Review – Nosferatu – O Vampiro da Noite (Alemanha/ França – 1979).

Por Calil Neto

Um dos maiores clássicos em preto e branco/ mudo do cinema expressionista alemão Nosferatu – Uma Sinfonia de Horror, de 1922, dirigido por F.W. Murnau, ganhou uma refilmagem colorida e com falas e diálogos nos anos 70, Nosferatu – O Vampiro da Noite (Nosferatu: Phantom der Nacht), dirigida pelo talentoso e competentíssimo diretor alemão Werner Herzog.

Nosferatu (1922)

O Nosferatu de 1922 (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens)   é um filme baseado no romance Drácula do irlandês Bram Stoker, e que foi realizado sem a permissão dos herdeiros do autor; na ocasião, sua viúva.

A trama e os personagens do filme sofreram leves alterações, principalmente em seus nomes, ou papéis dentro da própria história, para evitar os processos legais cabíveis na Europa, já que na América do Norte, o Drácula sempre foi domínio público, por ter sido publicado sem as patentes requeridas .  Em 1979, o filme de Herzog retornou com os nomes originais, sendo que somente Mina, se torna Lucy.

Conde Drácula se torna Conde Orlok (Max Schreck), a principal mudança dentro do filme, bem como a mudança de outros personagens, como Harker, que se torna Hutter (Gustav von Wangenheim) ; Mina, se torna Ellen (Greta Schröder); e Van Helsing, se torna Professor Bulwer (John Gottowt); a essência dos personagens, no entanto, é exatamente a mesma, assim como a sua trama.

Max Schreck como Conde Orlok.
Max Schreck como Conde Orlok.

A refilmagem

Nosferatu – O Vampiro da Noite de 1979 realizado no período do cinema novo alemão é mais um magnífico trabalho da longa parceria tumultuosa entre Herzog e o ator Klaus Kinski (1926-1991).

Herzog e Klaus Kinski trabalharam juntos em Aguirre, der Zorn Gottes (Aguirre, a Cólera dos Deuses) (1972), Woyzeck (baseado na peça de Georg Büchner) (1979), Fitzcarraldo (1982) e Cobra Verde (1987).

Nosferatu – O Vampiro da Noite, tem a essência da trama original, e traz a história de Jonathan Harker (Bruno Ganz)  , um corretor de imóveis que deixa a esposa Lucy Harker (Isabelle Adjani) em casa na cidade de Wismar, na Alemanha, e vai até a Transilvânia, vender uma propriedade para o conde Drácula na mesma cidade (Wismar) em que mora com a esposa. Só que Jonathan não sabe que esse novo morador é na verdade um temível e cabeçudo vampiro que o toma como prisioneiro em seu castelo.

Atraído por Lucy, a jovem e bela noiva de Jonathan, o conde Drácula vai junto com diversos ratinhos até Wismar espalhar a morte e o medo entre os habitantes, e saciar sua sede por sangue.

Dr. Van Helsing é interpretado pelo ator Walter Ladengast.

A produção de 1979, é uma versão bem mais moderna do que a original, e que serve com uma belíssima homenagem do diretor Werner Herzog ao filme de 1922.  A refilmagem tem um ritmo monótono em boa parte da exibição, mas nada que tire seu brilhantismo e estrague a sua homenagem.

Popol Vuh

A música do filme é do grupo alemão Popol Vuh, com o álbum Brüder des Schattens – Söhne des Lichts. O grupo colaborou com o diretor Herzog em inúmeros projetos.

Klaus Kinski

Klaus Kinski, consegue muito bem cumprir o papel sinistro que outrora fora de Max Schreck, que na versão original interpretara o Conde Orlok.

Para quem curte horror gótico, admirar cenários e paisagismo europeus, curte o macabro, o vampirismo e um certo romantismo, e é fã e curtiu o Nosferatu original, indicação na certa para o leitor do Terror no Sofá.

Nota: 3,0 de 5,0.

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