Carrie: A Estranha (2013).

Carrie (2013)

Por Calil Neto

Carrie – A Estranha ( Suma de Letras) foi o primeiro romance publicado pelo cultuado escritor norte-americano Stephen King (1974), e ganhou dois anos depois a primeira adaptação dirigida por Brian De Palma, com Sissy Spacek e John Travolta no elenco.

Além de ser a primeira adaptação de Carrie para a telona, foi também a primeira adaptação de uma obra de Stephen King para o cinema.

Carrie – A Estranha (1976) rendeu também outros frutos, alguns ruins e outros medianos: como a criticada continuação não oficial, A Maldição de Carrie (1999), dirigida por Katt Shea, e uma adaptação para a televisão americana em 2002, também com distribuição pela MGM, com mais de duas horas de duração, dirigida por David Carson.

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Após diversas alterações no calendário, em dezembro de 2013 tivemos o lançamento no Brasil de uma nova releitura da obra de King, com a direção de Kimberly Peirce, com Chloë Grace Moretz no papel de Carrie White e Julianne Moore no papel da mãe fanática religiosa, Margaret White. Julianne Moore é a melhor atriz dessa nova versão, com belíssima atuação.

O longa de Kimberly não poderia deixar de lado o básico do livro de King, os temas controversos, como bullying na juventude e rejeição, e rivalidade entre pecado, tentação, e religião.

Esse novo Carrie (2013), atualiza e moderniza um clássico dos anos 70, quase década de 80, e traz a personagem Carrie para os dias atuais, em um mundo dominado agora no século XXI por microcomputadores, notebooks, celulares, internet, You Tube, e afins.

Não se sabe realmente a finalidade da realização deste remake de Carrie (1976-2013) Apenas lucro nas bilheterias e dinheiros para os estúdios? Ou resgatar um clássico de um tempo nem não longínquo assim para as novas gerações?

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A diretora Kimberly Peirce ( Eric Charbonneau/Invision for Screen Gems/AP Images)

Carrie (2013) não é cópia plano por plano do clássico dos anos 70. Apresenta algumas diferenças na narrativa como por exemplo a cena inicial em que Margaret White dá a luz a pequena Carrie e quer matá-la em seguida. Tem algumas trilhas sonoras atuais como a música Live for Night do grupo de música eletrônica Krewella, o que deixou ainda mais moderno o remake desnecessário de Kimberly.

Carrie (2013), como já era esperado, está longe de superar o clássico original de De Palma, não tem a nudez de Chloë Grace Moretz (é um filme mais comportado! Seria inimaginável vermos a famosinha Chloë Moretz pelada? ), como vimos com Sissy Spacek algumas décadas atrás, e é apenas mais um passatempo para quem admira as obras do mestre Stephen King e as suas adaptações. Algumas dignas. Algumas nem tanto assim.

O livro é bem melhor do que a suas adaptações.

Nota: 3,0 de 5,0.

Uma das capas lançadas pela Suma de Letras.
Uma das capas de Carrie lançadas pela Suma de Letras.

 

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