Review – Starman – O Homem das Estrelas (1984).

 

Por Calil Neto

14 de novembro de 2017.

Starman – O Homem das Estrelas, produção de 1984, é mais um belo filme da filmografia do diretor norte-americano John Carpenter, com produção executiva de nada mais nada menos do que do também ator Michael Douglas (de Instinto Selvagem – 1992). Larry J. Franco, frequente colaborar de Carpenter, também está na produção. Jack Nitzsche é o responsável pela belíssima, rica e emocionante trilha sonora.

Neste longa com roteiro de Bruce A. Evans e Raynold Gideon, o protagonista é vivido pelo competente ator Jeff Bridges, em um dos grandes papéis de sua carreira em belíssima atuação representando um ser de outro planeta, que tem um relacionamento com a terráquea Jenny Hayden (Karen Allen) e tem que ir para o Arizona para encontrar a sua nave espacial. O alienígena fica espionando um álbum de fotos de Jenny, e se transforma em seu marido morto em um acidente. Um filme com belíssimo efeito especial, na transformação em um bebê que virá a ser a cópia do ex-marido de Jenny. O filme deve ter seguido a onda do sucesso do clássico E.T: O Extraterrestre de 1982 de Steven Spielberg, mas em um estilo serião, e não destinado principalmente ao público infanto-juvenil. A polícia parte atrás do suposto para eles alienígena. No começo de Starman quando aparece o personagem de Jeff Bridges sem roupa, não sei se essa cena em especial teria influenciado o personagem de Arnold Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro de 1984 de James Cameron.  Uma mistura de sci-fi com road movie.

 

Um dos mais belos e emotivos filmes de John Carpenter com ótima carga dramática!!! Adoro os trabalhos do diretor.

 

Nota: 3,5 de 5,0.

Anúncios

Frank Henenlotter e a trilogia Basket Case (1982-1991).

Por Calil Neto

05 de novembro de 2017.

O diretor norte-americano Frank Henenlotter deu início no começo dos anos 80 a franquia e trilogia Basket Case, que se refere traduzindo literalmente como o “Caso da Cesta”, local onde fica o personagem central da trama, o esquisitão Belial que é um irmão siamês de Duane Bradley, interpretado nos três filmes por Kevin Van Hentenryck , ator que parece que nasceu para o inusitado papel. Frank Henenlotter é diretor de outras pérolas divertidas como Brain Damage (1988) e Frankenhooker – Que Pedaço de Mulher (1990).

Os três longas são escritos e dirigidos pelo cineasta independente Frank Henenlotter. No terceiro longa Frank tem o auxílio de Robert Martin no roteiro. No primeiro filme de 1982 temos a separação dos irmãos siameses, um deformado e outro não, através de uma cirurgia médica e depois os dois irmãos vão querer se vingar dos médicos responsáveis pela separação corporal dos irmãos.

O segundo filme de 1990 é um pouco melhor que o primeiro filme. No segundo filme temos Belial um pouco maiorzinho do que no primeiro filme, mais velho, e uma senhora que luta pelos direitos dos monstrinhos bizarros.

Nesse filme tem diversos monstrinhos e monstros, que juntos com a senhora Ruth (Annie Ross) e a sua filha Susan ( Heather Rattray) vão lutar pelos direitos dos  monstrinhos.

No terceiro ato do longa de 1990, parece que Susan também tem uma irmã siamesa que com Belial transa durante um momento do longa. Como nota-se o sexualismo não deixa de estar presente nos filmes de Frank Henenlotter. Nada exagerado nos filmes, mas hilário!

No terceiro longa, realizado um ano após o segundo filme temos os filhinhos do casal Belial e Eve. Nascem 12 filhos no mesmo estilo do pai e da mãe. Neste filme Tia Ruth ( Annie Ross ) vai atrás em outra cidade do tio Hal ( Dan Biggers ), com quem deixou seu filho, o pequeno Hal ( Jim O’Doherty ), que é um jovem com um corpo monstruoso. Neste filme como no segundo temos diversos monstrengos e os 12 filhos de Belial. Esses dois filmes me fizeram lembrar com esses monstros deformados do monstros do filme clássico e polêmico Freaks de 1932 de Tod Browning . Não sei se  o diretor Frank Henenlotter era admirador do cara.

 

Este terceiro filme é o melhor da trilogia, que é de tosquices e trasheiras das boas. Esse filme me fez lembrar das tosqueiras divertidíssimas produções dos anos 80 como A Coisa (1985) e A Bolha Assassina (1988) que passava quase que sempre na nossa televisão brasileira entre as décadas de 80 e 90.

Nota para a franquia: 3,5 de 5,0.

Review – A Máscara do Horror ( Mr. Sardonicus – 1961)

Por Calil Neto

04 de novembro de 2017.

Eu recomendo que você leitor primeiro assista ao filme depois leia o texto. SPOILERS.

A Máscara do Horror ( Mr. Sardonicus – 1961) é mais um belíssimo filme da filmografia do lendário diretor e mestre do entretenimento norte-americano William Castle, adaptado de conto de Ray Russell. William Castle era um mestre em dirigir e produzir filmes de assombrações como A Casa dos Maus Espíritos (1959) e 13 Fantasmas (1960), e interagir seus filmes, consigo mesmo e a platéia.  Grandes clássicos em preto e branco do gênero do século passado!

 

Com a sua fotografia em preto e branco é um filme magistral e mostra um barão, senhor Sardonicus ( Guy Rolfe ) em um castelo com o rosto deformado. Sardonicus usa uma máscara para esconder o rosto e seu rosto teria ficado deformado após ele ir atrás de um bilhete de loteria premiado que estava no casaco de seu pai dentro do caixão após desenterrá-lo. O cara ficou rico, mas com o rosto deformado. A deformação com um sorriso de A Máscara do Horror  teria sido baseado no personagem central do filme expressionista da década de 20, O homem que ri.

 

Após um acordo com o pai de Maude, Maude ( Audrey Dalton ) se casa com o assustador barão Sardonicus. Sardonicus chama o médico Robert Cargrave ( Ronald Lewis ), antigo amor de Maude,  para ajudá-lo a resgatar seu rosto novamente.

Um belíssimo filme, no estilo gótico, com um trabalho de maquiagem no vilão Sardonicus de primeira para os padrões da época!!!! Um longa que ainda surpreende!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – A Ghost Story (2017).

 

Por Calil Neto

01 de novembro de 2017.

A Ghost Story (2017) também com distribuição da A24 é mais um belíssimo filme desse movimento do cinema independente que deu o quê falar no gênero do terror, o tão comentado post-horror ou pós-horror. O termo foi proposto em julho de 2017 pelo jornalista Steve Rose do The Guardian e mostra um terror diferente do eventual, não aquele terror explicito blockbuster , mas sim um terror existencialista, que leva o espectador a refletir sobre o filme e as questões humanas, e não assustar como nota-se na maioria dos filmes de terror. Um “terror” com inteligência e que deixa o espectador tirar as suas próprias conclusões, até nas conclusões dos seus desfechos.

 

Com direção e roteiro muito bem trabalhado de David Lowery temos no elenco Casey Affleck, vencedor do Oscar de melhor ator em 2017 por Manchester à Beira-Mar e Rooney Mara, a Lisbeth Salander do filme-adaptação Millennium do diretor David Fincher em um longa com narrativa não-linear, mostrando momentos do romance entre os dois personagens centrais em uma pequena casa, momentos após a morte do personagem de Affleck em um acidente de carro, e o quê aconteceu com a casa, a personagem de Rooney Mara, a localidade e os futuros moradores do local. É um filme de arte, que lida também com o mundo espiritualista, vida após a morte, assombração, a passagem da vida, a constante evolução do planeta e as relações humanas.  Uma pequena obra prima! Magistral!

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Brain Damage (1988).

 

Por Calil Neto

29 de outubro de 2017.

Um dos diretores mais estranhos da história do cinema com seus monstrinhos, como ficou reconhecido com a sua famosa trilogia Basket Case, e um dos mais criativos com baixo orçamento do século XX, temos aqui um texto sobre Brain Damage conhecido no Brasil como O Soro do Mal de 1988, que também é um das suas hilárias produções, filmado na década de 80, que para mim é uma das minhas décadas favoritas no cinema.

Escrito e dirigido por Frank Henenlotter temos em Nova York, nos Estados Unidos, um jovem Brian ( Rick Hearst ) que está meio para baixo e um verme parasita chamado de Aylmer que não sei de onde veio vem para a sua vida vai usar o rapaz como um hospedeiro e colocar seu líquido azul em seu cérebro, como se fosse um tipo de droga e deixar Brian em um tipo de alucinação. Seria um alienígena? Não sei. Um vai depender do outro para viver. E os proprietários de Aylmer são um casal de idosos que vão brigar para ter o verme de volta. Como grande parte da filmografia do diretor norte-americano Frank Henenlotter, o filme é foda. Sem deixar de ter o humor negro, muito gore e ser estranho em alguns momentos.

 

Divertidíssimo!

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Ao Cair da Noite (It Comes at Night -2017)

Por Calil Neto

28 de outubro de 2017.

Agora foi a vez de conferir o elogiado Ao Cair da Noite, com título original It Comes at Night, lançado em 2017 com produção do estúdio independente A24.  O longa está dentro do conceito post-horror ou pós-horror proposto em julho de 2017 pelo jornalista Steve Rose no jornal britânico The Guardian, em filmes que querem sair do clichê habitual de assustar dos filmes de horror. O estúdio também distribui filmes menores, mas de belíssima produção e qualidade como os bem sucedidos A Bruxa (2015), The Monster (2016), Free Fire (2016) de Ben Wheatley,  A Ghost Story (2017), o premiado do Oscar MoonLight: Sob a luz do Luar (2016) e muito mais. Não sei se uma hora um estúdio ou empresa maior vai comprar e adquirir os direitos da A24.

 

 

Dirigido e escrito por Trey Edward Shults, temos na narrativa uma praga que está tomando conta da localidade em um mundo apocalíptico, e tem uma família refugiada no local. Um dos momentos de destaque é quando o avô desta família está contaminado por essa praga e é morto com um tiro na cabeça. A família usa uma máscara para não se contaminar desse vírus ou praga que domina o local. É quando chega uma família com um garotinho para buscar refúgio no local. É aquele filme que você se preocupa com a trama e o clima atmosférico, mas não em se assustar como os filmes habituais de terror, algo que está dentro do conceito do pós-horror.

 

Um belíssimo filme, muito bem produzido. Um dos grandes filmes de terror do ano de 2017. O longa é bom e merece todos os elogios.

Nota: 4,0 de 5,0.

Review – Buffy: A Caça-Vampiros ( 1992 ).

Por Calil Neto

22 de outubro de 2017

Você conhece o seriado Buffy: A Caça-Vampiros estrelado por Sarah Michelle Gellar ? O seriado com produção da FOX era exibido com freqüência na tela da Rede Globo no final dos anos 90, e é baseado no longa homônimo também produzido pela FOX de 1992 dirigido por  Fran Rubel Kuzui com roteiro do grande Joss Whedon, criador e um dos diretores da série produzida entre 1997 e 2003, e que viria a ser o diretor e roteirista de Os Vingadores de 2012 e a seqüência Vingadores: Era de Ultron de 2015  para a Marvel, além de substituir Zack Snyder na direção de Liga da Justiça de 2017, após o falecimento da filha de Snyder.

 

 

A caçadora de vampiros Buffy no filme é interpretada pela atriz Kristy Swanson e é recrutada por Merrick, interpretado pelo grande ator Donald Sutherland do clássico Os Invasores de Corpos  de 1978. De tempos em tempos ele vem recrutar a escolhida para ser a caçadora de vampiros. No elenco também tem Hilary Swank , no papel da estudante Kimberly e David Arquette na pele do recém vampiro Benny, ator que seria um dos grandes destaques da franquia para o cinema de Wes Craven, Pânico.

Para quem curtiu a série e quer conhecer a origem da série vale a pena o filme, apesar de o seriado ser bem mais sofisticado que o longa. Outra razão para assistir é ter o veterano Donald Sutherland no elenco.

 

Nota: 3,0 de 5,0.