A Capital dos Mortos (Brasil – 2008).

Por Calil Neto

Depois de José Mojica Marins, o famoso Zé do Caixão, poucos diretores se aventuram atualmente na arte de fazer filmes de horror no Brasil.

Rodrigo Aragão, Felipe M. Guerra, Petter Baiestorf e Tiago Bellotti, de A Capital dos Mortos (Brasil/2008) são os poucos destaques que figuram nessa pequena lista.

Para quem não sabe: após 27 meses de trabalho, uma galera de Brasília conseguiu encerrar A Capital dos Mortos através da produtora independente Vortex Filmes.

A Capital dos Mortos é uma produção de baixíssimo orçamento que foi possível ser concretizado devido ao sensacional esforço coletivo, segundo afirma o site oficial da obra.

A Capital dos Mortos em sua narrativa apresenta Brasília dominada por zumbis, e um grupo de amigos, entre eles Lucas (Gustavo Serrate), Pamela (Laura Moreira), Cristofer (Yan Klier),  Tio (Jean Carlo), e outros, que buscam escapar deste monstros comedores de carne humana em uma cidade dominada pelo caos.

A Capital dos Mortos originalmente era para ser rodado em três filmes, tornando-se futuramente uma trilogia pós-apocalíptica.  Devido às dificuldades de recursos, o diretor Tiago Belotti optou por um roteiro mais fechado, que pudesse ser contado em um longa de 70 a 90 minutos.

No entanto, a trama foi desenvolvida de forma que as idéias para as duas seqüências engavetadas possam ser adicionadas, e se a resposta para o primeiro filme for positiva, Tiago Belotti tem todas as intenções de completar a sua trilogia de zumbis.

Segundo a idéia original, A Capital dos Mortos 2 – Mundo Morto se passa 30 anos depois do primeiro filme. Nessa seqüência, 70% da população já é constituída de zumbis. O longa, bem mais minimalista que o primeiro, segue a história de quatro sobreviventes.

O último capítulo da saga, A Capital dos Mortos 3 – Dias Finais se passa 60 anos depois do primeiro filme, justamente no fim da terceira geração sonhada por Dom Bosco. Já praticamente não há mais seres vivos na terra. A trama relata o fim de tudo.

A Capital do Mortos, a primeira parte, é um filme que surpreende pelos padrões brasileiros, com cenas e sequências em peculiar que lembram e muito o filme o clássico A noite dos mortos vivos (1968).

(E o nosso querido José Mojica Marins tem uma curta participação no filme…)

A obra de Belotti une certo trashismo com simplicidade, e para àqueles que gostam de terror e querem prestigiar o cinema brasileiro, vale a pena dar uma espiada.

Site OFICIAL de “Capital dos Mortos”

Nota: 2,5 de 5,0.

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