Mangue Negro (Brasil – 2008).

Por Calil Neto

Enquanto o cineasta Tiago Bellotti dirigia um filme com uma praga de zumbis infestando Brasília em A Capital dos Mortos (2008), o diretor capixaba Rodrigo Aragão comandava uma praga de zumbis dominando um mangue no interior do Espírito Santo em Mangue Negro (2008).

Sofrendo a influência de diversos clássicos do gênero, como A Noite dos Mortos Vivos (1968), de George Romero, The Evil Dead (1981), Fome Animal (1992), A Volta dos Mortos Vivos (1985), o cineasta Rodrigo Aragão realiza com baixíssimo orçamento ( estimado em 60.000 reais), uma produção para dar orgulho aos brasileiros com efeitos especiais de primeira realizados pelo próprio Aragão.

A narrativa de Mangue Negro gira em torno de um manguezal que de repente passa a ser infestado por zumbis. É aí que entram Luís (Walderrama dos Santos), que tem um amor platônico por Raquel (Kika Oliveira), e está sempre querendo declarar sua paixão pela moça Mas há um porém: existe sempre um obstáculo no caminho de Luis. 

Mangue Negro em seu enredo é preenchido por personagens que simbolizam a cultura popular brasileira como os pescadores, catadores de caranguejo e Dona Benedita (André Lobo), um tipo de mãe de santo, que tem um importantíssimo papel na trama, e para mim é um dos maiores destaques da produção, não só pela maquiagem da personagem mas também pela interpretação.

Eu sou surda meu netinho... Rs...
Eu sou surda meu netinho. Rs…

Luís e Raquel em Mangue Negro terão que escapar do manguezal com o auxílio do pescador Agenor dos Santos (Markus Konká), e fugir dos feiosos zumbis que dominaram a região.

Cérebro...
Cérebro…

Como disse previamente, os efeitos especiais práticos da produção são surpreendentes e de muita qualidade. Fiquei muito surpreso com os bonecos zumbis produzidos por Rodrigo Aragão, sendo que, segundo a minha percepção, lembram (e muito) os bonecos zumbis do filme-pérola  dos anos 80 A volta dos Mortos-Vivos, de Dan O’Bannon.

Uma produção com gore ao extremo e trashismo de primeira, que o brasileiro deve ficar antenado.

Como curiosidade, a produção Mangue Negro abriu em 2008, a 4a edição do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, o FANTASPOA, e foi muito bem recebido pelo público.

Mangue Negro é o primeiro filme de uma trilogia, seguido de A Noite do Chupacabras (2011), e Mar Negro, lançado em 2013.

SUPER DICA!!!

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Nota: 3,5 de 5,0.

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