Review – Benção Mortal (1981).

Benção Mortal (1981)

Por Calil Neto

Fiquei fã de carteirinha de Wes Craven há muito tempo atrás, época da minha adolescência, após descobrir que era o grande  nome responsável pela direção de A hora do pesadelo (1984), filme que daria origem a uma franquia de sucesso com seis continuações e um remake (2010).  Lembro  quando passavam os filmes da série slasher A hora do pesadelo na televisão aberta, e também nas propagandas durante a programação, e ficava com medo do personagem Freddy Krueger. Achava um ser bizarro.

Foi aí que resolvi me aprofundar ainda mais em sua até que extensa filmografia.

Wes Craven é o grande responsável pela direção de filmes que se tornaram cult com o tempo como Aniversário Macabro (The Last House on the Left /1972), primeiro filme da carreira, Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes / 1977),  A Maldição de Samantha ( Deadly Friend /1986) e Shocker – 100.000 Volts de Terror  (1989).

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É nessa lista de bons filmes da filmografia de Craven, que entra Benção Mortal ( Deadly Blessing / 1981), inédito em DVD no Brasil.

Em Benção Mortal, temos a belíssima atriz Sharon Stone, em comecinho de carreira, ainda bem jovem, no papel de Lana Marcus, e o feioso Michael Berryman, frequente colaborador de Wes Craven em seus filmes (como em Quadrilha de Sádicos), no papel do problemático William Gluntz.

O roteiro é escrito por Wes Craven, Matthew Barr e Glenn M. Benest, que trabalhou com Craven também no roteiro do filme para a televisão Verão do MedoStranger in Our House (1978), com Linda Blair.

Deadly Blessing

Nota-se na filmografia de Wes Craven, que Michael Berryman (Quadrílha de Sádicos e Benção Mortal), assim como Robert Englund (A hora da Pesadelo), foram escolhidos para atuarem em papéis que os consagrariam no cinema do gênero. E o melhor, em filmes que consagrariam Wes Craven como diretor.

No roteiro, temos uma pequena fazenda conhecida como Nossa Benção, onde a grande maioria da população da região é da religião hitita, e segue normas muito severas, regidas pelo patriarca Isaiah. Jim Schmidt (Douglas Barr), é excomungado pelo pai hitita Isaiah Schmidt (interpretado pelo ator Ernest Borgnine, falecido em julho de 2012) ao se casar com Martha (último papel da carreira de Maren Jensen), que não é da mesma religião, morrendo no comecinho da película.

Com a morte de Jim Schmidt, Martha recebe a visita das belíssimas amigas Lana Marcus (Sharon Stone) e Vicky Anderson (Susan Buckner) no vilarejo estranho onde mora, e passam a ser um grande problema e encrenca aos moradores religiosos ao extremo, sendo vistas até como demônios.

Mortes começam a ocorrer em um celeiro, e tentativas de assassinatos, e em uma atmosfera de suspense o espectador passa a questionar se o vilarejo é amaldiçoado, ou se tem um louco mesmo a solta no local.

borgnine

Vicky, com seu corpo esbelto, passa a ser uma tentação aos olhos de John Schmidt (Jeff East), também hitita, noivo de outra mulher, e irmão do falecido Jim, levando o espectador a refletir se o ser humano deve deixar a religião de lado, e ceder às tentações e ao pecado da carne.

Há uma cena que merece ser mencionada, que é o momento em que Martha, que por sinal tem também um belíssimo corpitcho, está tomando um banho na banheira que me lembrou e muito a cena antológica em que a garotinha Nancy (Heather Langenkamp), está com as pernas abertas também em uma banheira, e as garras de Freddy Krueger aparecem entre elas para dar o bote.

A diferença é que em Benção Mortal aparece na água da banheira uma cobra que foi jogada por alguém desconhecido.

Wes Craven teria se baseado nessa cena da banheira de Benção Mortal para recriar uma cena semelhante em A hora do pesadelo?

Benção Mortal, com um orçamento de 2,5 milhões de dólares, foi lançado em 14 de agosto de 1981, e foi rejeitado pela crítica e pelo público na época, abocanhando nas bilheterias quase 8,5 milhões de dólares nos EUA.

É um filme menos conhecido da filmografia do diretor, mas que por ter os veteranos Sharon Stone e Michael Berryman no elenco, vale a pena dar uma espiadinha.

Em comparação aos Aniversário Macabro e Quadrilha de Sádicos,  Benção Mortal é menos violento e impactante, sem o gore ao extremo, e não sofreu censura em alguns países, como os citados, que receberam classificação indicativa R-RATED.

Nota: 3,5 de 5,0.

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