Review – A volta dos mortos vivos (1985).

Por Calil Neto

Foi a partir da adolescência, que comecei a gostar de filmes de zumbis comedores de cérebro. Lembro da época em que passava filmes de terror no SBT nas tardes durante a semana, anos 90, e ficava morrendo de medo desses monstrengos, mas ao mesmo tempo me divertia. É aí que entra a série de filmes A volta dos mortos vivos, que ao todo teve 4 continuações, algumas medianas, e outras tremendas baboseiras, algumas até que divertidas.

A produção lançada pela distribuidora Flashstar, na Coleção MGM Clássicos, é o primeiro filme da série, A volta dos mortos vivos, com a direção e a roteirização do competente e saudoso Dan O´ Bannon (1946-2009), em seu debut movie como diretor, que já esteve envolvido em outros grandiosos projetos com gigantes do cinema, como nos efeitos especiais e no roteiro de Dark Star (1974), ao lado de John Carpenter, no roteiro de uma pérola da ficção científica como Força Sinistra (Lifeforce – 1985), ao lado do diretor Tobe Hooper, ao lado também do diretor George Lucas nos efeitos visuais de Star Wars (1977), no roteiro de Alien, o Oitavo Passageiro, (1979), em parceira com Ridley Scott, e no roteiro de O Vingador do Futuro (1990), juntamente com Paul Verhoeven. O longa não é sequência de A Noite dos Mortos Vivos (1968) de George A. Romero.

 

No elenco, temos Clu Gulager (Burt Wilson), James Karen (Frank), Don Calfa (Ernie Kaltenbrunner), a bela Linnea Quigley (Trash), entre outros.

A volta dos mortos vivos começa com a mensagem de que os fatos seguintes são verídicos.

E a história de A volta dos mortos vivos tem o pontapé inicial com um vazamento de gás em um armazém em Louisville, Kentucky, nos EUA, após um descuido dos funcionários com uns botijões que contém dentro mortos-vivos, que eram de posse militar. Esse gás liberado desses botijões, é a causa para reanimar o mortos ao redor do armazém, tendo ao lado um cemitério, cheio de punks.

O clássico A Noite dos Mortos Vivos (1968), do pai dos zumbis modernos, George A. Romero, não poderia ficar de fora, e é mencionado honrosamente no decorrer do longa, entrando na contextualização do enredo.

Os zumbis de O´ Bannon são bem divertidos.

A maquiagem e bonecos dos zumbis ambulantes não é das melhores, mas para a época, metade dos anos 80, era considerada moderna e bem feitinha. Até que os zumbis correm e andam bastante rápido, diferente do zumbis da série The Walking Dead que são lerdos, à moda George A. Romero.

A volta dos mortos vivos é uma paródia dos filmes de zumbis, para o fã de terror assistir sem compromissos e se divertir.

A rainha dos filmes B,  Linnea Quigley, e A volta dos mortos vivos.

A Rainha dos Gritos (Scream Queen) Linnea Quigley ficou mundialmente conhecida pelos fãs dos filmes trash ao interpretar a personagem Trash, a punk de cabelos vermelhos que dançava como veio ao mundo em cima de túmulos de um cemitério.

Quigley também estrelou outros diversos filmes de terror, como Savage Streets, ao lado de Linda Blair, Silent Night, Deadly Night (Natal Sangrento), Nightmare Sisters, Creepozoids, Sorority Babes in the Slimeball Bowl-O-Rama (Imp, o Invasor do Espaço), Hollywood Chainsaw Hookers (O Massacre da Serra Elétrica- O Massacre Final), Night of the Demons (o original de 1988 e seu remake de 2009), e A Nightmare on Elm Street 4: The Dream Master(A Hora do Pesadelo 4: O Mestre dos Sonhos”).

Linnea Quigley escreveu também dois livros sobre sua carreira como atriz de filmes B, Chainsaw e I’m Screaming as Fast as I Can e chegou a receber merecidamente o título de Rainha dos Filmes B.


Continuações.

As 4 continuações de A volta dos mortos vivos foram : A Volta dos Mortos Vivos Parte 2 (1988), dirigido por Ken Wiederhorn, A Volta dos Mortos Vivos 3 (1993), dirigido por Brian Yuzna, de Re-Animator, A Volta dos Mortos Vivos: Necropolis (2005) e A Volta dos Mortos Vivos – Rave (2005), dirigidos por Ellory Elkayem.

SUPER INDICAÇÃO.

Nota: 3,5 de 5,0.

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