Review – Toni Erdmann (2016).

Por Calil Neto

Toni Erdmann dirigido e escrita pela cineasta alemã Maren Ade e elogiado no Festival de Cannes foi a representante da Alemanha na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2017, mas não levou a estatutueta, perdendo para o filme iraniano O Apartamento, e mostra a relação de uma pai, provavelmente já aposentado e a filha, que é uma profissional bem sucedida em consultoria. O pai cria uma segunda identidade se chamando de Toni Erdmann e se relaciona com a filha que entra na onda do pai.

Um filme que reflete a amorosidade do pai com a filha, e o amor da filha com o pai. No primeiro ato o espectador pode pensar que o pai é um cara sem noção que anda atrás da filha, mas ao decorrer do filme você percebe que ele, que em boa parte da vida não era muito presente na vida da filha (por parte dos dois), estava a querendo ajudar. Um filme nonsense em alguns momentos e meio louco (como o momento da festa de nudistas e o momento em que o pai se veste com uma estranha fantasia, que não sei o quê representa), mas que não deixar de ser um belo filme. Peter Simonischek está muito bem na pele do pai da filha Inês, Sandra Hüller, que também está muito bem.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Paul: O Alien Fugitivo (2011).

Por Calil Neto

22 de abril de 2017

Não sei mas nesses anos 2000 não encontrei tantas boas comédias como se produziam na segunda metade do século passado. Algumas produções desses anos 2000 dão para citar como exemplos a franquia do ursinho Ted, a franquia O Âncora, a trilogia do Cornetto e esse belo Paul: O Alien Fugitivo de 2011 que é com a mesma equipe, e é uma sátira e uma homenagem aos filmes e séries de invasão alienígena, valendo citar MIB – Homens de Preto, o seriado Arquivo  X,  Contatos Imediatos de 3º Grau, E.T: O Extraterrestre, Fogo no Céu (Fire in the Sky) e muito mais.

Dirigido por Greg Mottola com roteiro de Simon Pegg e Nick Frost com produção da Universal temos dois especialistas em escrever HQs britânicos, interpretados por Simon Pegg e Nick Frost, que estão em uma viagem de trailer pelos Estados Unidos e se encontram com um divertido alienígena fora da tão famosa Área 51.

Colocar a diva atriz Sigourney Weaver para fazer uma participação especial já é uma homenagem a franquia Alien iniciada por Ridley Scott em 1979.

Belo filme, divertido com bela trilha sonora, com trilha que em certo momento, homenageia o cult seriado Arquivo X.

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Shin Gojira ( Godzilla Resurgence – 2016).

Por Calil Neto

21 de abril de 2017

Godzilla Resurgence (Japão – 2016), na Ásia Shin Gojira, é um reboot como o próprio título se refere dirigido por Hideaki Anno e Shinji Higuchi de um dos monstros mais amados e famosos da cultura pop do Japão, que teve o seu debut em 1954 quando apareceu pela primeira vez o personagem destruidor atômico Gojira filmado pelo estúdio Toho com direção de Ishirô Honda.

Um filme que reflete a devastação nuclear do Japão no pós-2ª Guerra, um filme de apocalipse nuclear.

Neste novo longa também da Toho temos na narrativa uma Tóquio no Japão devastada pelo monstro Gojira e o governo japonês negociando com outros países como Estados Unidos e a própria ONU para combatê-lo.

Claro que os filmes japoneses do Gojira não têm como comparar com as versões norte-americanas que tem um visual mais caprichado graças à sua computação gráfica e efeitos digitais, mas também são belíssimos e muito bem produzidos! Feitos com carinho!

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – A Chegada (2016).

Por Calil Neto

16 de abril de 2017

A Chegada (Arrival – 2016) dirigido por um dos novos queridinhos de Hollywood, o canadense Denis Villeneuve, é mais um belíssimo filme que aborda a invasão alienígena no planeta Terra. Mais é um filme diferente dos filmes habituais, e que foi um desafio para o diretor que afirma que dirigir uma sci-fi foi um aprendizado. É quase que um filme filosófico, existencialista, reflexivo que mostra a união dos povos e nações para lidar com habitantes de um outro planeta da qual a tradutora de línguas, até de língua alienígena, Louise Banks (a estonteante Amy Adams) vem em auxílio e intermediação.

O filme que é uma adaptação de um conto de Ted Chiang traz mais uma missão reflexiva do que mostrar a relação homem-alienígena como mostrava o clássico Independence Day dos anos 90. O longa ganhou 1 Oscar na edição de 2017 na categoria de edição de som. Poderia ter conquistado mais estatuetas. Uma das grandes sci-fi deste começo de milênio e um belo filme!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Fantasma do Futuro (Ghost in the Shell – 1995).

Por Calil Neto

06 de abril de 2017.

O anime que vem do mangá Fantasma do Futuro (Ghost in the Shell) de Shirow Masamune, popularíssimo no Japão ganhou em 2017 um live-action com a mega star Scarlett Johansson. O escritor e ilustrador Shirow Masamune aprovou e gostou do anime.

Dirigido por Mamoru Oshii no roteiro de Kazunori Itô temos a cyborgue Motoko Kusanagi em 2029 em Hong Kong que possue uma mente humana e é mais madura do que o personagem do mangá e junto com seu parceiro estão atrás de um hacker conhecido como Mestre dos Fantoches que é um dos grandes criminosos cybernéticos. O anime é surreal e nonsense em alguns momentos com presença de violência e a nudez da personagem Motoko, e uma bem selecionada trilha sonora.

O anime quando lançado foi um sucesso, principalmente por causa de seus efeitos especiais modernos de animação para a época.  É um longa que mostra a evolução da sociedade com as modernas tecnologias e a vinda da computação gráfica. A substituição do homem pela máquina. A inteligência artificial (AI).

Outro anime que foi sucesso anteriormente, nos anos 80, foi Akira dirigido por Katsuhiro Otomo que é também baseado em mangá do próprio. Ambos cults e repletos de admiradores ao redor do planeta.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review- Beethoven: O Magnífico (1992).

Por Calil Neto

06 de abril de 2017

Beethoven: O Magnífico (1992) é um das comédias que mais assisti com a minha família nos anos 90. Como alugava o VHS na locadora para assisti-lo e a gente em casa não se cansava de assisti-lo. É um filme e franquia que até o ano de 2014 tiveram sete filmes. Não consegui conferir a todos.

O primeiro filme de 1992 é dirigido por Brian Levant que dirigiu também Um herói de Brinquedo (1996) com Arnold Schwarzenegger e Os Flintstones: O Filme (1994), filme que pude conferir na telona do cinema. A produção executiva é de nada mais nada menos que Ivan Reitman que dirigiu os dois clássicos dos anos 80 da franquia Os Caça-Fantasmas. Trabalhou na produção apenas dos dois primeiros filmes da franquia Beethoven.

Na trama com roteiro do talentoso John Hughes (de Esqueceram de Mim 1 e 2) e Amy Holden Jones, temos um cão São Bernardo que se torna o centro das atenções na casa de uma simpática família. Nesta família temos o pai Newton (Charles Grodin), que ama o cão. Estou brincando. No começo ele odeia o cão e depois passa a gostar dele. Esse ator, Charles Grodin, é um dos grandes destaques do longa. David Duchovny do seriado Arquivo-X faz uma participação especial no longa.

Uma comédia que marcou os anos 90. Pelo menos para mim.

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – King Kong (1976).

Por Calil Neto

15 de março de 2017

King Kong de 1976 é um dos filmes mais famosos do gorila mais prestigiado do cinema. Eu costumo sempre ler entre comentários das pessoas, principalmente nascidas entre os anos 70 e 80 (eu me incluo!), que os filmes produzidos nessas épocas sãos os melhores, e os filmes mais recentes de 2000 para a frente abusam da computação gráfica e não são como seus antecessores.

Eu sei que a garotada curte e muito esses filmes atuais. Sem desmerecê-los.

King Kong de 76 é estrelado por dois ícones do cinema, Jessica Lange (com grande destaque na sua beleza e por que não dizer também boa atuação que foi melhorando com o tempo) e Jeff Bridges, que em 1982 se destacaria no filme clássico da Disney, Tron – Uma Odisséia Eletrônica. Vale lembrar que a atriz Jessica Lange também se destacaria recentemente na televisão, no atualíssimo e elogiado seriado American Horror Story.

 

No longa dirigido muito bem por  John Guillermin adaptado do longa de 1933 é produzido pelo lendário Dino De Laurentiis, produtor de Flash Gordon de 80, Conan, o Bárbaro de 1982, e produtor executivo de king Kong 2, com auxílio do filho Federico De Laurentiis, sendo que o primeiro teve a idéia de realizar o remake do primeiro filme e ainda produzir também a sua sequência. O filme de 1933 foi realizado com a técnica de stop motion e esse remake de 1976, Rick Baker se fantasiou do gorila.  O gorila mecânico desenhado pelo lendário Carlo Rambaldi aparece em pouquíssimos momentos.

Rick Baker

O roteiro do filme não foge muito do roteiro do filme original: um grupo que parte com uma expedição para uma região isolada e encontra o famoso gigante gorila que se apaixona pela mocinha.  Eu acho válido eles continuarem produzindo filmes com o gigante gorila, até com crossover com o monstro japonês Godzilla, mas acho esse filme de 76 o seu melhor filme.

Nota: 4,0 de 5,0.