Videodrome – A síndrome do Vídeo (1983).

Por Calil Neto

O mesmo diretor de Scanners, Sua Mente Pode Destruir (1981) e  A mosca (1986), o canadense David Cronenberg, é o responsável pela direção de Videodrome – A síndrome do Vídeo (1983), um filme cultuado por uma grande geração de cinéfilos e apreciadores do gênero.

O plot da película, que é ao mesmo tempo repugnante, perturbador e visceral para os olhos do espectador, e foi escrita pelo próprio diretor canadense Cronenberg, é a seguinte:

Max Renn (o talento James Wood) é o diretor e presidente da CIVIC TV, Canal 83, Cabo 12, uma emissora de televisão UHF de Toronto, Canadá, de pequeno porte, que transmite uma programação sensacionalista, desde programa eróticos leves a programas violentos.

Max Renn está sempre em negociação e a procura de novos programas para serem transmitidos pela CIVIC TV, algo que dê audiência para a emissora. O diretor é amigo de  Harlan (Peter Dvorsky), que trabalha na tv, e que consegue interceptar via satélite imagens piratas e ilegais.

Harlan apresenta a Max Renn o Videodrome, uma programação de tv, transmitida de algum lugar do planeta, que mostra torturas e assassinatos de pessoas anônimas. Uma das pessoas envolvidas com esse projeto é o professor e filósofo Brian O’Blivion (Jack Creley), que raramente gosta de aparecer em público e se corresponde com as pessoas através de cartas-vídeo.

Brian O´blivion em uma de suas gravações...
Brian O´blivion em uma de suas gravações…

É Masha ((Lynne Gorman), uma das interessadas em ter seu produto veículado na CIVIC TV, quem informa a associação do nome de Brian O’Blivion ao Videodrome, e que o Videodrome na realidade não é um programação ficcional, mas sim uma programação de tv  com torturas e morte reais, conhecidas do grande público como os snuff movies.

Max Renn, tem pessoas próximas envolvidas ao Videodrome, como a atriz e sua grande paixão Nicki Brand (Deborah Harry), e passa a adquirir alucinações visuais após o contatos com essas imagens.

Mãos ao alto...
Mãos ao alto…

Brian O’Blivion em uma das suas gravações de vídeo explica que após o contato com as imagens do Videodrome, um tumor passa a crescer no cérebro da pessoa de quem as assistiu. Brian O’Blivion, também teve um desses tumores em sua cabeça, e morreu graças as essas alucinações… está aí o porquê dessas mensagens póstumas deixadas via carta-video.

O pior de tudo é que existe uma corporação, a Spectacular Optical, presidida por Barry Convex (Leslie Carlson), que produz Videodrome escondidamente e ilegalmente, e quer possuir a CIVIC TV para transmitir as fortes imagens do Videodrome a grande massa.

Videodrome é uma produção com muito gore, cenas fortes e impactantes, com belíssimos e práticos efeitos especiais para a época, e belíssima maquiagem de Rick Baker, motivos essenciais para ter admiradores até os dias de hoje e conquistar novos apreciadores com o passar dos anos.

Nojento!!!!
Nojento!!!!

Videodrome, nos leva de volta aos anos 80, quando estavam em voga as fitas de VHS, batendo uma saudade no espectador do século XXI, que usa na atualidade as moderninhas mídias de DVDs e Blu-Rays para assistir aos filmes.

Para realizar os efeitos especiais, por exemplo, as fitas usadas e forçadas no abdômem de Max Renn durante as alucinações, são fitas cassetes de videotape Betamax, por serem menores que a usual fita VHS.

Aí que dor!!!
Aí que dor!!!

Videodrome é uma produção que passa uma mensagem ao espectador e é uma crítica social ao poder que a televisão possui de manipular as grandes massas. Um dos melhores filmes do gênero da carreira de Cronenberg.

Em 1989, Videodrome foi nomeado como um dos mais importantes do Festival Internacional de Filmes de TorontoAndy Warhol descreveu Videodrome como o Laranja Mecânica (1971) dos anos 80.

Nota: 3,5 de 5,0

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2 comentários em “Videodrome – A síndrome do Vídeo (1983).

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