Review – Metrópolis (1927).

Metrópolis (1927)

Por Calil Neto

Assisti em DVD lançado pela Continental Home Vídeo, um clássico do expressionismo alemão, Metrópolis, assim como outras obras primas do mesmo período, como , O Gabinete do Dr. Galigari (1920), de Robert Wiene, Nosferatu Eine Symphonie des Grauens (1922), de Murnau, e M:  O Vampiro de Dusseldorf (1931), do próprio Fritz Lang.

Metrópolis, filme-mudo, com diálogos escritos em tela preta intercalados, foi produzido em 1927 e foi a produção mais cara produzida na época na Europa. Dirigido pelo austríaco Fritz Lang e roteirizado por Thea Von Harbour. O filme é o que sobrou do original de Metrópolis, que são os negativos originais incompletos, e cópias mais curtas e reeditadas das cópias lançadas. Mais de ¼ do filme foi considerado perdido. A versão em DVD combina todos os elementos que restaram e tenta recriar o filme como foi exibido em sua estréia. Algumas partes da trama estão faltando.

O romance Metrópolis, de Thea Von Harbour, apareceu pela primeira vez, na revista Illustrietes Blatt, em Frankfurt, na Alemanha. O livro foi publicado por August Scherl Verlag G.M.b.H.

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O longa é uma ficção científica, que se passa no século XXI, em um mundo dominado pelas máquinas. É um filme que prevê os acontecimentos do mundo moderno atual, onde o Homem braçal briga com a tecnologia das máquinas, e é um ser totalmente dependente delas. Pode ser considerado como uma crítica ao capitalismo e a modernização, assim como foi Tempos Modernos (1936), de Charlie Chaplin.

Será que um dia o Homem será dominado pelas máquinas? Ou já fomos dominados?

Fritz Lang, nasceu em 5 de dezembro de 1890, em Viena, e era filho de uma família rica. Estudou arquitetura e tinha gosto pela pintura. Em 1916, Fritz Lang, escreveu seu primeiro roteiro ao produtor Erich Pommer, em filme que não se sabe se foi filmado. Escreveu várias comédias para a produtora berlinense DECLA, que logo foram filmados por Joe May. Seu primeiro filme como diretor foi Halbblut . Em 1919 recusa a direção de Caligari para filmar a segunda parte do seu filme de aventuras Spinner ( As Aranhas). Seu primeiro trabalho em parceria com a roteirista Thea Von Harbour foi em Das wandernde Bild. Casou-se com a roteirista em 1920, e fizeram juntos todos os filmes seguintes, entre eles Metrópolis, antes de se exilar na França em 1933 por causa da censura nazista. Sua esposa, que era simpatizante do nacional socialismo, fica na Alemanha, e Fritz logo em seguida, parte para Hollywood, nos EUA, trabalhando até para a MGM, a FOX, a Paramount, Columbia, United Artist, Warner, e RKO. Naturalizou-se americano em 1935.

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Em 1956, volta para a Alemanha, onde roda seus últimos filmes, morrendo em Beverly Hills, em 1976.

É uma produção que apesar de ser em preto e branco, mudo, e sem a tecnologias da atual geração, que vale a pena ser apreciada como obra de arte.

Metrópolis é uma obra prima do expressionismo alemão que previa os acontecimentos do século XXI.

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Nota: 3,5 de 5,0.

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