Review – V/H/S (2012).

V/H/S (2012)Atualizado (01 de setembro de 2016).

Por Calil Neto

V/H/S (Estados Unidos – 2012) é uma antologia de terror produzida por Brad Miskaque, do famoso site de horror Bloody Disgusting, em um filme promissor que tem nada mais, nada menos que seis diretores que parcialmente cumprem a difícil missão de arrepiar o espectador, que anda bastante exigente ultimamente com os filmes de horror. Na direção, estão Adam Wingard (You’re Next), Simon Barrett (Força Maligna), Ti West (Cabana do Inferno 2, Hotel da Morte), David Bruckner (O Sinal), Joe Swanberg (Silver Bullets), Glenn McQuaid (I Sell the Dead), e um trio conhecido nas redes sociais como Radio Silence, formado por Chad, Matt e Rob.

Com a premissa ousada e inédita, a produção foi exibida em diversos festivais como o prestigiado Festival de Sundance, onde fez o público desmaiar, (e não sei ainda por qual motivo), e foi lançado em 05 de outubro de 2012 em circuito limitado nos EUA, arrancando elogios da crítica e do público, apresentando no enredo (no plot) central alguns malucões que são pagos para invadir uma casa e roubar uma fita de vídeo para um  colecionador. Na residência, o grupo encontra o dono da casa morto em uma cadeira, cercado por dezenas de fitas, em frente a diversas televisões ligadas e um aparelho de videocassete.

Esses malucões começam a assistir situações nada convencionais que foram gravadas em fitas de VHS, batendo no espectador mais velho um certo saudosismo da época em que o VHS era usual (década de 80 e 90) e fazendo uma belíssima homenagem aos antecessores dos DVDs.

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Os ingredientes para o sucesso de V/H/S são diversos segmentos amarrados entre si por uma idéia central, com muita mulher pelada (uau!!!), belíssimas mulheres no elenco, jovens à beira de ataques de nervos e muita violência, misturando um pouco do clássico Creepshow, com o subgênero dos falsos documentários (mockumentary) e Found Footage (fitas encontradas), com movimento de câmera acelerado, alguns com câmera em primeira pessoa,  como o também clássico  Cannibal Holocaust (1980), A Bruxa de Blair (1999), que reavivou os filmes de horror no estilo documentário no final dos anos 90, pegando também alguns fórmulas de sucesso como Atividade Paranormal (2007).

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SPOILERS.

As estórias em segmentos são as seguintes, a primeira que para mim é a melhor do filme, dirigida por David Bruckner, que apresenta um grupo de marmanjos que almejam gravar um filme pornô caseiro e partem atrás de belas bambinas para o início das filmagens. Os marmanjos vão para um bar e conhecem duas belas raparigas, sendo que uma delas é bastante estranha e murmura para um  dos rapazes quase que sempre Eu Gosto de você. Um spinoff , Siren, baseado nesse segmento, o primeiro da franquia V/H/S, é lançado em 2016. Conversei com a atriz Hannah Fierman, que fez a personagem Lily no segmento e está no spinoff.  Leia a entrevista.

O clima no quarto, onde estes jovens se encontram, começa a esquentar e é aí que a menina estranha durante o ato sexual começa a mostrar o seu lado animal e prova que não é um ser humano comum, mas sim uma feiosa monstrenga.

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A segunda estória apresentada em V/H/S é dirigida por Ti West, e revela a viagem de um jovem casal, que está em um hotel ou (Motel?) e passa a ser perseguido por um estranho mascarado, que pede carona de carro ao casal e entra silenciosamente no quarto dos jovens, quando eles menos esperam.

VHScb11A terceira estória é dirigida por Glen McQuade, e narra o passeio de quatro jovens em uma região próxima a um lago, onde no passado um serial killer assassinara suas vítimas.

Esse segmento  me fez lembrar um pouco da série de filmes da franquia Sexta-feira 13, onde Jason matava suas vítimas próximas ao acampamento de Crystal Lake.

A quarta estória ou segmento é dirigida por Joe Swanberg, e mostra uma belíssima jovem que conversa com o namorado pela internet e mostra os peitinhos a ele. O apartamento da jovem, segundo relatos da própria ao namoradinho é mal assombrado.

Estaria a jovem envolvida em alguma conspiração? O espectador vai ter que tirar uma conclusão.

vhs1 vhs-helen-rogers-nudeA quinta estória é dirigida por Radio Silence, e narra uma festa de Halloween, onde quatro jovens vão parar no local errado, e testemunham uma jovem a ser torturada. Cuidado, que muitas mãos vão sair pelas paredes da casa… Rs…

Na minha opinião, a pior estória do filme.

V/H/S se diferencia de outros filmes de horror pela criatividade e ousadia dos seus diretores, mas não apresenta nenhuma novidade no gênero ao apresentar diversas estórias em segmentos que se entrelaçam.

SUPER INDICAÇÃO! V/H/S foi uma das grandes surpresas e uma das grandes revelações do ano de 2012  e merece a apreciação do fã do gênero.  A produção teve duas sequências, V/H/S 2 (2013) e V/H/S Viral (2014).

Nota: 3,5 de 5,0.

 

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