta
Leidi, de Simon Mesa Soto

Melhor curta – menção honrosa
Aissa, de Clement Trehin-Lalanne

Prêmio do júri ecumênico
Timbuktu, de Abderrahmane Sissako

Mostra Un Certain Regard

Prêmio Un Certain Regard
White God, de Kornel Mundruczo

Prêmio do júri
Force Majeure, de Ruben Ostlund

Prêmio especial do júri
The Salt of the Earth, de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

Melhor elenco
Party Girl

Melhor ator
David Gulpilil
, de Charlie’s Country

Quinzena dos Realizadores

Prêmio Art Cinema Award
Les Combattants
, de Thomas Cailley

Prêmio da Society of Dramatic Authors and Composers Prize
Les Combattants

Europa Cinemas Label
Les Combattants

Semana da Crítica

Grande Prêmio
The Tribe, de Myroslav Slaboshpytskiy

Prêmio Visionário
The Tribe

Prêmio da Society of Dramatic Authors and Composers Prize
Hope, de Boris Lojkine

FIPRESCI – Federação Internacional de Críticos de Cinema

Competição
Winter Sleep

Un Certain Regard
Jauja
, de Lisandro Alonso

Quinzena dos Realizadores
Les Combattants

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PlayArte é a distribuidora de Frankenstein’s Army (2013) no Brasil, com o título O Exército das Trevas.

O_EXRC~1Direção: Richard Raaphorst.

Países: Holanda, Estados Unidos e República Tcheca.

No final da Segunda Guerra Mundial, soldados russos invadiram um laboratório secreto dos nazistas – no qual os cientistas vinham trabalhando secretamente nos experimentos do diário de um certo Dr. Victor Frankenstein. Eles criaram um exército de super soldados usando partes de seus companheiros mortos em batalha – a última tentativa desesperada de Hitler para evitar a derrota.

Lançamento: em DVD provavelmente neste primeiro semestre de 2014 nas locadoras. Muito breve!

 

 

Review – Godzilla (2014).

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Atualizado (08 de novembro de 2015)

Por Calil Neto 

Neste ano de 2014, o monstro japonês Godzilla completa 60 anos de existência, e nada melhor do que um reboot muito bem produzido para resgatá-lo. 

A direção é do novato Gareth Edwards (Monstros – 2010), que provavelmente com esse trabalho de rebootização do Godzilla deve ganhar uma maior visibilidade no circuito americano e mundial. O roteiro é de Max Borenstein, em uma produção da Warner Bros. com a Legendary Pictures em parceria com a japonesa Toho.

ORIGEM DO MONSTRO

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O longa original, Gojira, é de 1954, japonês, foi dirigido por Ishirô Honda, (em preto e branco), em uma produção que representa os efeitos das bombas atômicas lançadas pelos americanos no Japão, durante o período da 2ª Guerra Mundial, e que abalaram a sociedade japonesa.

Godzilla é um monstro submarino de milhões de anos, que se se fortalece com a radiação. É uma crítica ao poder bélico americano, o que é algo meio que contraditório, ao vermos esses remakes ou reboots do franquia, sendo produzidos por americanos em parceria com os japoneses.

Nesses 60 anos de existência, o Godzilla enfrentou diversos outros monstros gigantescos, entre eles o também famoso King Kong.

Confira a lista de filmes:

Godzilla (1954) Godzilla raids again (1955) King kong vs. Godzilla (1962) Mothra vs. Godzilla (1964) Ghidrah, the three headed monster (1964) Invasion of the astro-monster (1965) Ebirah, horror of the deep (1966) Son of Godzilla (1967) Destroy all monsters ( 1968) Godzillas revenge (1969) Godzilla vs. Hedorah (1971) Godzilla vs. Gigan (1972) Godzilla vs. Megalon (1973) Godzilla vs. Mechagodzilla (1974) Terror of Mechagodzilla (1975) The return of Godzilla (1984) Godzilla vs. Biollante (1989) Godzilla vs. King ghidorah (1991) Godzilla & Mothra (1992) Godzilla vs. Mechagodzilla ii (1993) Godzilla vs. Space godzilla (1994) Godzilla vs. Destroyah (1995) Godzilla (1998) Godzilla 2000: millennium (1999) Godzilla x Megaguirus (2000) G.m.k: giant monsters all-out attack (2001) Godzilla x Mechagodzilla (2002) Godzilla tokyo sos ( 2003) Godzilla: final wars (2004) Godzilla (2014)

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O filme teve o orçamento estrondoso de 160 milhões de dólares faturando mais de 195 milhões de dólares, 93,2 milhões de dólares só nos Estados Unidos no primeiro final de semana, e já teve a sequência confirmada pela Warner Brothers e Legendary Pictures. Será que teremos uma trilogia sobre o monstro gigantesco? Se depender das bilheterias, tudo é possível. Seria muito bom.

Godzilla 2 estreia em solo americano em 08 de junho de 2018. E o crossover Godzilla vs Kong estreia em 2020.

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Godzilla (2014) aborda o drama familiar, como a perda dos pais, e a luta pela reconstrução de um planeta dominado por monstros gigantescos que se fortalecem com a radiação, com belíssimos efeitos visuais e efeitos especiais.

Ótima recomendação! Belíssimo filme em belíssima homenagem ao clássico de 1954.

Nota: 4,0 de 5,0.

A Repossuída (1990).

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Por Calil Neto

Revi agora em 2014 essa pérola do cinema, que assisti há muito tempo atrás no canal pago TNT, final da década de 90, comecinho dos anos 2000, numa madrugada.

No dia, eu estava programado para assistir pela primeira vez o clássico O Exorcista (1973), do competentíssimo William Friedkin, que para mim e para muitos é a   produção mais assustadora da história do cinema de horror, só que na grade da programação da TNT, fizeram uma sessão dobradinha, com o A Repossuída antes do grande clássico do gênero. No instante, estranhei, e pensei que estava vendo O Exorcista (1973), e percebi que era a sua paródia que estava sendo exibida, aos ver as baboseiras (no bom sentido!) e o mestre do bom humor, o ator Leslie Nielsen contracenando com a atriz Linda Blair, a atriz do filme original.

O longa, que teve o orçamento de quase 1 milhão e meio de dólares, é dirigido e roteirizado por Bob Logan, que trabalhou no desenvolvimento do seriado e desenho animado dos Caça-Fantasmas (1986), e alguns trabalhos nem tão conhecidos do grande público, e tem a missão de transformar um clássico do cinema de horror em uma comédia pastelão, algo que veríamos anos mais tarde nas franquias Todo Mundo em Pânico e Inatividade Paranormal. Na produção estavam Jean Higgins (Lost), Mario Kassar (O Vingador do Futuro, ShowGirls, Alucinações do Passado), como produtor executivo, e Steve Wizan (Beijos que Matam).

A Repossuída tem o elenco liderado por dois talentosos atores que admiro muito: Linda Blair (O Exorcista, Pânico, Savage Streets, Noite Infernal) e o saudoso Leslie Nielsen, que se destacaria na carreira de ator com o seu humor debochado e inteligente, em franquias de sucesso que merecem ser aqui mencionadas e conhecidas, como Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu e Corra que a Polícia vem Aí!, nos anos 80 e 90.

Dois ídolos... Linda Blair e Leslie Nielsen.
Dois ídolos… Linda Blair e Leslie Nielsen.

Linda Blair faz na trama o papel de uma mãe de família, Nancy Aglet, que volta a ser possuída pelo demônio, após assistir um programa televisivo com os filhos e o marido. Durante a infância a moça também foi possuída por essa entidade maligna, e alguns indivíduos picaretas querem transmitir o ato de exorcismo pela televisão, e lucrar $$$$ com a possessão da mulher.

A família de Nancy faz de tudo para tirar o mal que domina o corpo da mãe, e chama o padre Luke Brophy (Anthony Starke), para auxiliá-los, mas apenas um padre mais experiente, Jebedaiah Mayii (Leslie Nielsen), que exterminou o mal de Nancy na infância pode enfrentar esse mal que voltou novamente para as suas vidas.

A comédia tem de tudo, até o sósia do papa João Paulo II tentando junto com outros religiosos, exorcizar a jovem.

Não sei se a intenção da produção era abordar de forma satírica a vida adulta da menina Regan, nome do personagem de Linda Blair em O Exorcista, mas devido a problemas de direitos autorais, podem ter alterado o nome da personagem no filme em questão, para Nancy Aglet. A Repossuída está nas mãos da Carolco Pictures, enquanto O Exorcista está nas mãos da Warner Bros, que adquiriu os direitos de adaptação do livro de Willian Peter Blatty.

Ops...
Ops…

 

A competente maquiagem de A Repossuída está nas mãos de Steve LaPorte (Oz: Mágico e Poderoso, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, Cônicos e Cômicos) e o encarregado dos efeitos visuais é Sam Nicholson (Os Caça-Fantasmas 2, Highlander 2: A Ressurreição, Halloween 2: O Pesadelo Continua – 1981). Nos efeitos especiais está L. Danielle Villegas.

A Repossuída além de parodiar na maior parte de exibição o clássico O Exorcista, parodia outras produções de sucesso como O Mágico de Oz (1939), Rocky – Um Lutador (1976), Guerra na Estrelas – Star Wars (1977), Poltergeist – O Fenômeno (1982), e filmes do Rambo, e o Batman (1989), de Tim Burton. 

Em A Repossuída pode ter certeza que você leitor vai mais gargalhar e se divertir do que sentir medo da feiosa personagem caracterizada por Linda Blair. Como eu sempre digo: produções com Leslie Nielsen, do qual sou muito fã, são sempre muito boas e engraçadas, além de muito inteligentes, humor difícil de se encontrar nos humoristas das novas gerações. 

Que renasça um novo Leslie Nielsen em breve!

Nota: 3,0 de 5.0. 

REMAKES QUE AINDA PODEM SAIR DO PAPEL (OU NÃO).

Por Calil Neto

Esses são alguns dos projetos de remakes que (AINDA) podem ser produzidos, e resgatar (ou esculhambar ainda mais) algumas pérolas do cinema de um passado não tão distante.

Além de alguns já anunciados, como o reboot de O Grito (versão americana), o remake de Hellraiser, o novo(s) filme(s) do IT, baseado em obra de Stephen King, e o remake de Poltergeist, temos outros projetos em andamento.

Os Pássaros (1963)

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O Ataque dos Tomates Assassinos (1978)

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O lobisomem americano em Londres (1981)

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Maniac Cop (1988)

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FONTE: UHM (Upcoming Horror Movies)

GAMES: Tesla Effect: A Tex Murphy Adventure é um jogo para se ter orgulho.

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Por Calil Neto

Comecei a jogar o sexto jogo da franquia Tex Murphy, Tesla Effect, antes conhecido como Project Fedora, sabendo que a jornada será longa e não será fácil como não foram os outros jogos da série, e estou gostando muito. O jogo teve uma melhora gráfica significativa e foi muito bem realizado. Foi o jogo melhor produzido do detetive até então. O jogo também está mais dinâmico.

O jogo arrecadou fundos através do KickStarter em campanha bem sucedida, e pelo que joguei até agora, capricharam para valer no jogo. Como os três jogos anteriores (Under a Killing Moon, The Pandora Directive e Overseer), o game tem atores reais, com belíssimas interpretações, e uma estória e roteiro dignos de um clássico de ficção científica.

Durante a jogatina, temos alguns flashbacks de jogos anteriores, com Chris Jones mais novo, desde o Mean Streets (antes da fase live action), para facilitar o entendimento do jogador e refrescar a memória dos jogos passados. Só para relembrar o último jogo da franquia saiu em 1998, isto é, houve um longo período de hiato, para que um novo jogo saisse do papel.

No começo do jogo, Tex Murphy perdeu a memória, não sabe se sua namorada Chelsee está morta ou não, e envolvido mais uma vez em um caso misterioso.

Parabéns a todos os envolvidos, produtores, atores, e cia. Belíssimo adventure, prazeroso de se jogar. Jogo de dar orgulho aos fãs de Tex Murphy.

Á venda no Steam e no GOG

Nota: 5,0 de 5,0.